Coluna do Fonseca: O futuro está no streaming


Duck Tales: nunca lançado em DVD no Brasil, tem na Netflix com a dublagem clássica.


O ano de 2011 foi ótimo para o Blu-ray. Como não poderia deixar de ocorrer, por ser um formato ainda em expansão, os números de venda e adesão cresceram muito em relação aos anos anteriores. Enquanto isso, o DVD só vê os seus números caindo, o que também é totalmente justificável, já que está se tornando uma tecnologia obsoleta. Aliás, por mais que alguns saudosistas queiram ir contra, não tem jeito. Quase tudo que diz respeito à tecnologia acaba evoluindo ou sendo substituído por algo mais eficiente. No nosso caso específico, não acredito que ninguém deva tomar partido de DVDs ou Blu-rays. Quem coleciona filmes e séries quer apenas ter os seus títulos favoritos com a melhor qualidade possível. Tivemos o VHS (terrível qualidade!), o DVD e agora o Blu-ray. Dado o alcance e sucesso do DVD, durante tantos anos, é óbvio que uma substituição imediata pelo Blu-ray não ocorrerá da noite para o dia. E nem se espera que as pessoas se livrem de todos os títulos que possuem em DVD. Mas como enquetes realizadas aqui mesmo no BJC mostram, essa balança já está mudando.

Agora, temos que considerar também que esse “nosso mundo” é distinto da maioria do grande público. Para começar, pessoas que colecionam filmes já são minoria dentro da população. E apesar de não possuir dados, creio que cada um aqui, pela sua experiência, deve ter noção de que somos poucos, muito poucos. Mas temos um mercado voltado e dedicado a nós. Mesmo assim, a grande maioria da população consome filmes e séries de maneira casual: através da TV, do cinema, da pirataria e de downloads (para mim, são coisas diferentes). No último ano cresceram muito também, em todo o mundo, os serviços de VOD, Video on Demand, ou “vídeo sob demanda”. SKY, NET, Netflix, Terra, TeleCine, NetMovies, uma série de empresas que estão apostando na transmissão direta de conteúdo via internet. Para nós, colecionadores, a ideia de que esse tipo de serviço possa substituir a mídia física é ridícula e absurda. Afinal, sabemos que com a tecnologia de internet atual (mesmo na Coreia do Sul), um streaming de vídeo não tem como possuir a qualidade de áudio e vídeo apresentados por um Blu-ray, por exemplo. Para cinéfilos e colecionadores, a qualidade é fundamental. Porém, fazendo o papel de advogado do diabo, não tenho como não constatar que o streaming é o futuro do entretenimento caseiro. E é um futuro próximo.

A facilidade que esse tipo de serviço apresenta para o grande público é imensa e de difícil concorrência. As locadoras, já sabemos e testemunhamos há um bom tempo, têm os seus dias contados. A mídia física, para esse público, ganha uma sobrevida na forma dos serviços de entrega. Paga-se uma mensalidade e ganha-se o direito a um grande (ou indeterminado) número de locações durante o mês. Tenho amigos que aderiram ao serviço e estão muito satisfeitos. Possuindo um grande catálogo e levando comodidade aos clientes, é realmente um serviço que pode durar. Tanto que, nos Estados Unidos no ano passado, quando a Netflix quis separar o serviço de aluguel de filmes em mídia física do serviço de streaming, provocou a revolta dos clientes e teve que voltar atrás nos seus planos.

Há bastante tempo não vou a uma locadora. E eu era daqueles que alugavam 20 filmes em um feriado prolongado e que não ficava uma semana sem alugar algum título. Eu gosto muito da ideia e possibilidade de se assistir a todos os filmes, sem que para isso eu tenha que comprar todos. Na verdade, essa seria uma tarefa impossível, mesmo para o mais compulsivo e abastado dos colecionadores. Nos últimos meses, cheguei mesmo a comprar diversos filmes que nunca tinha visto. Fui conferi-los pela primeira vez em casa. Mas, infelizmente, não é possível manter essa prática com todos os filmes que quero assistir. Da mesma maneira, locadoras realmente me desanimam demais hoje em dia, com seus acervos escassos e seus preços abusivos (especialmente nas capitais). Então, o que fazer para continuar assistindo à mesma quantidade de filmes que eu assistia nos tempos áureos de locadora? A resposta, para a maioria, certamente estará na internet.

Antes de prosseguir, quero dizer que desconsidero totalmente de todo esse universo as pessoas que compram filmes piratas. Porque, apesar da questão financeira, há também uma questão cultural e social aqui. Há aqueles que compram filmes piratas simplesmente porque é a maneira que conhecem para se ter acesso a esse tipo de coisa. Para essas, uma promoção de um filme por R$19,90, não é uma promoção. Porque ela paga R$5 por um filme ou R$10 por três. Sua realidade financeira é outra e eu não espero que ela altere a sua renda por conta disso. E nem irei julgá-la por isso, pois é uma questão muito mais complexa do que alguns ousam crer. Mas há também aqueles que possuem condições financeiras e mesmo assim optam por comprar filmes piratas. Bom, não vejo como mudar a mentalidade desses, então os desconsidero para os fins dessa discussão.

Dito isso, quem não consegue assistir a tudo que quer em DVD, Blu-ray, cinema ou televisão, acaba recorrendo à internet. Conheço muitas pessoas que atualmente só assistem a filmes baixados pela rede. E muitas contam isso com bastante orgulho, “tenho meu HD externo, baixo tudo em ‘alta definição’”. (Acho particularmente triste ouvir isso de pessoas que, a princípio, amam o Cinema. Mas enfim…). Não quero generalizar, mas se tem o “HD externo”, se tem internet com alta velocidade, dinheiro não deve ser o maior problema dessas pessoas. Quem só baixa filmes dessa maneira, está “dando uma de esperto”, esse abominável mal enraizado na cultura brasileira (não sou vivente de outra cultura, não estou fazendo comparações). E esses também, muito provavelmente, não gastariam com um serviço de vídeo sob demanda. Mesmo assim, o número de adeptos desse tipo de serviço cresceu muito no ano passado. E aqui no Brasil, especificamente, com a chegada da Netflix e a percepção de outras empresas de que esse é o futuro do home video, o mercado e as possibilidades crescem a cada dia.

Eu fiz a assinatura da Netflix na semana em que chegou aqui no Brasil, em setembro. E devo dizer que estou muito satisfeito com o serviço. Há muitas pessoas torcendo o nariz e reclamando do acervo, por exemplo. Bom, ele cresce a cada semana e tem que crescer se a empresa quiser continuar tendo clientes. Eu só sei que por uma mensalidade de R$15, se eu assistir a dois ou três filmes por mês no sistema, já terá valido o investimento. E, no meu caso, assisti muito mais que isso. Um exemplo que gosto de dar é a série Castle. Ela não está disponível em DVD aqui no Brasil e se está na TV a cabo, não possuo o canal. A Netflix possui as três primeiras temporadas completas. Apesar de assistir minhas séries praticamente todas via download (parecido com a maioria das pessoas, acredito), eu gostaria muito de poder vê-las em qualidade superior. Não, eu não baixo séries em HD. Minhas fontes e conexão não me permitem esperar tantas horas para um download. Então eu fiquei muito feliz quando pude assistir a Castle em HD. Especialmente, porque essa série não foi lançada em Blu-ray nem nos Estados Unidos. Nem o DVD me proporcionaria a qualidade de imagem que pude ter com o streaming.

Um medo que eu tinha era sobre essa questão da qualidade HD, já que minha velocidade de internet (5 MB) não é mais o ideal para uma série de coisas. Temia que o vídeo ficasse travando, carregando ou simplesmente não ficasse com a melhor qualidade. Mas o que acontece com a Netflix, pelo menos em casa, é que após alguns segundos de carregamento, o vídeo começa com uma qualidade ruim e depois de 1 ou 2 minutos, no máximo, a imagem fica em HD.

A Netflix, especificamente, está com alguns problemas financeiros nos Estados Unidos e não sei qual é o futuro da empresa, ao certo. Mas como eu disse, há muitas outras despontando em todo o mundo (nos EUA, principal mercado, o Hulu tem grande força). Além disso, há serviços como o UltraViolet, que já começam a vir nos Blu-rays e que contam com investimento e apoio de grandes estúdios.

O que quero apontar e levantar para discussão é que uma coisa não exclui a outra. O fato de eu assinar um serviço de vídeo sob demanda não fará com que eu deixe de colecionar filmes. Até porque, colecionar é algo físico. Já escrevi sobre isso aqui e continuo acreditando que a mídia física perdurará por muito, muito tempo. E enquanto isso ocorrer, nós colecionadores sempre teremos como abastecer nossa paixão. Aliás, quanto mais especializado se tornar esse público, melhor será para quem coleciona. Com um público mais exigente, as produtoras terão que elevar os seus padrões. E, de certa maneira, isso já começa a ocorrer. Basta olhar para o nosso próprio mercado, que nos últimos dois anos parece finalmente ter acordado para os colecionadores. Que, mesmo sendo poucos, gastam por muitos.

Como eu disse antes, se eu realmente quero a melhor qualidade de áudio e vídeo, não é no streaming que a encontrarei e sim no Blu-ray. Formato, aliás, que deve durar muito tempo, já que formatos e televisores/projetores com mais definição sendo apresentados esse ano na CES não fazem muito sentido para a maioria dos consumidores. A relação distância da tela/tamanho dessa, na maioria das casas, torna inútil uma resolução maior do que a de 1920 x 1080 pixels. Não é à toa que todos os grandes estúdios de Hollywood estão apoiando e investindo tanto no Blu-ray. Ninguém faz um investimento desses se não for visando um bom período de tempo.

Por isso, ninguém precisa temer o streaming como se fosse o fim da mídia física. Ao menos não para nós. Mas, para o grande público, eu realmente acredito que esse seja um futuro que chegará muito em breve.

---------------------------------------------------------------------------

Blu-rays COM ÁUDIO E LEGENDAS EM PORTUGUÊS BRASILEIRO na Amazon.com

Categorias: Artigos

Tags: , , , ,

Sobre o autor

Felipe Fonseca começou sua amada coleção de DVD em 2002. Desde então vem cultivando sua coleção com muito carinho e sempre buscando qualidade de som e imagem, assim como belas embalagens sempre que possível. Entrou para o mundo do Raio Azul em julho de 2010, com a épica compra do seu PS3. Para ler mais textos do autor sobre os assuntos mais variados, acompanhe o Site do Fonseca.

Comentários (55)

Trackback URL | Comments RSS Feed

  1. Jotacê disse:

    Eu assinei Netflix por causa desse artigo.

  2. Mauricio2000 disse:

    Artigo interessante, porem rebato a questao cultural acerca da pitataria, creio que é algo muito mais voltado a parte financeira, porem não irei me aprofundar na questão por motivos obvio.

    Sobre a pratica de HDs externos, eu sou um que tem e armazeno meus filmes e series nele e tenho certeza de que tal pratica não me afasta da paixão que é colecionar os filmes/séries que gosto e sempre que as mesmas saem em midias fisicas procuro compra-los assim que possivel.

    Abraços!!

    • viniciusmatos disse:

      Olha, não necessariamente. Tem muito vendedor de filme pirata que é especializado em filmes mais cult, já vi artigo um artigo a respeito em uma revista tipo a Veja (Não lembro qual é, mas é por aí).
      A questão do nosso mercado não é só o preço, mas também a dificuldade de achar certos títulos que ficam fora de catálogo, são lançados em edições tão porcas quanto caras por Continentais da vida ou o pior, nunca foram lançados em DVD.
      Acho que serviços como o Netflix são um advento, mas para andar lado a lado com o mercado físico, ao menos por um bom tempo. Só que em Minas eu acho que vai demorar, porque a mineiro é muito provinciano e paga muito caro por internet ruim. Mas também, com os impostos que pagamos, temos que agradecer a qualidade de vida né!

    • JulioHSM disse:

      Se hoje vemos DVDs e até mesmo Blus vendidos a R$ 12,90 ou R$ 19,90, é sinal que eles podem ser vendidos a estes preços, porque afinal de contas ninguém leva prejuízo porque quer. Então, concordo que a questão é sim muito mais financeira do que cultural. Quando vou a Americanas, vejo pessoas saindo com dezenas de filmes, justamente porque estão com um preço legal.
      Eu compro meus flmes em DVDs e Blu-rays originais. Mas existem aqueles que marcaram nossa infância, em sessões da tarde ou afins e que não são encontrados em formato algum, mesmo no exterior. Filmes como "Degraus para o Passado", "O Último Sobrevivente", "A Volta do Lobisomem" e tantos outros. O oiginal ainda é melhor, mas enquanto não aparece… Um exemplo é "O Homem Cobra". Eu tinha baixado da Net, mas quando saiu o DVD no Brasil, tratei logo de substituir. Pelo menos para mim, filmes baixados da Net são apenas aqueles raros, para preencher lacunas enquanto não são lançados em formatos oficiais.

  3. Rodrigobolin disse:

    Como sempre, muito bom o post.
    Tenho Netflix desde o lançamento, gosto bastante. Já o netmovies, uso para alugar blus, gosto tb. Já o serviço de streaming deles é fraco.
    Acho q as midias fisicas já morreram p a maioria.

  4. BelotoCabral disse:

    Realmente o jeito é recorrer à internet em vários casos. Me lembro que no mês passado queria muito ver o "Melancolia" dos Lars Vons Trier, mas não achei em nenhuma locadora e não possuía condições de comprar o DVD/Blu-ray. Por isso, acabei baixando e não me arrependo, pois é um filme fantástico! Se um dia eu tiver enfim a oportunidade, irei adquiri-lo com gosto em alta definição!
    E parabéns pelo artigo! Felipe! ;)

  5. Thom disse:

    Muito bom artigo, e faz total sentido. Apesar disso não interferir na minha coleção (eu não costumo comprar filmes sobre os quais não saiba muito, ou nunca tenha visto), eu mesmo baixo filmes da internet quando quero vê-los, e eu não acho isso muito correto, mas é a opção que eu tenho. Locadoras deixaram de ser viáveis, mais pelo fato dos discos estarem arranhados na maioria das vezes, sem falar dos preços abusivos.

    Netflix, apesar de eu ouvir muitas críticas com relação a falta de opções legendadas em muitos filmes, por R$15,00 ao mês eu acho que deve valer a pena, o meu problema maior é não ter equipamento que comporte o serviço.

    • Jotacê disse:

      Não tem computador? De onde você postou esse comentário? :D

      • Thom disse:

        kkk computador eu tenho, mas é horrível assistir séries/filmes nele, se eu assinasse, seria para ver na TV, é aí que reside a falta de equipamento. Se bem que faz tempo que não atualizo a minha Sony Bravia, talvez ela já esteja oferecendo o serviço e eu não saiba… vou verificar.

        • Rafael Poggi disse:

          concordo! Se eu tivesse uma BOA smart TV e uma BOA conexão (20Mb pra cima) seria bom. Mas eu gosto de assistir filmes com o melhor da qualidade em imagem e em som. Então, ainda teria que ligar o NETFLIX no HT – e isso não tem como…

  6. Thom disse:

    Só pra efeito de dados: Duck Tales dublado, da NetFlix, já está sendo ripado por usuários, que compartilham na internet e/ou vendem, acredito que isso já deve acontecer também com filmes.

  7. bbebianno disse:

    Eu assinei a netflix no dia em que ela chegou no Brasil, assisto pelo ps3 na minha tv, nunca tive problemas com congelamento de filme, é como o felipe falou, começa com uma qualidade meio ruim e aos poucos vai melhorando, sáo que não demora de 1 a 2 minutos pra ficar em hd, pra mim são alguns segundos, e não é pq tenho velocidade de 20 mb de internet, pq quando tinha 5 mb era a mesma coisa já. Por outro lado, também não parei de colecionar, amo ter os meus filmes e as minhas edições especiais, e não é o netflix ou qualquer outro serviço que vai fazer eu parar de colecionar. Agora, acho que o serviço tem que melhorar muito, muitos filmes só tem dublado, e alguns outros com o audio fora de sincronia, horrível, por exemplo, a origem da vida, do mel brooks, e a minha noiva quis ver o diário da princesa, e tivemos o mesmo problema, e sem contar com legendas horríveis, que as vezes parece que foi traduzido usandoo google translator. Mas tenho fé, acredito que possa mulhorar, tanto que sou assinante desde o início e não penso em sair, pelo menos por enquanto.
    abraços.

  8. felipewii disse:

    1.quem tem netmovies e netflix, qual o melhor?
    2.alugar blu na netmovies compensa? o acervo é bom?

  9. mathmss disse:

    Eu uso ambos, adoro o serviço da Netflix, está cada dia melhorando, apesar de diversos filmes ainda só terem opção de dublagem MAS, ao menos pra mim, não substitui a compra de BDs, são dois universos paralelos, continuo comprando os filmes que gosto mas assisto bastante coisa via netflix.

  10. Luc89 disse:

    Morro de vontade de assinar desde que a Netflix chegou ao Brasil…mas moro no interior de MG e aqui a internet é no maximo de 2 Mb, sendo a minha net de 1 MB
    entao fica praticamente impossível de assinar…
    mas não vejo a hora de ou a net aqui melhorar ou eu me mudar para um lugar onde eu possa assinar.

  11. JuniorDourado disse:

    Ai estou esperando o NetFlix chegar no BOXEE BOX, apesar de ter no meu PS3 no Computador… kakaka mais ja que comprei um Gerenciador de Multimidia, nada melhor do que assistir por ele, assim evita mts aparelhos com outras funções a gastarem sua vida util, e também diminuir a conta de energia no final do mes hehe, NETFLIX em breve no Boxee Box :)

  12. JuniorDourado disse:

    Assinei o Netflix e testei em meu PS3, também no PC, mas bem no inicio, onde o conteúdo ainda era bem baixo em relação a hoje, Agora que comprei o Boxee Box pretendo assinar novamente, assim com BB que é um gerenciador de multimidia fica mais facil de assistir o Netflix sem ter que ligar PC ou PS3 na Tv,
    Como o Boxee box tem um consumo muito baixo isso diminuirá ate na conta de energia no final do mes hehehe…. VIVA O BOXEE BOX..com NETFLIX em breve!

  13. Thiago Augusto Nogueira disse:

    Em uma boa televisão o HD fica bom?

  14. Dan Imori disse:

    Impressionante como os textos do Felipe são bons! :) Sempre me deixam pensativo sobre o assunto… E ele sempre encontra um jeito de escrever aquilo que penso, mas que não sou bom para expressar como ele! Por exemplo, sobre pirataria, a frase: "Quem só baixa filmes dessa maneira, está “dando uma de esperto”, esse abominável mal enraizado na cultura brasileira…" É perfeita! Exatamente o que penso! :)

  15. Aurelio disse:

    Não acredito que quem baixe filmes ou tenha um tipo de serviço como o NetFlix vá deixar de comprar suas mídias! Sei que nós colecionadores temos um pouco de loucura e compramos alguns filmes sem ter assistido, ou até mesmo com pouquíssima informação, muitas vezes por alguém do elenco ou pelo diretor, a maioria deles são comprados depois de assistidos!
    Me tornei colecionador porque era rato de locadora e ia sempre que podia aos cinemas. O Felipe esqueceu de comentar dos preços absurdos das salas de cinema, assitir um filme em IMAX3D é super-caro!
    Enfim, gosto de sempre ver um filme, mas isso não me faz ter vontade de ter todos e acredito que cada uma das pessoas que frequentam esse blog tem um foco na sua coleção, ninguém quer simplesmente ter tudo…

  16. hellenitavcdvd disse:

    Eu cheguei a pegar assinatura da Netflix pra testar, mas a minha falta de tempo é uma coisa impressionante. Um mês "de grátis" e não assisti nada! Então por enquanto, estou sem.

    Acredito tbm que pra nós colecionadores, independente do streaming pegar mesmo pra maioria, [ se pegar] , ninguém vai se desfazer da sua amada coleção por conta disso, nem vai deixar de adquirir as edições caprichadas que tanto nos deixam felizes.

    Só um comentário, qdo eu via VHS, comprava e tinha dezenas de títulos em casa, não achava a qualidade ruim. [ Ou se achava, não lembro :p]

    Texto excelente do Felipe. Como sempre! Tem o dom pra escrever.

  17. educaravaggio disse:

    Também estou com a Netfli desde o primeiro dia do lançamento. Utilizo para assistir a séries "novas" para mim, como Breaking Bad e Jericho, em lugar de baixar para ver se gosto, como muitos fazem. Assisto filmes antigos também. Enfim, o que não acho no Netflix eu baixo e, se gosto, compro o BD. O que tenho utilizado é assistir no iPhone e, apesar de minha conexão péssima de 1MB para os padrões atuais, roda sem gargalo.

  18. sidrackmarinho disse:

    Mídias físicas já estão ultrapassadas há tempos. O único empecilho (mundial) pra venda ou stream online de conteúdos é a péssima velocidade da conexão de internet, ou no caso de compra, a capacidade de armazenamento dos dispositivos. Mas esse último não chega a ser um problema já que rola deixar backup em algum site. O problema é a falta de concorrência nas operadoras de internet e altos preços de conexões minimamente razoáveis em alguns locais pra sequer se assistir decentemente o Netflix. Até pouco tempo onde estou só havia no máximo 1 Mbps de velocidade, e hoje uso 50 pelo mesmo valor que pagava antes.

    Porém, se todos fossem deixar de comprar mídias físicas e como alternativa só restassem vídeos altamente comprimidos e de baixa qualidade (e o pior: pelo mesmíssimo valor que o DVD com embalagem e tudo) seria péssimo… um Blu-ray, por exemplo, tem em média 30 Gigabytes cada, com todos os extras e faixas de áudio principais (sem contar dublagens em outros idiomas que não o português). Isso sem compressão, sem perda de qualidade (o que em inglês chamam de "lossless").

    Já pensou se todo mundo resolvesse baixar isso tudo por título? Mesmo se baixando 6 GB (tamanho médio do DVD) já ficaria ruim…

    Por coincidência eu dei uma olhada numa loja virtual da Warner americana ontem, havia um "download digital" por 12 dólares e o DVD original custava, digamos, 18. Qual a justificativa pro primeiro custar tão caro?

    Agora, imaginem algo assim por aqui… não rola, a ganância de todo mundo e o famigerado "custo BRAZIL" enterra em definitivo idéias como essas.

  19. wellcopes disse:

    Por aqui as coisas ficam caras porque as produtoras querem aplicar a mesma margem de preços que colocam nos Estados Unidos por exemplo. Uma pena.

  20. Nelson_bjc disse:

    O streaming pode ser o futuro mas a meu ver ainda é um futuro muito longínquo. O streaming é apenas mais uma alternativa para assistir filmes como a TV a cabo o é para a TV aberta. O serviço de streaming está apenas começando e seu sucesso dependerá da manutenção e aumento da qualidade do serviço. Mas vejo sérios obstáculos no caminho: à medida que cresce a demanda é inevitável o congestionamento da rede de transmissão. Isso exigiria pesados investimentos em redes de fibra ótica, o que obviamente se refletiria em aumento de preço no serviço. Sem contar que se a TV a cabo sentisse perda de assinantes por conta disso, obviamente reagiria de alguma forma para manter sua clientela.
    O melhor dos mundos seria termos a possibilidade de poder assistir aquilo que quiséssemos, seja filme, desenho, documentário, novela, seriado, etc., a qualquer tempo e a qualquer hora. Mas armazenar tamanha quantidade de informação – e ainda com alta qualidade de áudio e vídeo – em servidores seria impraticável.
    Por conta disso acredito que a mídia física será (quase) eterna. Com milhares e até milhões de cópias espalhadas pelo mundo, esse tipo de armazenamento é a melhor maneira de se preservar todo esse rico acervo cultural do que se estivessem guardados apenas em servidores e arquivos dos estúdios de cinema onde um catastrófico incêndio poderia transformar tudo em cinzas.
    Aliás para ilustrar o debate vou fazer um breve resumo sobre o filme Fahrenheit 451 de François Truffaut: no filme vive-se num mundo onde é proibido ler e ter livros em casa. Existe um espécie de Corpo de Bombeiros cujo tarefa é encontrar e literalmente queimar livros. Mas também existem os resistentes ao regime que como forma de preservar a cultura transmitem oralmente uns aos outros os livros que leram clandestinamente.
    Bem, convenhamos que o cérebro humano tem capacidade limitada e seria praticamente impossível que muito coisa não se perdesse através da transmissão oral. Quanto não teria se perdido da cultura mundial não o fosse o LIVRO que é em verdade uma mídia física?

    • Macabea18 disse:

      concordo com vc

    • sidrackmarinho disse:

      Não é que seja impraticável. Dá pra fazer isso no exterior, pelo menos, porém no final acaba não compensando o investimento porque a maioria das pessoas preferem baixar a ficarem confinadas no streaming, que imagino ser frustrante pra quem tem uma conexão ruim tal como quando alguém fala no celular e a ligação cai. E eu pelo menos não gostaria de ficar confinado a um tocador e a um sistema pré-configurado pra assistir qualquer coisa.

      Eu quero, assim como os colecionadores de DVD, ter controle sobre a parada, sobre o arquivo, pra usar no meu tocador, colocar a minha legenda, e assim vai.

      Mídia física não é confiável pra armazenamento de dados. Já tive discos que estragaram sem uso e poucos anos após comprados. Originais ou mesmo gravados, o maior absurdo foi um DVD com dados onde 4 GB ficaram intactos e uns 100 MB corromperam (ainda bem que o que perdi era substituível). Se for pra backups é melhor usar discos rígidos mesmo, externos, ou algo equivalente, como um pendrive.

      O problema do brasileiro é que ele não evolui, a TV aberta/paga é outro exemplo claro de algo obsoleto, nunca mais liguei a TV pra assistir nada, especialmente filmes… mas olha aí a GVT, que deveria usar a grana que tem pra levar mais internet a lugares remotos, empurrando seu serviço de TV…

      Uma coisa é certa, enquanto a maioria (estima-se que 81% dos internautas no Brasil não tenham acesso a mais de 2 Mbps) continuar nas trevas com uma internet lenta, cara e ruim, essas idéias não irão vingar.

  21. Macabea18 disse:

    eu não gosto, pois não conseguiria assistir a filmes no computador. Deixar uma tela de 42 polegadas para assistir numa de 15 não dá, né?

    Filme em dvd pirata por 5 reais ou 3 por 10? Aqui na minha cidade vendem 15 filmes piratas por 10 reais. Eu não gosto, mas conheço gente que deve ter pelo menos uns mil.

    Eu fui um dia ver um dvd pirata e posso afirmar que a imagem não é ruim, é idêntica à imagem do dvd que também é uma cópia.

    Por que pagar 39 reais num lançamento ou 5 reais numa locadora se eu posso pagar 1,50 no mesmo filme no camelô? Infelizmente essa é a visão do brasileiro.

    No mais, eu duvido que a imagem do netffix fica igual a um blu ray, sem contar os extras, as possibilidade de legendas e áudios, os comentários. Eu não me empolgo com isso não, eu quero mesmo são os meus blurays baratos.

    Gente, na amazon é possível comprar bd por 8 reais quando vc compras aqueles box maravilhosos. Por que razão assistir nettfix numa tela de computador?

    • sidrackmarinho disse:

      Dá pra assistir na TV também, não? Não conheço ainda o Netflix, mas rola alguma coisa em HD por lá?

      • Sim, você assiste na TV, no computador, no celular. Qualquer dispositivo que tenha acesso a internet.

        E os filmes e programas em HD têm uma qualidade ótima. Uma qualidade de imagem que um leigo, por exemplo, não conseguiria dizer se é um Blu-ray ou streaming, ao contrário do que a colega comentou acima. ;)

      • educaravaggio disse:

        Dá pra assistir na tv sim, com smartv ou no pc/notebook via cabo. A Netflix transmite em HD o que tem disponível, só selecionar a qualidade que quer, dependendo de sua conexão.

  22. chbossan disse:

    Muito bom texto do Felipe, mas pra mim streaming so em ultimo caso mesmo, so se eu não tiver grana pra comprar midia fisica, tenho um conexão de 10 megas, testei a netflix por um mes e a imagem e som nunca seráo igual a midia fisica e digo mais uma coisa, não é que eu seja a favor da pirataria, mas tem series que se vc quiser ter por inteiro tem de recorrer aos pirateiros de plantão, exemplo disso são as series Star Trek Deep Space Nine e Star Trek Voyger, q a nossa querida Paramount fez o favor de lançar so a 3a. e 2a. temporadas respect, ou seja pra continuar assistindo na sequencia, na TV não tem como, então temos de recorrer a pirataria, se tivessem concluido o lançamento dessas series por aqui eu teria comprado porque não tem nada melhor do que pegar o original, fora essas poderia citar varias outras series que estão no mesmo esquema. Eu penso que fazem isso porque as vendas não foram as esperadas então quem comprou que se dane, ai é q acho que dão um tiro no proprio pé, porque além dos consumidores de pirataria normais eles ainda induzem os outros como nos a comprar pirata.

  23. lgon disse:

    Porque a midia fisica é legal (bom)? Pegar, encarte, estojo, disco, enfim, saber que aquela material é seu mesmo, sei lá, só sinto que é meu porque eu posso fisicamente pegar. Quando tenho material em Hard Disk, fico morrendo de medo do hard disk dar pala e perder tudo.
    Porque streaming é legal (bom)? Porque vc vai navegando e de repente encontra aquele filme que você sempre ficou curioso para ver, mas nunca teve coragem de alugar ou comprar e agora está disponível. Outra é aquele filme que faz muito tempo que você não via e sempre gostou e aí vc assiste de novo depois de 10 ou 20 anos para descobrir se ele ainda é bom, ou se virou uma porcaria mesmo.
    Porque download ilegal é legal (bom)? Porque vc acha praticamente tudo, filmes em moratória, filmes nunca exibidos em determinados países, filmes caros demais, etc…
    Para mim, preço e qualidade é o que fala mais alto. Se o Netflix aqui no Canadá custa 8 dolares/mes, realmente vale muito a pena. Se um gift set é caro, mas tem o material que gosto, eu invisto.
    Cinema virou artigo de luxo, não consigo gastar 30 dolares ou mais para ver um filme com minha familia. Por mais que eu goste, simplesmente não consigo. Com 30 dolares eu compro 6 filmes em BD, e tenho muito mais horas de diversão.
    É isso, qualidade e preço são os meus hot-buttons em termos de midias.

  24. angelomx disse:

    Excelente post Felipe, também acredito que streaming é o futuro, pois não tem sentido a tecnologia evoluir e apenas termos a opção de assistir filmes em mídias físicas. Eu ainda não aderi ao VOD, mas pretendo fazê-lo assim que comprar uma tv com conexão à internet, pois apesar de ser colecionador (e continuarei a ser), existem filmes que desejo assistir, mas não tenho o desejo de comprá-lo e existem os filmes que são da categoria "indispensável" na coleção de qualquer cinéfilo e que entrarão em minha coleção.
    Resumindo, as duas tecnologias podem conviver muito bem entre os colecionadores. E viva a tecnologia !

    • leopl_bsb disse:

      Como você disse, esse é realmente o futuro para quem não compra e não para colecionadores. Eu, desde que comecei a colecionar filmes ativamente em 2002, cancelei a minha TV a cabo em 2006, nunca mais assisti filme na TV aberta e só vou em locadora para comprar filme. Eu sinceramente, não tenho medo do fim da mídia física. O próprio DVD, eu ainda acho que está muito longe de acabar.

  25. ebermuda disse:

    Eu assinei o primeiro mês de grátis, a uns 4 dias a estou gostando pacas, assisti alguns episódios de series mais antigas e alguns filmes tbm.

    Enfim, é bacana o serviço, e me faz garimpar mais para comprar as midias fisicas, mas parar de comprar, é algo que não farei nunca.

  26. JeanApolinario disse:

    Uma coisa que me incomodou foi como pode o Netflix tem um acervo tão grande de filmes e séries todas dubladas e tal e nada disso ter saído em dvd no brasil, clássicos e demais todos lá, bonitinhos e dubladinhos, os dvds de Chaves em que os episódios foram redublados para o lançamento, pra que se existe o áudio original do SBT lá como sempre vimos? Me levantou muitas questões, e desenhos então? Muito complicado.

  27. rvarotto disse:

    Se o DVD vai morrer, e depois dele o BD, isso não me preocupa muito, desde que o hardware necessário ao uso com as tecnologias futuras mantenha a compatibilidade com os formatos antigos.

    Tenho esperança de que tão cedo não aconteça o que houve com os LPs e fitas cassete, que foram substituídos por mídias absolutamente incompatíveis em termos de formato e tecnologia de leitura.

    Bom, vejamos, nos últimos vinte e tantos anos: CD para DVD para BD, por enquanto a compatibilidade está sendo mantida…

  28. Higor_Nunes disse:

    O ruim é ter que ser online mesmo.
    Se a pessoa pudesse ficar com o arquivo para gravar num HD ou DVD/BD de dados e rever quando quisesse seria melhor.

  29. Mauricio2000 disse:

    Tem uns filmes que quero muito ver e não acho nem pra download.
    Tipo Guerra dos Botoes de 1993.

  30. Mauricio2000 disse:

    Acho que seu link é que não esta direito KKK

    A versão que me interessa é a de 1994.

    Abraços

Leave a Reply




If you want a picture to show with your comment, go get a Gravatar.