Blu-ray 10 anos: consolidado lá fora, inconsistente no Brasil

O tempo passa… o tempo voa… e de tempos em tempos, sempre é bom relembrar os caminhos que fizemos no passado, para vislumbrar aonde podemos ir no futuro. Relembrar é viver. E eu vivo relembrando. Que tal então recordar brevemente a história do Blu-ray, observar o presente no mercado de home video nacional e indagar o que o futuro reserva?

Outubro de 2000. Surgem os primeiros protótipos de um padrão de mídia de alta definição que viríamos a conhecer como Blu-ray. A partir de então, são efetuados diversos projetos e negociações para definir as especificações técnicas do formato.

Abril de 2003. O primeiro aparelho gravador e reprodutor de Blu-ray é disponibilizado no Japão, ainda sem um total acordo sobre o formato junto aos grandes estúdios de Hollywood. Assim sendo, nenhum filme foi lançado na ocasião.

Junho de 2006. São colocados à venda os primeiros aparelhos reprodutores de Blu-ray e títulos no formato voltados para o mercado consumidor, com a promessa de entregar conteúdos com qualidade superior de áudio e vídeo, em discos com muito mais capacidade de armazenamento do que um DVD. O formato disputa (e posteriormente conquista) a preferência do mercado com o concorrente HD DVD.

Dezembro de 2007. Disney, Fox, Warner e Buena Vista colocam seus primeiros títulos em Blu-ray à venda no Brasil, com preços altos que variam entre R$ 99,90 e R$ 119,90.

Dezembro de 2008. A Paramount inicia a venda de filmes em Blu-ray no Brasil. Novamente, preços pouco atrativos.

Junho de 2010. Tem início a venda de filmes no formato Blu-ray 3D, na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, os primeiros títulos em Blu-ray 3D são lançados em novembro do mesmo ano.

Março de 2016. O formato Blu-ray 4K UltraHD dá seus primeiros passos no Japão, Estados Unidos e Europa, com os lançamentos de dispositivos de reprodução e os primeiros títulos no formato.

Enquanto isso, no Brasil, o Blu-ray convencional não consegue se firmar como padrão no mercado de home video, ainda disputando espaço com o DVD e sendo oferecido com preços pouco competitivos.

Este breve histórico realça o complicado panorama do mercado de home video brasileiro. Quando não somos privados por completo de obras audiovisuais, muitas vezes precisamos nos contentar com produtos de menor qualidade, principalmente se comparados a similares no exterior. A partir de uma sugestão do leitor Jayme Jose Leitão, apontamos lançamentos recentes – principalmente séries – que não foram oferecidos no raio azul no Brasil (muitos deles já noticiados e comentados no BJC).

Sem sombra de dúvidas, um dos casos mais decepcionantes aconteceu com a série clássica do Batman, lançada em Blu-ray nos Estados Unidos, em uma edição mais do que colecionável e especial, com toda pompa e circunstância que a obra merece. Recebeu o prêmio de Melhor Edição de 2014. Já no Brasil, foi um show de amadorismo, com um lançamento apenas em DVD, de qualidade geral questionável, sem dublagem em dois episódios, com legendas cheias de erros e preço nada convidativo.

Outra produção clássica lançada somente em DVD em nosso país foi Battlestar Galactica (e também sem dublagem em alguns episódios ou trechos dos mesmos). Disponibilizada em Blu-ray nos Estados Unidos, em edição com versões remasterizada e original (e com opções em nosso idioma para as versões originais dos episódios).

E onde está Arquivo X em alta definição no Brasil? A obra foi lançada nos Estados Unidos, Europa e Japão em Blu-ray, com episódios remasterizados a partir dos negativos originais.

O mesmo vale para Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, lançada em Blu-ray nos Estados Unidos, Europa e Japão, em versão remasterizada com novos efeitos especiais.

Perdidos no Espaço também foi lançada em bela edição nos Estados Unidos, com episódios remasterizados em alta definição. Mas nem sinal de lançamento em nosso país.

Estas três séries foram disponibilizadas nos tempos áureos do DVD no Brasil, em suas versões originais. Mas passaram longe da alta definição no país tropical.

Outras tantas séries clássicas foram lançadas mundo afora em Blu-ray. Exceto no Brasil Varonil. Apenas para citar algumas: Águia de Fogo, Super-Máquina, Sherlock Holmes, Kamen Rider Black, Ultraman e Ultraseven.

Nem mesmo séries atuais aclamadas escapam, como vimos recentemente com a primeira temporada de Mr. Robot, oferecida em Blu-ray na América do Norte e Europa, mas apenas em DVD no país tropical. Agents of S.H.I.E.L.D. e outras tantas séries se encontram na mesma situação. A lista é extensa. Uma vez mais, entra em cena a “melô do pelo menos”: pelo menos estas obras foram lançadas no Brasil.

Para piorar, há os casos de séries que vinham sendo disponibilizadas em Blu-ray em nosso país, mas atualmente só as recebemos em DVD. É o que acontece com Sherlock, que era distribuída em alta definição pela Log On. Entretanto, desde que esta encerrou suas atividades, ficamos com os DVDs lançados pela Paris Filmes, que também tem oferecido Orphan Black e Doctor Who, entre outras (e não dá sinal de querer lançar estas produções em Blu-ray).

O mesmo vale para The Blacklist, que teve sua primeira temporada lançada em Blu-ray no Brasil. Maravilha, Alberto! Eis que surge a segunda temporada e páááá… Somente em DVD no país tropical.

E o que dizer de True Detective, cuja segunda temporada é disponibilizada em Blu-ray em nosso país, mas a primeira não? Supostamente, será lançada uma caixa com as duas temporadas em Blu-ray (mas, até o momento de publicação deste texto, não foi possível confirmar esta informação).

Produções animadas também sofrem. É o caso de Star Wars – Rebels e de todas as animações com personagens da DC, além de alguns títulos da Pixar: Vida de Inseto e Ratatouille são os mais notórios. Desenho é coisa de criança. Criança não sabe o que é blurrei. Toma aí mais devedê. E assim acontece com tantas outras animações clássicas, nunca lançadas sequer em DVD no Brasil.

E nem premiadas e elogiadas produções brasileiras escapam. É o caso da animação O Menino e o Mundo, lançada somente em DVD. E filmes como Cidade de Deus, disponível apenas em DVD, mas com diversas edições em Blu-ray no exterior (com direito a SteelBook no Reino Unido).

E se formos tratar de filmes, a conversa fica ainda pior. Diversos títulos (incluindo produções aclamadas e premiadas) foram oferecidos apenas em DVD. Isto quando as distribuidoras são benevolentes e decidem lançar as obras em nosso país. Podemos citar os já lendários casos de 12 Anos de Escravidão, Sangue Negro, Tropas Estelares. E há outras tantas produções recentes e elogiadas, lançadas apenas em DVD no Brasil: Ex-Machina, Macbeth, Straight Outta Compton, Carol, só para citar algumas. Sem contar os “clássicos da Sessão da Tarde”: Namorada de Aluguel, Curso de Verão, O Último Guerreiro das Estrelas, Popeye, Willow, A Família Addams e tantos outros, inéditos por aqui tanto em DVD quanto Blu-ray.

Leia também:

1. Sessão da Tarde – Parte 1: filmes não lançados em DVD no Brasil
2. Top 10 Blu-rays da Disney NUNCA lançados no Brasil
3. Dez razões para BOICOTAR a Disney Brasil – #BoicoteDisneyBR
 

Há aqueles casos dos filmes ditos “polêmicos”, que tratam com seriedade da temática sexual, mas que não merecem ser lançados em alta definição no Brasil (afinal, aqui impera o pudor e a educação sexual é exemplar; não é preciso lançar obras em Blu-ray). E assim, ficamos sem Ninfomaníaca e Azul é a Cor Mais Quente em alta definição. As replicadoras simplesmente se negaram a disponibilizar estas produções em nosso país.

Leia também:

1. INACREDITÁVEL! Replicadoras brasileiras se recusam a fabricar Blu-ray de Azul é a Cor Mais Quente
2. INACREDITÁVEL 2! Sonopress se recusa a replicar Blu-ray de Ninfomaníaca
 

E agradeça quando as edições em Blu-ray não apresentam algum defeito ou qualidade técnica questionável. É o caso de lançamentos da Imagem Filmes (muitos deles com as obras em aspectos de tela mutilados). Ou alguns títulos da Paris Filmes, com problemas em suas faixas de áudio (o leitor Jayme Jose Leitão citou Arthur e a Vingança de Maltazard e Jogo Duro como exemplos, com trilhas abafadas ou com “chiados e estalos”).

Leia também:

1. Imagem Filmes – O Retorno: A Mutilação Continua!
2. Os crimes da Imagem “Mutilada” Filmes
3. Os 5 pecados dos Blu-rays das produtoras independentes no Brasil
4. Crime contra o patrimônio do colecionador: filmes mutilados!
 

A lista pode seguir ad infinitum. São inúmeras obras disponibilizadas somente em DVD no Brasil (ou nem isso). Uma década desde que o Blu-ray foi lançado. E parece que pouca coisa mudou ou melhorou. Sim, hoje temos mais títulos e promoções do que no passado (mas desde a segunda metade de 2015 percebe-se uma nítida abundância de lançamentos em DVD, com o Blu-ray quase que relegado a segundo plano, salvo os títulos mais populares). E são tantos os percalços do nosso mercado de home video: preços incondizentes, impostos em demasia, “Custo Brasil”, ganância de distribuidoras e revendedores, produtos com baixa qualidade, streaming, pirataria, pouco interesse das majors, falta de recursos das empresas independentes, problemas de comunicação entre empresas e público-alvo, desinformação dos consumidores, falta de competência de todos nós. Tudo contribui para que o Blu-ray continue sem se afirmar no Brasil.

Enquanto o mundo avança em direção ao 4K, no país tropical só falta retrocedermos ao VHS. Devemos nos contentar em ser o país do atraso? “É com vocês”…

[Via: Blu-ray.com / eWmix / Livraria Cultura / Loucos Por Cinema / Saraiva / Zavvi / sugestão do Jayme Jose Leitão]

Link para as pré-vendas em Blu-ray na Saraiva:

Categorias: ArtigosBlu-rayDVDUltra HD Blu-ray

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

Sobre o autor

Cidraman é o alter-ego de Leandro Pinheiro, colecionador de DVDs desde 2002, fã incondicional de Star Wars desde sempre. Um saudosista maldito com orgulho. Sua missão é destruir mundos, lutar pelos fracos e oprimidos e acabar com as injustiças que assolam o universo colecionístico.
  • Eduardo Faria Guimarães

    Nosso mercado de Blu-Ray ainda tem muito o que crescer,sonho com o dia que poderei comprar os animes que eu gosto em Blu-Ray assim como nos EUA e no Japão.

  • Gonçalo Juvenal

    Não devemos nos “contentar”. Devemos, talvez, nos *conformar*, infelizmente, em sermos o país do atraso.
    Enquanto vivemos numa “bolha” de colecionismo e pretenso “primeiro-mundismo”, parte (maioria) da população mal sabe escrever o próprio nome, que dirá saber ler legendas ou mesmo saber o que é um “blurrei”…
    Acho que o “melô do pelo menos” para nós devia ser “pelo menos tenho todos os dentes na boca, sei ler, e não preciso comer calango pra sobreviver”.
    Não adianta reclamar do mercado e home vídeo num país que nem ao menos tem macas em hospitais. Pior: nem hospitais…

  • Rodrigo

    o jeito é estudar ingles

  • SMITH WESSON

    Num pais q até a internet vai voltar pra epoca medieval como esperar q alguma coisa va pra frente, ainda mais quando estamos nas mãos de safados e inconpetentes..e não falo so dos politicos, dos empresarios também…

  • César Lima

    Acrescente-se a isso, conforme vem sendo discutido no FBJC, a dificuldade cada vez maior em se encontrar reprodutores de Blu-ray a preços convidativos… os mais acessíveis da Samsung ou LG parece que estão sumindo do mercado, restando apenas os aparelhos high-end ou com HT integrado.

  • REINALDO CUNHA

    Ótimo post descrevendo bem o estado atual do mercado de blu-ray atual que está péssimo. 4k, então, acho que só nos sonhos.

  • Homem Simpson

    4k, no Brasil?
    Só se for “KKKK”!

  • GUI

    É triste, mas pelo jeito que está andando as coisas, capaz de restar só o DVD no mercado nacional, por isso estou fazendo o possível e o impossível para conseguir comprar alguns blu-rays hoje em dia, antes que ele suma de vez… 🙁

    • the big

      pior que é

  • Fabiano Novaes Ferreira

    o último guerreiro das estrelas saiu em DVD recentemente maaaaaassssss é semi-pirata da cocontinental ou similar.

  • Rafael

    A maior reclamação é imposto, a pirataria também desanima a turma!

    • vinland

      Cara, pirataria tem em qualquer lugar do mundo. Nos EUA deve ter ate mais que aqui. Eu morei la quatro anos, ( e pretendo voltar ) e o que mais eu vi, foi as pessoas baixando filme, baixando jogo pirata para ps4 e xbox, usando cheats pra burlar, jogos de android, e IOS. A diferença do Brasil para os EUA, e que nao existe pirataria em forma de midia, mais On-line tem aos montes, mesmo o preço sendo muito mais em conta do que no Brasil.

  • Carlos Gomes

    Ainda hoje no Brasil muitos não conhecem ou pouco sabem sobre BD, títulos sendo lançados somente no formato DVD, infelizmente no Brasil BD tá longe da consolidação, imagina então 4K.
    Hoje o pessoal tá mais afim de conteúdo em nuvem/Streaming do que mídia física, eu mesmo parei de colecionar edições comum em parte por isso, só vale mais a pena edições de colecionador com diferencial.

    • vinland

      Eu tambem cara. Apenas coleciono filmes e series, se tiver algum diferencial, ou se eu gostar muito, mas muito mesmo do titulo, caso contrario prefiro baixar, ou ficar no Streaming, do que comprar o filme, e ter uma ediçao simploria, e mal acabada, sem nem ao menos um extra se quer, que pelo visto sera o caso de Os 8 odiados, em que vao mandar, um Bluray numa capa amaray, sem nada de conteudo adicional.

  • Lucas Floro

    Pirataria e valor alto não são desculpas para as empresas. Pois sempre foram bem altos os valores e sempre eram lançadas grandes edições no Brasil. O problema foi as trocas de distribuidoras e administração que só pensam em baixo custo e lucro alto.

    O que não me entra na cabeça até hoje foi a paramount lançando filmes legendados no início. Grandes filmes com o mesmo conteúdo e discos em DVD e BD porém sem dublagem… E o que é pior, sem relançamento desses títulos corrigidos até hoje.

  • Beto Sobral

    Full HD e 4K, só via rede, pois não acredito que as empresas vão continuar investindo em mídia física, os custos são baixos e o lucro alto, sem contar que o combate a pirataria é menos difícil, pois há ferramentas ( programas ) que encontram os sites que fornecem material pirata e o material fisico é muito complicado, pois há um camelo em cada esquina, o que complica o combate a pirataria .

  • vinland

    Tem gente que fala, que o mercado de BD nao vai pra frente, porque as pessoas nao compram.

    Mas fica muito complicado, pagar 89,90 num BD, com a qualidade porca que nos entregam o produto.

    Como a materia ja disse, alguns tem problemas de audio, outros sao remasterizados porcamente, que parece que estou assistindo a DVD, e de BD, apenas o nome da midia.

    Muitos e muitos casos, soltam BDs no mercado sem ao menos um Extra se quer, numa capa Amaray, sem arte nos discos, sem arte interna, sem luva, sem audio em PT-BR( apesar de que assisto tudo no idioma original, mas mesmo assim acho importante estar incluso no disco) sem porcaria nenhuma.

    Eu penso da seguinte forma. Se for pra possuir todas essas desvantagens ao comprar um BD, eu prefiro baixar, ou assistir por Streaming, do que pagar pra ter algo simplorio na minha estante, apenas pra dizer que tenho tal titulo.

    Hoje em dia, apenas compro BD, se for um titulo que tenha um diferencial muito grande no mercado, ou se eu gostar muito, mas muito mesmo, do titulo. Fora isso, nem na promoçao eu compro mais.

    • Thiago Santos

      Po cara vc disse td, vc paga caro num filme e ele vem faltando varias coisas, uma palhaçada q eu acho é quando vem faltando dublagem, mesmo eu tambem gostando do filme em idioma original, pq agente esta perdendo uma das facilidades q a midia poderia nos dar

      • vinland

        Com certeza, o pior quando vem dublagem em frances, alemao e outros, e nao vem em portugues, ai fico mais puto ainda.

  • Janine

    Estava com esperanças do lançamento do blu-ray de arquivo x, mas lendo esse post, não acredito mais.

  • Denis Lopes

    Um problema que também tem ocorrido em versões brazucas de filmes em 3D, principalmente os distribuídos pelas produtoras independentes (Paris, Imagem) é na elaboração das legendas, que não são devidamente posicionadas nos filmes e “estragam” o efeito de três dimensões, como o que aconteceu por exemplo em Sin City: A Dama Fatal.

  • por isso compro alguns filmes no Brasil e so tento compra em mercado livre ou na Amazon alguma edição de algum filme decente porque aqui e um caixinha vagabunda e o que não lança em Blu-ray e torrent pra cima e vou sendo feliz parabéns Brasil

  • Iury Rezende

    Só tenho comprado atualmente as edições especiais da Versátil em DVD e as poucas que saíram em Blu-ray. São filmes selecionados e recheados de extras, com direito a mini-posters. No mais prefiro baixar os clássicos que saíram lá fora pela Criterion, que nunca foram lançados no Brasil, com pouquíssimas exceções, no caso também lançadas pela Versátil

  • Ruan

    No meu trabalho quando falo em blu ray tem gente que diz “pra que o dvd tá bom demais é desnecessário muito caro”esse é Brasil, fazer o que?

  • Dudu CWB

    Concordo com cada palavra dita na matéria e a parabenizo. Contudo e, surpreendentemente, vale sinalizar que este “fenômeno” da insistência do DVD em permanecer na praça não parece ser algo exclusivo do Brasil. Não lembro de nenhum filme lançado nos EUA que não tenha sido disponibilizado em DVD também. Particularmente, não tenho nada contra o formato… Com os aparelhos reprodutores de Bluray fazendo up-scalling, a questão da resolução baixa fica quase imperceptível, na minha opinião. Até prefiro que seja assim, do que um Bluray chunchado como muitos por aí. Claro que a figura muda se estivermos falando de uma master em alta resolução, mas, com exceção de filmes muito recentes e de remasterizações como as da Criterion (e outras), essa não é a regra. Respeito toda coleção, mas, na minha, dou preferência ao conteúdo principal. Se a edição tem extras, legal, mas não deixo de comprar quando eles não existem.

    Acho que é uma questão de escala e não só no Brasil. O home video é um mercado em decadência no mundo inteiro. Acredito que a pirataria contribui (basta ver quantas pessoas nos comentários a admitem como algo normal), mas não é o fator principal. Simplesmente o retorno não é o que as distribuidoras desejam. Se você prensa 100.000 BD’s do “Ex Machina” (pra poder cobrar um preço razoável), não vende nem 1/10 disso; resta prensar 10.000 DVD’s, cobrar R$39,90 e jogar pra galera se digladiar.

    • Evandra Barrueco Cesa

      Procure um oftalmologista.

  • João Pedro

    O Brasileiro além de ser quebrado financeiramente, é pirateiro. Também ter o fator de não reclamar, não ir atrás. Ai o cidadão ganha um salario mínimo, manda aproximadamente metade pro governo todo mês em impostos e contas… Tem chance dele comprar ao menos um DVD? Não. Ele baixa pirata. Mas tudo bem. Nesses casos é compreensível. O pior é ver o cara que tem condições (classe média mesmo) não assinar nem sequer um Netflix pq não ve ne motivo pra isso. Mas acha normal ser desonesto. O pior problema do Brasil não é a corrupção, é o POVO CORRUPTO E ACOMODADO.

    • vinland

      Vc tem que concordar, que esta dificil aqui no Brasil, vc nao apelar para baixar um filme, visto a qualidade porca, que os BD e DVD tem. Alem do mais, os preços sao super desonestos. Ja se passaram anos que o BD foi lançado aqui, e os preços continuam altos, e a qualidade cada vez mais porca.

      Tem BD que vc compra, e a qualidade de imagem esta, igual a de um DVD. As vezes nem extras, que seria um diferencial, o filme possui.

      Eu possuo condiçao financeira, mas me recuso a pagar esses valores por uma qualidade nao condizente. E esse problema de pirataria, nao existe apenas no Brasil. Eu mesmo, ja morei nos EUA durante 4 anos, e o que eu mais via era o pessoal baixando filmes, mesmo o preço sendo mais acessivel para eles. Ou comprando jogos piratas, online de PS e XBOX. La eles usam Cheats para Hackear jogos de celulares, para ganhar mai dinheiro, mais pontos etc, etc. A diferença dos EUA, e que nao existe a pratica de pirataria em midia fisica, mas via Internet, eles sao tao pirateiros como o Brasileiro.

      As pessoas tem uma mania muito errada, de achar que as coisas fora daqui, sao as mil mil maravilhas, quando na verdade nao sao. E falo por experiencia propria.

  • João Neto

    Mas o pior é q tem gente q n vê diferença entre o bluray e o dvd. Me dá até pena d entro numa loja só tem uma prateleira de bluray e de dvd ocupa todo o lugar, e o pior mofando pq ninguém comprar.
    Pra mim deveriam fazer uma queima mesmo de dvd a preço bem lá em baixo mesmo pra substituir de vez, só assim.

  • Visconde – Dom Raulzito

    Eu baixo muito filme pra assistir mas assim q sai o DVD ou BD eu dou um jeito e compro pois nada se compara a qualidade do original, fora q na prateleira fica muito mais legal um original do que uma autoração caseira. E por falar em autoração, se o problema é de autoração de BD no Brasil, tenho certeza que muito colecionador sabe fazer uma autoração de qualidade e pode “dar umas aulinhas” pras grandes empresas poder autorar e replicar…..

  • Diego Ramos Calderon

    Meu tenho importar pra minha coleção da disney filmes como Winnie the pooh e o The great mouse detective e também tenho que importar o sumidos do brasil os famosos Hercules, Tarzan, Lilo e Stitch e muitos outros tá horrível isso!!!

  • Ricardo

    O principal motivo disso , deixando a hipocrisia e o politicamente correto de lado, é a falta de cultura e informação do povo brasileiro.

    A maioria da população BR não sabe nem falar ” Blu-ray ” , não sabem o que é alta definição , 1080P , nada … Só estão usando TVs tela fina e modernas porque não existe mais tv de tubo nas lojas .
    É mais fácil falar ” DVD ” , se encontra de baciada em qualquer esquina , há ” 4 por 10 ” …

    Infelizmente é isso , o mercado de Blu-ray aqui é totalmente de nicho , só para nós aficionados mesmo , portando pequeno , em um horizonte onde ainda disputa espaço com a pirataria …

  • Adahil Júnior Galdino da Silva

    Jotacê, você se esqueceu de dizer que a Careware Multimídia foi uma das primeiras e pioneiras empresas a produzir Blu-ray e Blu-ray 3D no Brasil (dois projetos da Imagem Filmes, uma de 2007 e outra de 2011 foram um deles).

  • Lobo Solitário

    A palhaçada e o descaso por parte das empresas brasileiras são tamanhas que eu desanimei completamente de colecionar filmes como fazia na época do DVD. BDs acho que tenho por volta de uns 50, nem sei direito. Talvez não chegue nem a essa quantidade, até seja menos. Parei de comprar já deve fazer uns 3 anos para mais, só comprando uma ou outra exceção, nem lembro a última vez que comprei um BD de filme de tanto tempo já que faz.

    É triste ver que essa realidade não mudou nadica de nada em todo esse tempo. Aliás, mudou sim, para pior! Triste…

  • Evandra Barrueco Cesa

    Um ABSURDO que acontece tanto em DVD como em Blu-ray é muitas vezes nao ter as legendas em Inglés…quanta gente que domina a lingua ouve em Ingles e le as legendas em Ingles. Bom metodo para estudar…