EXCLUSIVO – Informações sobre o atraso das encomendas da Amazon dos EUA

Colecionadora brasileira esperando pacientemente por uma encomenda feita na Amazon americana

Em 2012, todos nós que fazemos compras no exterior estamos sofrendo com um inexplicável atraso em todas as encomendas feitas em lojas online americanas (principalmente enviadas pela Amazon.com). Desde que constatou os atrasos generalizados, o BJC tentou buscar informações a respeito da origem desta demora, maior até que as ocorridas em tempos de greve da Receita Federal e Correios. Inicialmente, entramos em contato com a Amazon, que afirmou “não existirem problemas que resultassem em atrasos nos envios para o Brasil”. Depois, tentamos falar com a Receita Federal, onde fomos empurrados para lá e para cá, sem conseguirmos nenhuma informação concreta.

Só nos restava falar com os Correios. Já não tínhamos muitas esperanças; no entanto, contrariando todas as expectativas, finalmente obtivemos sucesso. Mas não graças aos canais oficiais. O Jotacê conseguiu conversar com um funcionário dos Correios (vamos chamá-lo de Han) que passou, extraoficialmente, várias informações úteis aos nossos leitores.

Primeiramente, Han disse que todas as encomendas dos EUA estão passando por um processo de retenção na Receita Federal; isto está ocorrendo porque as mercadorias remetidas de lá estão mais visadas pela fiscalização. Ao chegarem no Brasil, esses pacotes são separados e ficam trancados em um setor especial, aguardando vistoria. O prazo máximo legal para que esta análise ocorra é de noventa dias; passado este prazo, as encomendas devem ser obrigatoriamente remetidas ao destinatário, independentemente de qualquer análise.

Como o volume de encomendas dos EUA é gigantesco, não há pessoal suficiente para fazer a triagem e dificilmente os pacotes conseguem ser vistoriados dentro do prazo. Logo, encomendas dos EUA com menos de 90 dias de atraso no prazo de entrega estão, infelizmente, dentro da normalidade. As encomendas vindas do Reino Unido, França, Alemanha e demais países da Europa, sendo menos visadas pela Receita, não estão sendo submetidas a este processo de retenção, passando direto para o processamento comum pelos Correios.

Han também disse que encomendas vindas da China passam pelo mesmo processo. E atenção: por conta de problemas com a Espanha (não detalhados pelo Han), as encomendas vindas deste país também serão muito visadas pela fiscalização. Ou seja, leve isto em consideração antes de encomendar produtos em lojas espanholas.

Outra coisa: o fato das encomendas vindas dos EUA serem mais visadas não significa que serão todas tributadas. Significa apenas que ficarão em um setor de retenção aguardando triagem. Inclusive, por conta da falta de pessoal e pela existência de um prazo legal para que a encomenda seja analisada, a retenção diminui a probabilidade de tributação nos pacotes.

Além disso, Han avisa que a Operação Maré Vermelha não tem nada a ver com o atraso dos EUA. Esta operação visa combater fraudes nas operações de importação, priorizando produtos cuja importação têm prejudicado a indústria nacional, como vestuário, calçados, brinquedos, eletroeletrônicos, bolsas, artigos de plástico, pneus, cosméticos e perfumaria. Mídias ópticas, que é a categoria onde caem filmes, álbuns musicais e softwares (que também inclui jogos de videogame) não são o alvo desta operação e, consequentemente, não recebem “tratamento especial”.

Outra informação interessante: o Han explica que as encomendas entregues em um saco branco, sem remetente nem nota fiscal (que muitos de vocês já devem ter recebido), não são obra dos Correios. Elas já chegam assim da Amazon, o que reforça o entendimento que são enviados como Mala Direta Internacional para agilizar a entrega, uma vez que este tipo de pacote é fruto de acordo entre os diversos agentes postais do mundo e são menos visados pelas aduanas.

Então, amigos leitores, a recomendação que podemos dar é para que se espere o prazo de 90 dias antes de considerar as compras feitas nos EUA atrasadas. Vale lembrar que este prazo começa a contar a partir da data de estimativa de entrega, não da data do pedido.

Por fim, Han disse que não é colecionador, mas seu filho (Jacen?) importa bastante coisa e também sofre com os atrasos das encomendas americanas. A recomendação do pai para o filho? Que importasse da Terra da Rainha! Quem sabe esta dica também não sirva para você?

Como o colecionador brasileiro deve ser, para conseguir suportar o atraso de suas encomendas americanas

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Blu-rays preferidos pelos leitores do BJC (todos com legendas em português brasileiro):
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Sobre o autor

Alexandre Prestes era rato de locadora nos anos 80 e nunca se animou a comprar VHS por ser uma mídia de baixa durabilidade. Fã incondicional da boa música, iniciou em 2003 sua coleção com DVDs musicais; só a partir de 2005 passou a comprar filmes e séries. 2009 foi o ano no qual começou a colecionar filmes em Blu-ray, sendo um entusiasta do formato. A coleção continua crescendo (e o espaço diminuindo), cada vez mais a favor de títulos com maior qualidade técnica e fartura de material adicional.