CARAY! Várner assassina o Blu-ray de Assassinos por Natureza!

Parece que a Várner não toma jeito mesmo. Depois da lambança com Dark City – Cidade das Sombras, era de se esperar que a Warner Brasil tomasse mais cuidado com os próximos lançamentos. Todavia, não foi o que aconteceu; desta vez, quem pagou o pato foi o filme de Oliver Stone, Assassinos por Natureza.

Explico: a capa do Blu-ray nacional anuncia a edição como se fosse a Versão Original Sem Cortes, mas o que vem no disco é a Versão de Cinema, com 4 minutos a menos de duração.

A capa da discórdia

Para compreendermos os motivos que causaram esta bagunça, cabe um breve histórico deste filme em alta definição. Lá nos EUA, foram lançadas em Blu-ray as duas versões do filme: uma edição em Digibook com o corte de cinema (118 minutos) e outra edição com a Versão do Diretor (122 minutos). O detalhe que faz a diferença: as duas edições possuem legendas em português brasileiro.

Versão de cinema. Prestem atenção na arte da capa.

Director’s Cut americano. Notem a diferença da arte com relação à edição anterior (e vejam que a diagramação é igual à da edição brasileira).

Daí o que aconteceu: na hora de fazer a edição nacional, a Warner Brasil utilizou a capa da Versão do Diretor mas, em uma falta imperdoável de atenção, utilizou o espelho da Versão de Cinema na hora de fazer a replicação dos discos.

Podemos ver os resultados nessas fotos (enviadas por Fabrício Lopes):

A descrição dos extras não inclui os extras novos da Director’s Cut.

A contracapa indica 118 minutos (ou seja, Versão de Cinema).

Já no disco, a indicação é de 122 minutos (ou seja, Versão do Diretor).

Com o filme no player, se confirma a duração de 118 minutos.

A miniatura que aparece no player mostra a capa da edição com o corte de cinema.

E antes que se inicie uma discussão sobre o que se deve considerar a “versão original” do filme, vejam como é a capa da edição portuguesa do filme; percebam que a arte de capa é a mesma da edição brasileira, o texto é similar (Versão Original Integral) e não dá margem para suposições – é mesmo a Versão do Diretor:

Edição portuguesa. Arte idêntica à brasileira e confirma ser a Director’s Cut.

Diante de mais esta derrapada varneriana, pedimos aos nossos leitores para não comprarem esta edição até que a Warner se pronuncie. Até o momento não recebemos uma posição da empresa a respeito desta situação; quando surgirem novidades, atualizaremos este post.

Ainda há esperança de uma nova replicação com os discos corretos (já que lá fora existem legendas em nossa língua), mas não estranhem se a solução for a mesma utilizada com Dark City. Só nos resta aguardar e confiar.

[Dica de Fabrício Lopes por e-mail]

Link para a Edição do Diretor com 122 minutos:

AMAZONANIMAZON

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Sobre o autor

Alexandre Prestes era rato de locadora nos anos 80 e nunca se animou a comprar VHS por ser uma mídia de baixa durabilidade. Fã incondicional da boa música, iniciou em 2003 sua coleção com DVDs musicais; só a partir de 2005 passou a comprar filmes e séries. 2009 foi o ano no qual começou a colecionar filmes em Blu-ray, sendo um entusiasta do formato. A coleção continua crescendo (e o espaço diminuindo), cada vez mais a favor de títulos com maior qualidade técnica e fartura de material adicional.