“PARIS É PARIS” e esse é o problema (pelo menos em home video)

Na sua edição de janeiro de 2013, a revista Ver Vídeo publicou entrevista com o diretor geral da Paris Filmes, Marcio Fraccaroli. A matéria de seis páginas é focada no sucesso dos filmes da empresa nos cinemas (acreditem, é a maior distribuidora de filmes do Brasil) e como ela trata seus lançamentos para locadoras (afinal o público da revista é esse).

 

Imagem: reprodução Ver Vídeo

Na conclusão da entrevista, o Sr. Marcio afirma que em evento no final do ano passado alguém cunhou a frase “PARIS É PARIS” em discurso empolgado. O autor da frase queria demonstrar que a empresa não era uma simples independente brazuca, tampouco uma grande major internacional, mas uma empresa ímpar por seu sucesso e competência nas bilheterias.

O que impressiona é que mesmo com tamanha ~competência~ (e muita sorte) na distribuição dos filmes nos cinemas, o mesmo não se aplica em home video. Focada nas locadoras (se você não sabe o que é isso, era algo que tínhamos onde hoje existem as “Americanas Express”), a Paris oferece produtos caríssimos para venda direta, muitas vezes com extras limados e apresentações medíocres. Aliás, falando em apresentação, ainda tento entender a razão pela qual os DVDs da Paris como de O Artista tem melhor acabamento que o respectivo Blu-ray. A “saga” Crepúsculo também sofre do mesmo mal nas mãos da Paris, como já comentamos em outras oportunidades.


Aspecto interno de uma loja do principal cliente de home video da Paris Filmes.

E pra fechar: no último mês o perfil da Paris no Twitter virou um caos, entupindo a timeline de links para o Facebook e sem interafgir com NINGUÉM. Isso demonstra, mais uma vez, a falta de sensibilidade da empresa ao se relacionar não só com os colecionadores, mas com seu público em geral.

Mas, mesmo com tudo isso, PARIS É PARIS!

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Link para edições de O Homem de Aço em Blu-ray com dublagem e legendas PT-BR e disco de extras limado no Brasil (envio com rastreio completo pelo frete mais barato)

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Sobre o autor

Jotacê é viciado em DVDs desde 2004 (começou tardiamente, na idade do metal discóide furado). Hoje em dia compra poucos DVDs para investir mais nos discos do raio azul (que coleciona desde 2008). Resolveu ter um site em 2008 para que fosse possível publicar tudo o que pensava sobre os disquinhos lançados no Brasil. E cá estamos nós! Twitter | YouTube | Flickr | Coleção