CARAY! A PlayArte aprontou MAIS UMA com The Walking Dead em Blu-ray!

O lançamento de The Walking Dead no Brasil é um processo no mínimo turbulento. Como os direitos da série da AMC ficaram nas mãos da PlayArte, o colecionador brasileiro ficou refém das práticas ruins da produtora: preços altos, apresentação medíocre (principalmente em Blu-ray), falta de atenção aos detalhes e eventuais falhas técnicas. Já avaliamos as duas primeiras temporadas em Blu-ray e destacamos suas qualidades e (principalmente) defeitos.

Quando tivermos a oportunidade, faremos uma resenha mais detalhada sobre a terceira temporada em raio azul. Porém, já podemos adiantar alguns problemas costumeiros que afetam esta edição: o preço (salgados R$ 129,90), a economia de discos (a edição nacional possui 4 discos e as estrangeiras 5; como o conteúdo é o mesmo, isto implica em queda na qualidade audiovisual) e, notadamente, os erros de rotulagem, que descreveremos a seguir.

Sinopses sem sentido

A arte interna dos estojos serve para listar os episódios e fornecer uma breve sinopse destes. Porém, a partir do 12º episódio, o texto descreve coisas que simplesmente não fazem sentido; quem elaborou as sinopses não deve ter sequer assistido à série. O leitor Allan Veríssimo nos informou do problema, enviando fotos e passando os detalhes dos erros, que veremos abaixo:

  • Episódio 12 (Livre): “Andrea começa a desconfiar dos planos do Governador”: a personagem sequer aparece neste episódio;
  • Episódio 13 (Saída): “Rick retorna à prisão e percebe que alguém do grupo sumiu”: isto não acontece; Rick apenas tenta conversar e chegar a um acordo com o Governador;
  • Episódio 14 (Dia do Caçador): “O Governador ataca a prisão. Uma grande batalha tem início. Rick é ferido gravemente. Daryl toma uma decisão”: mais nonsense; o episódio inteiro é focado em Andrea e sua fuga de Woodbury;
  • Episódio 15 (Por uma vida infeliz): “Rick é traído. Andrea e Michonne se reencontram. O Governador encara Rick e Glenn para contar a eles onde está Andrea”: novamente, a sinopse não descreve os fatos do episódio, que mostra Merle tentando entregar Michonne ao Governador;
  • Episódio 16 (Bem Vindo às Tumbas): “Rick foge com Martinez e percebe que alguém do grupo esteve enganando todos. Uma pessoa do grupo comete suicídio e Rick culpa Tyreese por isso”: Martinez não se une a Rick e ninguém se suicida na prisão.
É de chorar!

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Extras no disco 4 ou disco 5?

Afirmamos anteriormente que a edição da PlayArte possui apenas quatro discos, contra os cinco das edições internacionais. Este fato, por si só, já pesa contra o Blu-ray nacional. Porém, para piorar as coisas, há outro erro de rotulagem. A descrição dos extras no verso da luva indica que eles estão no disco 5, que não existe na edição. Na verdade, os extras estão no disco 4, conforme informa a contracapa do estojo que contém os discos 3 e 4. O leitor Filipe Martins nos informou deste erro; o leitor Allan Veríssimo novamente forneceu as imagens da capa confirmando a bagunça:

Descrição dos extras como se estivessem no disco 5 (errado)…

…e descrição dos extras no disco 4 (correto).

É, dona PlayArte, mais uma vez vocês pisaram na bola! Pode parecer implicância do BJC reclamar de erros de rotulagem, mas não é bem assim.  Vejam bem: é inadmissível que um produto caro como este venha com este tipo de defeito! O (suado) dinheiro do consumidor não tem problemas, certo? Então por que o produto oferecido no mercado a um preço altíssimo os tem?

Nós colecionadores queremos produtos que possuam qualidade máxima e que tenham passado por uma revisão atenciosa para evitar que erros tolos cheguem às nossas mãos. Quando a PlayArte entender isso, certamente receberá um tratamento melhor.

Até o presente momento, a PlayArte não se manifestou a respeito os problemas citados neste post. Assim que tivermos alguma posição da empresa, comunicaremos a vocês.

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Categorias: Blu-rayProtestos

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Sobre o autor

Alexandre Prestes era rato de locadora nos anos 80 e nunca se animou a comprar VHS por ser uma mídia de baixa durabilidade. Fã incondicional da boa música, iniciou em 2003 sua coleção com DVDs musicais; só a partir de 2005 passou a comprar filmes e séries. 2009 foi o ano no qual começou a colecionar filmes em Blu-ray, sendo um entusiasta do formato. A coleção continua crescendo (e o espaço diminuindo), cada vez mais a favor de títulos com maior qualidade técnica e fartura de material adicional.