EXCLUSIVO: BJC entrevista Eduardo Figueroa da Scanavo/SteelBook

O BJC tem orgulho de apresentar aquela que talvez seja a entrevista mais importante que já publicamos desde o surgimento deste site. Através de conversa via Skype, entrevistamos por uma hora e meia Eduardo Figueroa, nada mais nada menos que o Gerente de Marketing da Scanavo. Eduardo esteve no Brasil no mês passado com o intuito de conhecer o mercado e mostrar o seu principal produto, o SteelBook, para empresas de home video e suas respectivas replicadoras.

Para quem não conhece, o SteelBook é a embalagem de mídia física mais cultuada entre os colecionadores do mundo inteiro. Por uma série de problemas e limitações, nós brasileiros até hoje não tivemos essa embalagem lançada por aqui. Além de não termos fábricas (que só existem em dois lugares no mundo), a falta de visão dos empresários do ramo conspira junto com os diversos entraves burocráticos do país da Copa. Assim sendo, somos forçados a continuar comprando nossos colecionáveis em SteelBook lá fora.

Eduardo é argentino (torcedor do Boca – enviou, cordialmente, parabéns para todos os corinthianos) mas cresceu no Canadá. Trabalha desde 2008 neste cargo e demonstrou, durante toda a entrevista, conhecimento profundo do mercado brasileiro e dos problemas que temos por aqui. Eduardo não apontou apenas os defeitos, mas também apresentou algumas alternativas para que nós tenhamos, de forma definitiva, o primeiro SteelBook lançado com um título nacional.

As perguntas foram elaboradas pela equipe do BJC (e outras que foram surgindo ao longo da conversa). Consideramos o material tão rico e importante que resolvemos publicar também uma versão em inglês (com a tradução de Felipe Fonseca), para que colecionadores do mundo inteiro possam conhecer melhor a empresa, a sua produção a e situação do Brasil em relação a este produto.

A entrevista é longa, mas vale por cada palavra que foi dita. Ao terminar fica a esperança que, em breve, teremos SIM o “nosso” primeiro SteelBook.

Blog do Jotacê – Como e onde começou a Scanavo e o SteelBook?

Eduardo Figueroa – A Scanavo começou há mais de 10 anos na Dinamarca e com presença no mercado americano desde então. Com SteelBook, já estamos trabalhando há aproximadamente 8 anos. Tudo começou com uma empresa chamada G&M, forte empresa no segmento de chapas metálicas e que hoje trabalha junto com a Scanavo numa parceria. Eles possuem toda a infraestrutura e maquinário para fabricar o SteelBook. Somos sócios e trabalhamos em conjunto no desenvolvimento desse produto. Obviamente é a Scanavo que detém a patente do SteelBook e também para linha de embalagens plásticas.

A produção partiu da Dinamarca, mas já temos há alguns anos a produção de SteelBooks para DVD nos Estados Unidos (em Ohio). Na época, o DVD era muito mais forte que o Blu-ray, por isso começamos com este formato. Mas, no ano passado, percebemos que a demanda para o formato de Blu-ray justificava um novo investimento na América e resolvemos inaugurar uma planta industrial para este formato também. Assim sendo, já temos produção de SteelBook para DVD, Blu-ray, PC e Wii (games). Assim conseguimos atender a demanda dos Estados Unidos, Canadá e Mexico, economizando tempo e tornando o produto mais barato para nossos clientes.

BJC – O SteelBook é vendido atualmente em quantos países?

EF – O nosso produto está sendo vendido nos 5 continentes. Todos os produtos vendidos na Ásia, Europa e Oceania são feitos na Dinamarca e os produtos distribuídos na América do Norte são feitos nos Estados Unidos. Desta forma, temos 2 plantas industriais no mundo (Ohio e Copenhagen), fabricando todos os modelos de SteelBook, com uma produção de mais de 8 milhões de unidades ao ano.

BJC – O foco do SteelBook são os colecionadores ou também se trabalha para conquistar aquele consumidor mais casual?

EF – Depende do país. Por exemplo, a Alemanha tem um mercado de colecionadores muito grande (como todos vocês devem saber), com uma demanda enorme. Mas pessoalmente, não sei se os estúdios cinematográficos observam isso assim, pois eles querem é vender o máximo possível e, para ser honesto, não sei se eles se importam muito com o mercado voltado para colecionadores. Para eles, o que importa é que existe um mercado que, ao se apresentar um produto com o acabamento de um SteelBook, eles podem vender muito mais e vender rápido, pois o retorno é muito fácil. Eles sabem que, ao colocar um SteelBook exposto nas prateleiras das lojas, conseguem esgotá-lo em 2 semanas (coisa que não acontece da mesma forma com produtos regulares, em embalagens comuns). Assim sendo, o produto acaba sendo um facilitador de um lucro rápido e fácil.

Então, nossos clientes, quando fazem o orçamento para encomendar um título em SteelBook, pensam na demanda do público que coleciona, mas ao mesmo tempo inclui um público que irá comprar o produto mesmo não sendo colecionador.


BJC – O que pensa a Scanavo sobre o público colecionador e os sites que tratam sobre este assunto?

EF – A Scanavo respeita muito o público que coleciona, pois graças ao colecionador o nosso produto cresceu, melhorou e se expandiu, Neste momento, a Scanavo, junto com os estúdios, estão ligados nas redes sociais e, sem dúvida alguma, apreciamos demais o que vocês fazem. Graças a vocês, sabemos o que acontece em todo o mundo em termos de produtos colecionáveis. Inclusive posso dizer, sem nenhum medo, que muitas vezes vocês sabem mais sobre este mercado do que nós mesmos.

BJC – Você reconhece que na atualidade o mercado de colecionáveis para games é mais forte que o de filmes?

EF – Sim, totalmente de acordo. Sinto que os jogos tem um melhor impacto independente do país. Nos Estados Unidos, um lançamento de jogo é muito maior que de filme na Europa; não tenho os números, mas não tenho medo de errar ao dizer que, no mínimo, estão empatados no número de vendas.

BJC – Qual a tiragem mínima de um SteelBook? Qual o custo aproximado de uma unidade na tiragem mínima?

EF – A produção mínima é de 4 mil unidades, para qualquer conteúdo (seja filme ou jogo). São muitas variáveis para chegar a um preço final. Isso depende de quem está contratando o serviço, as questões de transporte e tudo mais. Como exemplo, para o mercado mexicano, um SteelBook em tiragem mínima sem arte interna custa 4 dólares. Então, o valor total  do pacote num lançamento de filme no México custaria 16 mil dólares. [O preço utilizado na entrevista é fictício, e não representa o valor final do produto]

BJC – Afinal de contas, por que até hoje não temos SteelBook no Brasil, sendo que países com economia semelhante a nossa (como México) já lançam seus filmes nesta embalagem?

EF – Esta é uma ótima pergunta. Eu acredito que sejam dois motivos: o primeiro é a maneira que se produz um DVD ou Blu-ray no Brasil. Tudo tem que passar por Manaus, para que as empresas tenham benefícios fiscais. Então como não temos fábrica de SteelBook no Brasil (um investimento de, no mínimo, 5 milhões de dólares cuja demanda no Brasil infelizmente não justifica), toda logística envolvida no processo de importação inviabiliza o lançamento do produto.

O outro motivo é a falta de sincronia entre as empresas distribuidoras e os seus clientes. Existe um medo dos estúdios no Brasil de colocar no mercado um produto premium. Quando eu fui na Saraiva (loja física) ou quando entrei no site do Submarino, só vi produtos “normais”, quase nada diferenciado. Os produtos que vi um pouco mais elaborados eram caríssimos. Vi Band of Brothers em lata (DVD), um produto muito caro para o que oferece.

Existe um problema estrutural também. Os estúdios dependem muito das replicadoras. Se eu ofereço um SteelBook para as replicadoras, elas não querem, pois é muito mais trabalho para eles, pela cadeia de produção, pela logística etc. E é difícil eliminar a replicadora do processo, pois a maioria das produtoras não tem os direitos de importação, quem os têm são as replicadoras. A Fox-Sony não pode comprar um lote de SteelBook, apenas a sua replicadora. Então temos que tratar com as lojas que vendem esse tipo de produto, mediante a autorização de quem detém os direitos dos filmes, que são as produtoras.

Sabendo de tudo isso, disse aos brasileiros com que conversei em minha visita: já que o maior problema é este (da produção em Manaus), por que não oferecem o SteelBook como item de um pacote, sem precisar colocar o disco dentro? Seria com um item de coleção como qualquer outro (como canecas, camisetas e outros “brindes” oferecidos pelas lojas no país). Com isso, se eliminam etapas burocráticas como a passagem pela SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Se o processo continuar sendo este que está estabelecido, o Brasil infelizmente não vai conseguir inovar neste campo.

Mas graças ao seu site e aos colecionadores do Brasil, afirmo que o mercado brasileiro está mais do que pronto para receber seu primeiro SteelBook.

BJC – Então qual é a saída para finalmente termos SteelBook no Brasil?

EF – O que eu quero no Brasil é muito simples: quero que o SteelBook vire um “prêmio”. Que alguma produtora diga que vão comprar 4 mil SteelBooks (tiragem mínima) e que vão vender isso junto com a edição normal vinda de Manaus. Que ofereça o produto como algo que faça parte de um pacote diferenciado. Não é necessário tudo ir para Manaus antes, colocar o disco dentro e etc. Basta ter um pouco mais de ousadia que as coisas vão acontecer.

Como já disse, um SteelBook em tiragem mínima custa 4 dólares. Para tirar esta carga do porto de Santos, vamos dizer que custe mais 4 dólares por unidade. Por 8 dólares você pode colocar um lucro em cima que ainda sai ganhando e o produto venderá muito. Com isso as pessoas não precisarão comprar seu Blu-ray na Alemanha (por exemplo), pagando o produto em Euro, esperando semanas para receber e muitas vezes arcando com pesados impostos, tudo isso para ter algo que, na maioria das vezes, nem tem opções em português.



BJC – Como foi sua visita nas empresas de home video e replicadoras no Brasil? O que disse a eles sobre esse assunto?

EF – Eu disse tudo isso para Sony-Fox, disse para Paramount-Universal, disse para Disney, para Arvato e também para AMZ (Videolar+Microservice). Esta é uma demanda que eles precisam reconhecer que existe! Eles precisam tentar pelo menos uma vez com um título e se darão conta de que a demanda é real e que podem ganhar muito com isso! Se eles não tentarem nada, nunca vão conhecer a realidade de consumo de seu público. Tudo isso ocasionado simplesmente pela falta falta de vontade de inovar dos estúdios e distribuidores? Não acho justo.

Falei para Disney: tentem com Os Vingadores. Tentem com 4 mil unidades para começar. Eu tenho certeza absoluta que em 2 dias estaria totalmente esgotado. Todos os executivos da Disney ficaram maravilhados com SteelBook, mas sinceramente não sei qual deve ser o meu próximo passo. Fiz de tudo, todos dizem que é um produto maravilhoso, mas infelizmente não levam a ideia adiante. A Disney vai lançar uma lata de Os Vingadores, e sei que vai vender muito, não resta dúvida. Mas estão colocando no mercado um produto que serve apenas para eles próprios e não para o consumidor.

Quer um exemplo de sucesso de uma empresa com visão de negócios? Ubisoft com Assassin’s Creed III. Eles pensaram: como colocar no mercado algo que valorize e incentive a pré-venda? Vamos dar um SteelBook só para aqueles que comprarem nosso produto antecipadamente, com algo que depois nas vendas regulares ninguém consiga comprar. Resultado? Sucesso absoluto na pré-venda.

RESUMO: O ESTÚDIO/PRODUTORA TEM QUE ESCUTAR O SEU CONSUMIDOR.

BJC – Tiveram dificuldades de entrar em algum outro mercado? Qual?

EF – Sim. Argentina é muito difícil, mais que o Brasil. O problema lá é a importação. São muitos impostos, chegando a 100% do valor original dos Estados Unidos ou México. Mas estou há quatro anos nesta companhia e não a deixarei até o dia em que conseguir lançar um título em SteelBook no Brasil e um na Argentina.

BJC – Como é o trabalho da Scanavo com a Future Shop no Canadá e Best Buy nos Estados Unidos? E com outras lojas no mundo?

EF – Best Buy e Future Shop são controladas pelo mesmo grupo empresarial. A Future Shop oferece mais SteelBooks exclusivos simplesmente por que a demanda no Canadá é outra, bem diferente da dos Estados Unidos. Também existem parcerias diferenciadas no Canadá, onde Warner e Alliance por exemplo trabalham em conjunto com a Future Shop, numa perfeita relação nos negócios. O mercado canadense não tem medo de investir, aposta no SteelBook pois sabe que vende mais fácil. Por isso temos mais oferta na Future Shop do que em outra loja dos Estados Unidos.

BJC – Curiosidades gerais: por que na França eles preferem SteelBooks em formato de DVD, mesmo para edições em Blu-ray?

EF – Isso acontece principalmente por causa dos expositores das lojas físicas, e pelo espaço de armazenamento das mercadorias que tem o tamanho exato do DVD. Mas também acontece isso motivado pelo formato de distribuição, eles ainda apostam muito no formato do DVD, então quando temos lançamentos Combo (com discos de DVD e Blu-ray) o formato maior é o escolhido.

BJC – O que significam os nomes G1 e G2? Qual a origem dessas siglas?

EF – G1 é o nome que se dá ao formato de DVD e G2 ao formato de Blu-ray. O “G” vem de geração. Portanto G1 é Geração 1 e  G2 significa Geração 2.

BJC – Qual o país que vende mais SteelBooks?

De longe, Alemanha. Lá podemos afirmar que o SteelBook já se tornou um produto popular, e já deixou de ser algo premium. Hoje em dia na Alemanha para uma edição ser premium não basta vir em SteelBook, tem que ter algo a mais, como caixas de madeira ou latas.

BJC – Como funciona a produção das artes dos SteelBooks? Quem se encarrega delas?

EF – Isso tudo parte de quem faz a compra. Se for a Disney, por exemplo, é ela que entrega a arte. Mas também temos uma coordenadora de projetos, uma designer gráfica de formação (Gwen Hetherington). Então, quando vemos uma arte enviada por um estúdio, podemos dizer “olha, isso pode ficar bem assim, ou ficaria ainda melhor de outra maneira”, daí o contratante faz as modificações melhorando alguns aspectos e, depois disso, nos envia novamente. Assim que recebemos a arte, imprimimos uma prova direto na chapa de metal, que é enviada para para o nosso cliente que aprova ou não o resultado final. Com o resultado aprovado, se inicia a produção do SteelBook.

BJC – Quanto tempo é necessário para para fazer uma tiragem mínima de 4 mil SteelBooks?

EF – Nós temos alguns padrões de trabalho. Se você me contrata um serviço de 100 mil unidades, vou levar 25 dias úteis para entregar todo o lote. Se você solicita uma tiragem mínima de 4 mil, talvez demore menos, mas o mínimo que posso prometer é 25 dias de prazo. Se Scarface, por exemplo, precisa ser lançado em 1º de novembro, o replicador precisa de todas as embalagens em 1º de outubro. Então, dentro disso, já em julho tenho que começar a trabalhar a arte, para que dê tempo de tudo ser feito em agosto e em setembro remeter para a replicadora.

BJC – Então se quisermos ter um SteelBook no Brasil de um filme como Era do Gelo 4 (uma franquia campeã de vendas no país) para o Dia das Crianças (12 de outubro) já estaríamos atrasados?

EF – Aí que está o problema. Como a fábrica é nos Estados Unidos, as coisas não são tão fáceis como no México, que é só colocar a carga em um caminhão e está tudo entregue em 5 dias. De Ohio (local da fábrica dos SteelBooks nos EUA) até a Flórida e de lá até o porto de Santos em São Paulo levariam 30 dias. Então é o que eu disse aos estúdios brasileiros: se vocês tem todos esses problemas no processo de importação (ainda mais agora com a Maré Vermelha). vocês devem pensar num projeto com 6 meses de antecedência para que tudo dê certo.

BJC – Qualquer pessoa jurídica pode contratar os serviços da Scanavo para fazer uma tiragem de SteelBooks?

EF – Não. Este também é um problema. Nós temos todo o cuidado em entregar o produto apenas para quem detém o direito de distribuição da obra, seja ela um filme, um jogo ou seja lá o que for. Então só firmamos um contrato com quem está autorizado a levar o nome daquela obra, para manter a responsabilidade de produzirmos um produto autêntico.

BJC – Muitos perguntam se um SteelBook pode enferrujar. Isso pode acontecer? O que é feito para que não ocorra oxidação do metal?

EF – Primeiramente trabalhamos com um produto que é 100% biodegradável. Isso significa que não há produtos químicos que prejudiquem a natureza dentro da nossa cadeia de produção. O SteelBook foi aprovado pelos órgãos regulamentadores dos Estados Unidos e é um artigo ambientalmente irretocável. O SteelBook não oxida pois antes de fazermos a impressão, a chapa metálica é tratada com uma laca (um impermeabilizante) para reduzir o grau de oxidação ao nível mínimo (0,01%).

BJC – Para encerrar, queremos saber se você é colecionador, quantos SteelBooks tem na coleção e qual o mais raro deles?

EF – Sim, sou colecionador (não tão hardcore como a maioria de vocês). Tenho aproximadamente 400 SteelBooks na coleção  (todos de filmes, pois não sou muito fã de jogos) e o mais raro deles é o de X-Men, que com certeza se fosse colocar a venda no eBay poderia pedir mais de 1000 dólares por ele, mas nunca farei isso, pois gosto muito dele. Um dos mais belos da minha coleção é o do Capitão América, este é um dos meus preferidos.

[Agradecimento especial ao amigo Clayton Douglas, idealizador desta entrevista]

English version by Felipe Fonseca

EXCLUSIVE: BJC interview Eduardo Figueroa (Marketing Manager / Scanavo – Steelbook)

Note from the translator: English is not my mother language, so forgive me in advance for any grammatical errors.

BJC – How and where did Scanavo and SteelBook began?

Eduardo Figueroa – Scanavo began more than 10 years ago in Denmark, with presence in the American market since then. With SteelBook we’ve been working at approximately 8 years. It all began with a company called G&M, a strong company in the segment of metallic plates and that today works along with Scanavo in a partnership, because it has the infrastructure and machinery to produce the SteelBook. We are partners and work together in the development of this product. Obviously it is Scanavo that holds the patent for the SteelBook and also for the line of plastic packages.

EF – The production began in Denmark, but we already have, for some years now, the production of SteelBooks for DVD in the United States (in Ohio). By that time, DVD was much stronger than Blu-ray, that’s why we began with this format. But last year we noticed that the demand for the Blu-ray format justified a new investment in America and we decided to open an industrial plant for this format too. Therefore, we already produce SteelBooks for DVD, Blu-ray, PC and Wii (games). This way we manage to meet the demand of the United States, Canada and Mexico, saving time and making the product cheaper for our clients.

BJC – SteelBook is sold in how many countries, nowadays?

EF – Our product is being sold in all 5 continents. All the products sold in Asia, Europe and Oceania are made in Denmark, and the products distributed in North America are made in the United States. This way, we have two industrial plants in the world, making all the SteelBook models (Ohio and Copenhagen), with a production of more than 8 million units a year.

BJC – The focus of the SteelBook is the collectors or do you also work to conquer the more casual consumer?

EF – It depends on the country. For example, Germany has a very large collectors market, as you may all know, with a huge demand. But personally I don’t know if the movie studios observe this, because what they want is to sell as much as possible and, to be honest, I don’t know if they care much for the collector’s market. For them what matters is that there is a market that, when you present a product like a SteelBook , they can sell more and faster, because the return is very easy. They know that if they put a SteelBook on the store shelves they can sold it out in 2 weeks (something that doesn’t happen with regular products or common packages). Therefore, the product ends up being a facilitator of a quick and easy profit.

So when our clients make an estimate to order a title in SteelBook, they think about the collectors’ demand, but at the same time they count in a public that will buy the product even if they are not collectors.

BJC – What Scanavo thinks about the collectors and the websites that deal about this subject?

EF – Scanavo respects very much the collectors, because thanks to the collectors our product grew, improved and expanded. At this moment, Scanavo, along with the studios, is connected in the social networks and without a doubt we appreciate a lot what you do. Thanks to you we know what happens all over the world in terms of collectible products. I can even say without any fear that many times you know more about this market than we do.

BJC – Do you acknowledge that today the collectibles market for games is much stronger than for movies?

EF – Yes, I totally agree. I feel that games have a better impact regardless of the country. In the United States a game launch is much bigger than of a movie. I don’t have the numbers in Europe, but I’m not afraid of being wrong by saying that, at the very least, they are tied in sales numbers.

BJC – What’s the minimum print run of a SteelBook? What’s the approximate cost of one unit in the minimum print run?

EF – The minimum production is of 4 thousand units, for any content (movie or game). There are many variables to achieve a final price. This depends on who is hiring the service, matters of transportation and everything else. But as an example, for the Mexican market a SteelBook in a minimum print run, without internal art, costs $4. So the total cost of the package in a movie launch in Mexico is 16 thousand dollars. [Price of the product on the interview is fictitious and doesn’t represent real price]

BJC – After all, why until this day we don’t have SteelBooks in Brazil, whereas countries with similar economy, like Mexico, already launch their movies in this package?

EF – This is a great question. I believe there are two reasons. The first is the way that a DVD or Blu-ray is produced in Brazil. Everything has to go through Manaus, so the companies may have tax benefits. So, as we don’t have a SteelBook factory in Brazil (an investment of at least 5 million dollars that the demand in Brazil unfortunately doesn’t justify), all the logistics involved in the importing process undermines the launch of the product.

The other reason is the lack of synchrony between distribution companies and their clients. There is a fear in studios in Brazil of releasing in the market a premium product. When I went to Saraiva (physical store), or when I accessed Submarino’s website, I only saw “common” products, almost nothing differentiated. The products I saw that were a little more elaborated were too expensive. I saw Band of Brothers in a tin (DVD), a product too expensive for what it offers.

There’s also a structural problem. The studios rely heavily on the replicators. And if I offer a SteelBook for the replicators, they don’t want it, because it’s more work for them, because of the production chain, logistics and etc. And it’s hard to eliminate the replicator of the process, because the majority of the production companies doesn’t have the rights of importation, the ones who have are the replicators. Fox-Sony can’t buy a lot of SteelBooks, only the replicator. So we must deal with the stores that sell this kind of product, with the permission of whoever owns the rights to the films, which are the production companies.

Knowing all this, I said to the Brazilians with whom I met in my visit: Since the biggest issue is this (the Manaus production), why don’t you offer the SteelBook as an item in a package, without having to put the disc inside? It would be like a collection item like any other (cups, shirts and another “gifts” offered by the stores in the country). With this you eliminate bureaucratic steps like the passage through SUFRAMA (Superintendence of Manaus Free Trade Zone). If the process continues to be the one established, Brazil unfortunately won’t be able to innovate in this field.

But thanks to your website and the Brazilian collectors I can affirm that the Brazilian market is more than ready to receive its first SteelBook.

BJC – So how can we finally have a SteelBook in Brazil?

EF – What I want in Brazil is very simple: I want the SteelBook to become a “prize”. That some production company says they will buy 4 thousand SteelBooks (minimum print run) and that they will sell it together with the normal edition coming from Manaus. That they offer the product as something that is a part of a differentiated package. It’s not necessary that everything goes to Manaus before, put the disc inside, etc. They only need a little more boldness to make things happen.

As I said before, a SteelBook in minimum print run costs . To take this shipment out of Santos port, let’s say it costs more by unit. For you can put your profit and still make money and sell a lot. With this, people won’t have to buy their Blu-ray in Germany, for example, paying in Euro, waiting for weeks to receive the product and many times having to pay high taxes, all this to own something that many times doesn’t have options in Portuguese.

BJC – How was your visit to the Home Video companies and replicators in Brazil? What did you tell them about this matter?

EF – I said all this to Sony-Fox, to Paramount-Universal, to Disney, to Arvato and also to AMZ (Videolar+Microservice). This is a demand they must acknowledge that exists! They must try at least once with a title and they will realize that the demand is real and that they can make a lot of profit with this! If they try nothing, they’ll never know their consumers reality. All this simply caused by the lack of will to innovate by studios and distributors? I don’t think it’s fair.
I told Disney: Try with The Avengers. Try putting out 4 thousand units to begin with. I’m absolutely sure that within 2 days it would be totally sold out. All Disney executives were amazed with the SteelBook, but honestly, I don’t know what must be my next step. I made it all, everybody says it’s a wonderful product, but unfortunately they don’t go ahead with the idea. Disney will launch an Avenger’s tin, and I know they will sell a lot, there’s no doubt. But they are putting in the market a product that serves only to them, not to the consumer.

Do you want an example of success from a company with vision for business? Ubisoft, with Assassin’s Creed III. They thought: “How to put in the market something that enhances and encourages the pre-sales? Let’s give a SteelBook only to those that buy our product in advance, with something that after, in the regular sales, no one can buy”. Result? Absolute success in pre-sales.

Summary: the studio/production company has to listen to the consumer.

BJC – Did you have difficulties to get in another market? Wich one?

EF – Yes. Argentina is very hard, more than Brazil. The issue there is the importation. There are too many taxes, reaching almost 100% of the original value from the United States or Mexico.

But I’ve been in this company for four years and I won’t give up until the day I can release a title in SteelBook in Brazil and in Argentina.

BJC – How is the work of Scanavo with Future Shop, in Canada, and Best Buy, in the USA? And with other stores in the world?

EF – Best Buy and Future Shop are controlled by the same business group. Future Shop offers more exclusive SteelBooks simply because the demand in Canada is other, very different from the United States. There are also differentiated partnerships in Canada, where Warner and Alliance, for example, work in conjunction with Future Shop, in a perfect business relation. Canadian market is not afraid of making investments, it bets on SteelBook, because they know it sells easier. That’s why we have a bigger offer in Future Shop than in another store in the United States.

BJC – Why in France they prefer DVD size SteelBooks, even for Blu-ray editions?

EF – This happens mostly because of the shelves of the physical stores and the storage of the products, that has the exact DVD size. But this also happens motivated by the distribution format. They still bet a lot in the DVD format, so when we have Combo releases (DVD and Blu-ray) the larger format is chosen.

BJC – What does the names G1 and G2 stand for? What’s the origin of these acronyms?

EF – G1 is the name of the DVD format and G2 of the Blu-ray format. The “G” stands for “generation”. Therefore, G1 is Generation 1 and G2 is Generation 2.

BJC – What is the country that sells most SteelBooks?

EF – By far, it’s Germany. There we can affirm that the SteelBook has already become a popular product and is no longer something premium. Nowadays in Germany for an edition to be considered premium it’s not enough to come as a SteelBook, it must have something extra, like wooden boxes or tins.

BJC – How does the production of Steels arts work? Who is in charge of them?

EF – This all comes from who makes the purchase. If it’s Disney, for example, it’s them who deliver the art. But we also have a projects coordinator, a formed graphic designer (Gwen Hetherington). So when we look at an art sent by a studio, we can say “look, this can look good like this, or it would be even better in another way…”, then the contractor makes the modifications improving some aspects, and after that send us back. As soon as we receive the art, we print a test right on the metal plate, which is then sent to our client that approves or not the final result. With the result approved, it begins the SteelBook production.

BJC – How much time is necessary to produce a minimum print run of 4 thousand SteelBooks?

EF – We have some work standards. When you contract me a service of 100 thousand units, I will take 25 working days to deliver the whole lot. If you ask a minimum print run of 4 thousand, perhaps it takes less, but the minimum I can promise is a 25 days deadline. If Scarface, for example, needs to be released on November 1st, the replicator needs all the packages by October 1st. So inside this time frame, in July I must be already working on the art, so we have time to make it all by August and in September be able to send it to the replicator.

BJC – So if we wished in Brazil to have a SteelBook of a movie like Ice Age 4 (a box office hit franchise in the country) for the Children’s Day (October 12) we’d already be late?

EF – There lies the problem. As the plant is in the United States things are not as easy as in Mexico, where all we have to do is put the cargo in a truck and everything is delivered within 5 days. But from Ohio (SteelBooks’ plant site in the USA) to Florida and from there to Santos port in São Paulo (Brazil) it would take 30 days. So that’s what I said to the Brazilian studios: if you have all this problems in the import process (even more now with the Red Tide), you must think of a process 6 months in advance so everything goes right.

BJC – Any legal entity may hire the services of Scanavo to make a run of SteelBooks?

EF – No. This is also a problem. We have all the caution to deliver the product only to those who owns the rights of distribution of the work, be it a film, a game or whatever. So we only close deals with those that are authorized to take the name of that title, to maintain the responsibility of producing an authentic product.

BJC – Many ask if a SteelBook can get rusty. This can happen? What is done to prevent the metal oxidation?

EF – First, we work with a product that is 100% biodegradable. This means there are no chemical products that harm the nature inside our production chain. SteelBook was approved by the regulatory agencies of the United States and is an environmentally impeccable article. SteelBook doesn’t oxidize, because before we make the printing on the metallic plate, it is treated with a lacquer (a waterproofing) to reduce the degree of oxidation to the minimum level (0,01%).

BJC – To finish, we want to know if you are a collector, how many SteelBooks you have in your collection and which one is the rarest?

EF – Yes, I’m a collector (not so hardcore as most of you). I have approximately 400 SteelBooks in my collection (all movies, because I’m not much of a gamer) and the rarest is one from the X-Men, that if I were to put it on eBay, it would certainly cost more than one thousand dollars, but I’ll never do it, because I like it very much. One of the most beautiful in my collection is Captain America, it’s one of my favorites.

SteelBooks na Amazon da Alemanha:

http://jotace.me/steelbooks

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Sobre o autor

Jotacê é viciado em DVDs desde 2004 (começou tardiamente, na idade do metal discóide furado). Hoje em dia compra poucos DVDs para investir mais nos discos do raio azul (que coleciona desde 2008). Resolveu ter um site em 2008 para que fosse possível publicar tudo o que pensava sobre os disquinhos lançados no Brasil. E cá estamos nós! Twitter | YouTube | Flickr | Coleção
  • ana_szaz

    Parabéns a equipe do BJC pela entrevista, gostei muito! Torcendo desde já para conseguirmos ter steelbooks no Brasil.

  • leoferraz77

    WTF!!! Maravilhosa entrevista e como sempre, mostrando que o atraso de nosso país são mesmo os ZÉcutivos das grandes empresas. O que nos resta no momento é realmente percorrer a via crucis da importação/tributação/fiscalização que encarece e atrasa mais ainda nossos pedidos.

    A equipe do BJC está de parabéns por essa entrevista.

    Só queria terminar dizendo que a citação sobre a Disney em relação às latas está incompleta. A lata não serve apenas para os propósitos dela. Serve também para o JC que ama latas. LOL

  • Apollo Creed

    Excelente entrevista, de verdade. Parabéns ao Jotacê e ao Felipe por traduzir o texto para o Inglês, assim outros leitores ao redor do mundo também poderão ter o conhecimento que tivemos agora com esta matéria.

    Os steelbooks escolhidos para ilustar o post são demais, babando aqui por todos eles. Pensando seriamente em começar a importar com essa edição de Os Vingadores!

    Abraço a todos da equipe.

    Valeu pela Força!!!

  • sotavio

    Sensacional! Parabéns aos envolvidos.
    Percebe-se que o problema é muito mais má vontade dos estúdios em trazer Steelbooks pro Brasil do que os impostos em si.

  • jcdugo

    Parabéns !

  • glaucoheitor

    Excelente entrevista.

    Sonho ainda no dia que verei um Steebook Saraiva ou Amazon BR exclusive. 😀

  • jefferock

    Aeeee cada vez mais chic esse blog, perfeito esse blog e suas materias

  • carlosws

    Excelente. Vamos esperar. Já pessou o primeiro steelbook Brasileiro ser o Batman TDKR !!! Vixe, não custa sonhar. Agora saber que um produto que custa $4 não é trazido por aqui, nem pra ser vendido a $12 é de doer.

  • RodrigoBarros

    Parabéns à equipe. Ótima entrevista, e muito interessante.

    O tal do Steelbook realmente muito bonito, mas como o próprio Eduardo constatou, iria encalhar nas lojas brasileiras. Se a lata dos Vingadores, que não passa do Blu-ray acondicionado na lata, sai por 79,90, quanto não sairia algo assim? E é só pensarmos no preço que foi aquela edição especial do Alien, ou a do Planeta dos Macacos, ou até algo mais "simples" como a coleção dos X-Men da Saraiva ou essa nova do Titanic, pra imaginar como não ficaria esse tipo de produto por aqui. Alguém já cogitou fazer a conta de quanto vai ser esse box do Harry Potter de 31 discos?
    Algo assim só vai funcionar no Brasil quando os empresários, tanto das produtoras quanto (principalmente) das lojas entenderem que o lucro virá da quantidade das vendas. Parem de tentar cobrir seu lucro em dez itens, comecem a se programar pra 100 e pode ser que os preços do nosso mercado melhorem.
    Sem pensar em poder aquisitivo ou taxas de câmbio, um Blu-ray custa 30 dólares nos EUA, e algo como a maleta dos Vingadores sai por 150. Os mesmos 30 aqui viram 80, e esses 150 seriam 600, 700 reais sem pestanejar. Claro que há muitos colecionadores que compram qualquer coisa a qualquer preço por terem esse orçamento, mas aposto que são pouquíssimos.

  • Kleber84

    Entrevista maravilhosa. Parabéns!
    Entretanto, continuo reticente quanto à possibilidade de termos um steelbook por aqui.

  • carloshabermann

    Parabens BJC e equipe pela entrevista, sensacional!

    Dois pontos que me chamaram atenção:

    1) O comentario sobre a Disney: "A Disney vai lançar uma lata de Os Vingadores, e sei que vai vender muito, não resta dúvida. Mas estão colocando no mercado um produto que serve apenas para eles próprios e não para o consumidor."

    Concordo absolutamente. Essas latas são uma desculpa pra chamar o item de colecionavel, porque, me desculpem aqueles que gostam, essas porcarias não tem qq atrativo e são aberrações quando dispostas junto com itens realmente colecionaveis. Uma marmita com um estojo normal e meia duzia de cards sem vergonha não valem nada perto de um Steelbook.

    2) O Eduardo cita a possibilidade de vender os SBs separadamente dos discos, o que é uma prática comum em pré-vendas na Best Buy nos EUA. Seria uma ótima alternativa para fugir da burocracia de passar por Manaus.
    Considerando isso, ainda acredito que não temos SB por aqui por falta de vontade/conhecimento do mercado dos nossos queridos Zécutivos.

    • De fato, Carlos. é inacreditável que estes ditos executivos se "surpreenderam" com o formato. O comentário sobre a lata dos Vingadores (estão colocando no mercado um produto que serve apenas para eles próprios e não para o consumidor.) foi incisivo. Se fossem menos palavras, faria uma camiseta.

    • cristiano_aquino

      ola carlos tudo bom concordo contigo aquelas latas parecem mais uma marmita comparado a um steelbook nem se compara sem comentários!!!abraços

  • Excelente entrevista. Parabéns a todos envolvidos.
    Já divulguei em fórums gringos.
    🙂

  • Excelente entrevista….Parabéns ao BJC!!

    Mas tenho algo a dizer, certas respostas que ele deu, parece que teve uma enfeitada ou como posso dizer palvras colocadas na resposta dele, pois por mais que ele tenha um certo conhecimento, fiou muito esquisita algumas respostas como essa por ex: "Com isso as pessoas não precisarão comprar seu Blu-ray na Alemanha (por exemplo), pagando o produto em Euro, esperando semanas para receber e muitas vezes arcando com pesados impostos, tudo isso para ter algo que, na maioria das vezes, nem tem opções em português." entre outras…

    È claro se houve uma "enfeitada" nas respostas ninguém do site vai admitir isso, de qualquer maneira a essência da entrevista foi muito boa, e achei ele muito inteligente em dar a idéia de colocar o steelbook como brinde, assim como temos camisetas, chaveiros e etc…jogada de mestre para driblar a burocrácia e colocar o seu produto no mercado nacional.

    P.S. Só esquereceram de falar pra ele, que a empresa dele consegue levar o colecionador do inferno ao céu, Scanavo e Steelbook, eles tem a melhor e a pior embalagem para filmes.

    Bela entrevista…Parabéns!!!

    • Jotacê

      Você está errado. Ninguém enfeitou nada, ele disse exatamente isso, está gravado. Além disso a entrevista foi aprovada pelo entrevistado e pela Scanavo antes de ser publicada.

      • Se está gravado e está tudo certo, poderiam disponibilizar a gravação…mas como o meu questionamento, (pois disse "parece que teve…" )ou seja é um questionamento e não uma afirmação, foi esclarecido e confirmado que não houve nenhuma edição em suas respostas, só tenho que dar meus sinceros parabéns ao Sr. Eduardo Figueroa.

        Ele mostrou profundo conhecimento dos problemas que os colecionadores do Brasil tem, e com essa boa vontade, e gana de colocar o produto aqui (pra benefício dele, da empresa dele, e prá nós colecionadores) temos que comemorar que em um futuro próximo teremos o Steelbook na nossa pátria amada (ou não).

        Mais uma vez parabéns ao BJC pela entrevista.

  • w4to

    Muito fera a entrevista. Parabéns. Será que alguma produtora vai criar coragem de botar a ideia dele em prática?

  • RodrigoMSilva

    É verdade, a Disney perdeu uma chance enorme de lançar Os Vingadores em SteelBook com essa tiragem mínima de 4 mil unidades no Brasil, esgotaria já na Pré-venda. As grandes distribuidoras poderiam começar aqui no Brasil lançando os grandes clássicos da Warner, Disney, Fox, etc.

  • Diazkenny

    Entrevista fantástica, parabéns a todos do BJC!!
    Tomara que um dia os estúdios enxerguem, que Steelbook no Brasil pode dar certo!

  • Agora começa a corrida espacial entre U.R.S.S./Rússia e USA…ooops!! (rs…)

    Começa a corrida pra quem vai ser a primeira produtora/distribuidora a lançar o primeiro steelbook no mercado nacional, e mostrar que tem visão de mercado, e executivos com o mínimo de inteligência. Mesmo porque teve que vim um cara lá de fora pra mostrar como driblar a burocrácia, compra…manda os discos num case de plástico normal, e manda um steelbook como brinde…Gênio.

    • Higor_Nunes

      Nesse caso, pode fazer o BD num envelope de papelão, tipo Disney Play, e colocar o steelbook de "brinde".

  • ygoorr

    Eu pensei exatamente a mesma coisa: A disney tinha que tentar o steelbook com o The Avengers. Sem duvidas iria esgotar até mesmo na pre-venda. Se aquela latinha de biscoito já tá nos mais vendidos há semanas, imagina um produto top como o steelbook.

    Warner podia tambem tentar com o Batman Cavaleiro das trevas ressurge ou O Hobbit. Com certeza esses dois com steelbook venderia MUITO. Da tempo, ainda falta pra esses dois sairem no home-video.

    Pelo amor de deus, tentem, TENTEM vender, voces vao ver como vai valer a pena.

  • Parabens equipe do BJC! Otimo post!

    ate o momento que li o peço do lote de 4mil steelbooks, pensei em juntar os colecionadores e fazer um tiragem de 4mil para testar no brasill…

    mas depois de ler que eles só fazem com as produtoras por causa dos direitos autorais…a ideia caiu por terra!

    agora é esperar para ver se aparece o primeiro Steelbook brasileiro e com um preço bom tb!

  • rnjr

    JC, parabéns pela matéria! Valeu pelas informações!!

  • viniciusmatos

    Incrível a entrevista. Mais uma evidência de que este país não funciona por conta de estruturas arcaicas, e não por falta de dinheiro e capacidade.
    Quanto à ideia de oferecer o steelbook no Brasil da forma que ele falou, temos o problema da ganância empresarial. Duvido que a(s) empresa(s) eventualmente interessada(s) não o faria com uma margem imoral de lucro, tornando seu preço inviável como se fez com o digibook no Brasil, infelizmente.

  • bbebianno

    Parabéns pela entrevista JC, realmente uma das melhores entrevistas que eu já li aqui no site! Fico feliz quando vejo alguém de fora do Brasil que tem conhecimentos de todos os problemas que nós colecionadores passamos por aqui, e são muitos!! Sensacional a saída que ele apresentou de colocar o Steelbook como brinde, para facilitar a sua venda! E que venha logo o primeiro Steelbook brasileiro!!!!

  • Darth_Tyranus

    O governo é principal inimigo do consumidor no Brasil.

  • Higor_Nunes

    Parabéns ao blog, muito boa entrevista!
    Podiam fazer o BD em envelope de papelão com o steelbook de "brinde".

  • Luciano Marques

    PQP!!! Tudo que eu queria saber. Parabéns!
    Será que o Sr. Eduardo não faria uma doação do seu SB do X-Men?

  • rickynobre

    Fenomenal! Parabéns pela excepcional entrevista com informações que sempre quisemos saber. A ideia de vender o steelbook separado ou em combo é simplesmente genial. Só falta uma produtora com "balls".

  • Dona Warner, favor lançar The Dark Knight Rises em SteelBook no Brasil. Obrigado, em nome dos colecionadores que esgotarão todas as unidades.

    P.S.: Obrigado aos elogios e palavras de apoio pela entrevista! 😉

  • CARLOS_V_NUNES

    Espetacular. Só isso para definir a entrevista. Que aula ! Agora, mais do que nunca, amo minha coleção. A dificuldade de nossos empresários entenderem um BJC ou outros sites relacionados ao mercado interno de vídeo fazem deles incrédulos nos colecionadores brasileiros. Estão perdendo a oportunidade. Até a idéia já foi dada pelo fabricante. Assim, Eduardo, pode ter certeza: você vai durar um bom tempo nessa posição ( rsrsrsrs). Em consequência, nossas importações, principalmente da Alemanha, irão continuar também por um longo tempo.

  • leobzrra

    Muito boa e esclarecedora essa entrevista… Parabéns à equipe BJC

  • SB no Brasil parece que vai continuar somente via importação

  • DiegoLCV

    dias melhores virão para os colecionadores brasileiros!!!! 😀

  • Avantevf

    Ótima entrevista, Figueroa conseguiu criar uma esperança que parecia impossível.

  • TiagoSN

    Diria que estou escandalizado com essa interview '.'
    Muito phodaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa O/

  • Bernardo_sss

    Parabéns! Entrevista fantástica, muito esclarecedora. Esperança de Steelbooks no Brasil? Após essa entrevista, sim! Antes, não!

  • BrenoBicalho

    Muito boa a entrevista mesmo. Tomara que a ideia vá para frente, só precisa apenas de uma distribuidora para fazer isso e as outras vão querer fazer também para competir. Ainda não possuo nenhum Steelbook, mas agora fiquei com vontade de ter um.

  • lordfeudal

    Gostei muito da entrevista, Ótimas perguntas, Agora só fica aqui a torcida de todo colecionador por Steelbooks, Jota manda este texto e esses comentários para as produtoras/Distribuidoras, Pra elas verem que o povo tem interesse e torce muito por isso.

  • ioannesmarcus

    Demorou, Dona Saraiva! Cadê você, Pinguim?! Tenho certeza que se uma loja específica começar a vender edições com Steelbooks de "brinde" (entre aspas por que, obviamente, não sairá de graça!), vai vender bem e será a queridinha dos colecionadores brasileiros. Só pedimos uma coisa: nos enviem Steelbooks em caixas, pelo amor de Deus!!

  • MagoGates

    O Brasil é surreal!
    Tipo se 4000 pessoas se organizassem a pagar um valor específico para a Scanavo produzir e vender embalagens pagando os direitos autorais sobre um filme de repente é mais fácil do que os Zé-cutivos acreditarem no steelbook!

  • PC_Forever

    Entrevista simplesmente sensacional e muito esclarecedora.

    E assim como o Felipe Fonseca, na torcida de, QUEM SABE, TDKR ser nosso primeiro SB? Dá tempo! =D

    Parabéns pro Jota e pra equipe toda.

    BJC cada vez melhor. 🙂

  • ferreiradiego

    SUUUUUUPER parabéns pela matéria!! Mais uma matéria expondo as dificuldades do video home tupiniquim. É uma pena que nos são jogadas biscoteiras de péssima qualidade.

  • wellcopes

    Caramba. Que entrevista. Se eu pudesse escolher quais seriam os primeiros steelbooks lançados por aqui, votaria em Tropa de Elite 1 e 2. Imaginem só: as maiores bilheterias do cinema nacional em uma edição primorosa. A sonho meu.

    • Darth_Tyranus

      Se o filme brasileiro mais conhecido no exterior e um dos mais premiados, "Cidade de Deus" (qualquer gringo conhece) NUNCA foi lançado em BD no Brasil e pelas previsões nunca será, até parece q iriam investir steelbooks para um filme nacional.

      • wellcopes

        Eu pensei em Tropa de Elite pelo apelo que ele tem dentro do país e não fora dele. Acho que uma enquete sobre qual deveria ser o primeiro steelbook, com filmes nacionais e estrangeiros, seria um bom termômetro.

  • Rapaz, enquanto a noção de produto "premium" aqui no Brasil for uma luvinha fina de papel com a mesma arte do estojo (não é, dona Disney?), o Sr. Figueroa vai falar para as paredes…

    Excelente entrevista, muito esclarecedora. Porém, o que acontece lá fora (do steelbook esgotar rapidamente), jamais aconteceria no Brasil. Simplesmente porque o público-alvo (estou falando de nós e não do comprador casual) já se acostumou a esperar meses até o produto cair de preço, só uma minoria dos colecionadores compra no lançamento. Além disso, nossos lojistas até hoje não sabem como fazer uma pré-venda.

    Admiro a boa vontade dele, mas agora sei que se eu quiser SB, terei que continuar comprando em outros países.

    • MagoGates

      O problema é justamente é que aqui no Brasil não iriam acrescentar somente o valor de custo da embalagem para vender bem e rápido por um preço até mais alto do que o da espera, mas sim iriam multiplica-lo bastante para vender mais caro ainda. Assim não tem como vender rápido mesmo.

  • Simon_Elessar

    Parabéns pela entrevista JOTA!
    O fato dele ter aceitado concedê-la aqui diz muito sobre o quão importante o BJC está se tornando/já se tornou.
    Continue sempre assim com a exclusividade dos entrevistados!

    Eu quero steelbook no Brasil!

    ps: curti a transcrição em inglês!

  • Thiago Augusto Nogueira

    Que bela entrevista, senhores. Parabéns pela iniciativa e pela entrevista. E vamos torcer para um futuro próximo com muito metal nos nossos cases.

  • aborcsp

    Este blog é democrático, certo?
    Será q sou só eu q não vejo nada demais nos Steelbooks???
    Dou muito mais valor para uma luva, qdo bem feita, lógico, como algumas da Disney.
    Já estou até vendo gnt escrevendo q os Zécutivos da Disney agradacem o meu comentário e talz, mas esta é a minha opinião.

    • cristiano_aquino

      ou será que vc como a maioria não tem é dinheiro pra comprar as bélissimas latas que lançam?

      • aborcsp

        Como uma minoria (segundo suas palavras), eu tenho sim dinheiro pra comprar Steelbooks.
        Só não compro pq eu não quero e pq não gosto mesmo.
        Simplesmente não vejo nada demais neles.
        Tenho dinheiro até pra viajar pra Alemanha e trazer um monte deles na bagagem.
        Aliás que argumento raso e pifio voce trouxe para a discussão.
        Pelo menos para as minhas condições.
        Enfim…

        • cristiano_aquino

          tem nada todo mundo gosta do melhor e só critica steelbook quem não tem $$$$ pra comprar e o melhor no mundo colecionavel tanto vc como eu e os outros aqui sabem que é o steelbook só comentei por vc dizer que não ve nada demais em steelbooks e só pra te lembrar o forte do steelbook é o canada e não a alemanha são poucos lançados na alemanha que prestam que entram pra coleção.abraços

          • aborcsp

            Tudo bem, viajar pro Canadá é mais fácil ainda q pra Alemanha.
            Eu tenho $$$$ pra comprar SB e estou criticando.
            E agora?

            • cristiano_aquino

              ah não não acreditei nas coisas que li escrito lá na suas páginas vc dizendo que não compra filme desde do ano passado nem em amaray simples tem que tomar tropa de elite( 01 pede pra sair vc não é colecionador digno de debater neste blog) comprando pack com 50 cds pra baixar filmes e de vez em quando vc fala umas besteirinhas tambem como por exemplo de que iria demorar a chegar a netflix e sobre o de volta para o futuro edição nacional esperar baixar pra menos de 100.00 pra comprar deixa de ser burro a tendencia era ficar igual ta hoje um item raro e fora de catalogo ao contrário dessa merda em digipack com legendas em pt-pt e a edição nacional só vende lá onde vc não gosta de comprar porque é mais caro no ML ta 250.00 sem o carrinho!!!

              • Darth_Tyranus

                Eu prefiro digibooks, acho mais duráveis (não arranham a capa) e elegantes. Lançaram Doutor Jivago no Brasil em digibook por 150 reais, coisa q lá fora custa 25 dólares e baixa fácil o preço pra 10 dólares. Imagina só um steelbook. Ia sair esse preço ou mais, e ainda reclamam pq não vende…por favor né distribuidoras, só pq é "premium" não quer dizer que precisa vender só pro Eike Batista.

                • aborcsp

                  Eu tenho alguns digibooks, inclusive.
                  Estranho no ninho, Seven e Todos os homens do presidente.
                  Acho q são só esses.
                  Obrigado pela contribuição Darth!:)

              • aborcsp

                Meu querido, quem vai parar com voce sou eu!
                Comprei um pack com 50 DVDs DL pq trabalho com video produção.
                Uso pra entregar trabalho pra cliente e não pra gravar pirataria, insolente!
                Pelo visto só leu o q lhe convinha na mensagem!
                Comprei da videolar e por isso fiquei preocupado com o fornecimento, embora exista uma outra loja indicada numa outra mensagem.
                Sou colecionador, porem não sou compulsivo.
                Ainda vem me julgar.
                Sem comentários.

  • Darthbane

    Entrevista fantástica pessoal, eu sei que ainda ficou muito no ''a chance ainda existe'', mas já é alguma coisa. Tomara que o Brasil tome mais esse grande passo em breve para valorizar ainda mais nós colecionadores.

  • angmax

    Parabéns ao BJC por mais uma reportagem de impacto no mundo colecionístico. As declarações do Sr. Figueroa vem reforçar o que todos nós já sabíamos: que falta vida inteligente nas majors, que já poderiam estar oferecendo o SB como brinde e que nós, colecionadores, não aguentamos mais embalagens padrão (até luva está ficando cada vez mais rara nas terras tupiniquins).

  • SONEL

    meu DEUS o brasil ta cheio de ZEcutivos dentro de todas as produtoras , replicadoras e ATE DENTRO DO GOVERNO

  • Eduardo Braz

    Sensacional! Ótima entrevista, bastante esclarecedora! E o melhor, o entrevistado realmente domina o assunto com muita propriedade. Parabéns equipe BJC! E quanto a um steelbook nacional, ainda continuo sem esperanças.

  • ygoorr

    Blog do Jotacê ‏@blogdojotace
    Partiu reunião com o pessoal da Saraiva! #projetosteelbookbr
    ———–

    Se o senhor Saraiva trazer um steelbook exclusivo aqui no Brasil, eu juro que daqui em diante eu só compro blu-ray na saraiva 😀

    • cura2

      Se o senhor Saraiva trazer um steelbook exclusivo aqui no Brasil, eu juro que daqui em diante eu só compro blu-ray na saraiva [2]
      😀

  • cura2

    Se o senhor Saraiva trazer um steelbook exclusivo aqui no Brasil, eu juro que daqui em diante eu só compro blu-ray na saraiva [2]

    • Marcelo Lopes

      3

  • Ótima, bem conduzida, reveladora e importante entrevista. O site está de parabéns. E esperemos por um SB nacional, sim. Distribuidoras, vamos lá!

  • fabianonf

    espetacular a entrevista e realmente, os executivos ficarem surpresos com o produto é de matar.

    caramba, os caras vivem disso e nunca viram o que se vende mundo afora ??? mentezinha atrofiada demais.

  • wellcopes

    E que tal fazermos uma pressãozinha nas distribuidoras?! Vou dar uma twittada na Varner.

  • Marcelo Lopes

    Parabéns ao BJC pela entrevista! Parabéns ao entrevistado também pela sua clareza e comprometimento com o público alvo. Muito diferente de alguns "zécutivos" que temos à frente de algumas de nossas distribuidoras, que não mereciam conduzir nem uma banca do jogo do bicho.

  • Pingback: SURPRESA! Edição IMPORTADA da cabeça de zumbi de The Walking Dead no Brasil! | Blog do Jotacê()

  • Mauricio2000

    O hermano tem mais noção de mercado que todos os "sabidos" que comandam a industria atrasada de home video do Brasil.

    Parabens e como eu queria ser alemão hehehe