CARAY! Série clássica do Batman VARNERIZADA também é ANALFABETA!

Pois é, gente. No final do ano passado fizemos um post mostrando que o lançamento da série dos anos 60 do Batman no Brasil pela Warner ficou muito abaixo do esperado. Embalagem porca, despadronização, ausência de versão em Blu-ray, brinde mequetrefe e preço altíssimo fizeram deste título uma das grandes decepções de 2014.

Infelizmente os problemas não ficam por aí. Além do péssimo tratamento na embalagem do produto, a Várner estendeu seu “padrão de qualidade” à autoração dos discos também. É o que nos informa o leitor do BJC Guilherme Alves. Ele gentilmente nos enviou algumas capturas de tela mostrando que a legendagem da série ficou muito abaixo do que se espera para quem pagou 4 garoupas em um box de série. Vejamos alguns exemplos:

1- Pinguieeeeemmm!

O tradutor provavelmente quis passar o sotaque do Pinguim para a legenda #SQN.

2- UUUIIII, Garoto Maravilha!

“Menino Prodígio” virou “Garoto Maravilha”, em uma tradução literal do original “Boy Wonder”. Depois não querem que o Robin leve a fama de ser um rapaz alegre…

3- Delegado Gordon?

James Gordon, o senhor acaba de ser rebaixado e não é mais o comissário de polícia de Gotham City.

4- Santa tradução, Batman!

Seja quem for que fez a tradução das legendas, precisa voltar para o cursinho de inglês para entender que algumas palavras têm significados diferentes conforme o contexto da frase. Como neste caso a palavra “sound”, que no caso deveria ser traduzida como “sólida”.

5- Traduz o nome ou não?

Uma hora o tradutor utiliza o nome original do capanga; em outra resolve traduzir (errado, ainda por cima). Faltou consistência na tradução.

6- Distúrbios digitativos.

Este é um erro de digitação típico. Mas e o trabalho de revisão? Uma simples passada em um corretor ortográfico solucionaria este tipo de problema.


A Várner é fortíssima candidata a levar o prêmio de pior produtora de 2014. Basta ver o relaxo que foi o lançamento deste título tão esperado pelos colecionadores. Como se não bastasse a baixa qualidade da apresentação, ainda por cima passaram o serviço de tradução das legendas pro Grupo Capivara Seu Creysson.

Se nem um DVD de 12 reais merece uma legendagem tão ruim, imagine um que custa pouco mais que metade de um salário mínimo? Que vergonha, dona Várner!

Em resumo: um trabalho digno do Jiraiya da Focus!

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Sobre o autor

Alexandre Prestes era rato de locadora nos anos 80 e nunca se animou a comprar VHS por ser uma mídia de baixa durabilidade. Fã incondicional da boa música, iniciou em 2003 sua coleção com DVDs musicais; só a partir de 2005 passou a comprar filmes e séries. 2009 foi o ano no qual começou a colecionar filmes em Blu-ray, sendo um entusiasta do formato. A coleção continua crescendo (e o espaço diminuindo), cada vez mais a favor de títulos com maior qualidade técnica e fartura de material adicional.