BD Resenha – Pulp Fiction: Tempo de Violência (Brasil)

Pulp Fiction é, na minha opinião, o melhor filme de Quentin Tarantino. É um filme com uma legião de fãs ao redor do mundo; mesmo assim, Pulp Fiction – Tempo de Violência, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, não tinha recebido um tratamento digno de sua grandeza aqui no Brasil. Depois de passar pelas mãos da Abril Vídeo em VHS e da Buena Vista/Disney em VHS e DVD, finalmente, em dezembro de 2011, esta obra recebeu sua melhor edição no Brasil pela Imagem Filmes, nas versões Blu-ray e DVD.

dvd-pulp-fiction-fora-de-catalogoA péssima edição em Letterbox 4×3 lançada pela Buena Vista/ Disney e que o Jotacê prometeu botar fogo quando saísse uma edição melhor no Brasil

Após a informação da venda do estúdio Miramax para o grupo de investidores Filmyard Holdings LLC, recebemos a notícia de que a Disney não iria comercializar mais os filmes do estúdio e em seguida que a Imagem Filmes passaria a deter os direitos dos títulos da Miramax.

Inicialmente, a notícia foi recebida com cautela, pois no passado tivemos diversas surpresas negativas quanto a Imagem Filmes; mas com os bons reviews que recebemos da edição de Sin City – A Cidade do Pecado, passamos a acreditar na reviravolta da produtora independente o que, felizmente, ocorreu (ao menos neste lançamento).

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No dia 10/12/11, recebi minha cópia enquanto gravava a edição de final de ano do Jotacast e, no dia seguinte, fiz uma participação especial no JotacasTV 59 para falar desta edição. Desde a gravação do programa, recebemos diversos contatos solicitando um review deste título; porém, antes de fazê-lo, tentei contato com a Imagem Filmes para tirar algumas dúvidas sobre o título e sobre os futuros lançamentos com o selo Miramax, infelizmente sem sucesso. Com ou sem auxílio da Imagem, vamos falar um pouco deste excelente filme e sua excelente edição.

A edição tupiniquim de Pulp Fiction recebeu um bom tratamento. A transferência está com a imagem no aspecto correto, o que já é algo positivo quando falamos de Imagem Filmes. Sobre os idiomas, foram disponibilizadas duas bandas: uma em Inglês DTS-HD MA 5.1 e uma e a dublagem (a mesma que foi apresentada no SBT) em Português Dolby Digital 2.0.

A arte da capa é face única e bem impressa, o disco tem impressão (quase) lisa. A autoração ficou a cargo da ETC Filmes e o disco replicado pela Sony DADC sob encomenda da Sonopress. Infelizmente não foi disponibilizada a luva (sobrecapa) que foi oferecida no produto dos EUA. Sugiro que a Imagem pense nesse tipo de apresentação nos próximos lançamentos.



Pontos positivos dos extras:

Como material extra, temos um making of, que não é mais do que aquelas cenas de bastidores, outros programas e featurettes de alta validade em Standard Definition. Todos os extras estão devidamente legendados, contabilizando mais de duas horas de material.

Pontos negativos dos extras:

Mesmo com todos os materiais extras disponíveis, nenhum dos extras em HD lançados na edição americana em Blu-ray foi adicionado ao Blu-ray brasileiro. Os materiais publicitários como trailers e spots de TV também foram limados da edição nacional.

Sugestão à Imagem Filmes: se lançarem um box do Quentin Tarantino, adicionem um disco extra com este material em HD, pois é o material mais importante da edição americana.

FOTO DO MENU:

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CAPTURAS DIGITAIS

Edição US (Lionsgate):

Edição BR (Imagem Filmes):

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Edição US (Lionsgate):

Edição BR (Imagem Filmes):

[Se estiver curioso, clique aqui para ver a captura desta cena no DVD nacional lançado pela Buena Vista/Disney]

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Edição US (Lionsgate):

Edição BR (Imagem Filmes):

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Edição US (Lionsgate):

Edição BR (Imagem Filmes):

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Edição US (Lionsgate):

Edição BR (Imagem Filmes):

.NOTA DO JOTACÊ (sobre a imagem do Blu-ray):

Podemos observar claramente uma divergência cromática entre as duas transferências. A versão dos Estados Unidos tem cores mais quentes e sombras mais densas, enquanto a brasileira tem tons mais frios e sombras mais suaves. Entramos em contato com a ETC Filmes (empresa que fez a autoração do disco) e fomos informados que o master utilizado na edição brasileira foi o francês e não o americano, o que explicaria as diferenças na tonalidade das cores. Não temos referência determinante para afirmar qual das duas é a mais fiel ao original, porém é saudável salientar que a versão americana foi supervisionada e aprovada pelo diretor.

Fora isso, em ambas a presença de um pouco de edge enhancement (realce de contornos) é notória, mas não compromete o resultado final (apesar de que sempre é condenável a aplicação desse tipo de filtro na imagem).

Extras (em SD):

Para finalizar, posso recomendar esta edição de olhos fechados, pois além do preço justo que está sendo praticado pela produtora (podemos encontrar em algumas lojas por R$49,90). A qualidade é superior a muitos títulos que estão sendo lançados no Brasil. Mesmo com alguns extras limados, ela é bem competente.

Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction) – 1994

Extras (todos em SD):

  • Making of (Bastidores); – 10 minutos
  • Cenas Deletadas; – 25 minutos
  • “Pulp Fiction: Os Fatos”; – 30 mininutos
  • Entrevista com o Designer de Produção e com a Decoradora de Cenário; – 6 minutos
  • A Palma de Ouro – Festival de Cannes, 1994; – 5 minutos
  • “Charlie Rose Show” – Entrevista com Quentin Tarantino; – 56 minutos
  • Programa “Siskel & Ebert” – “A Geração Tarantino”; – 16 minutos
  • Michael Moore Entrevista a Equipe no Independent Spirit Award. – 12 minutos

[Colaborou com esta resenha: Alexandre Prestes]

Link para o Blu-ray na Saraiva e Submarino:

Link para o Blu-ray dos Estados Unidos (sem opções PT-BR):

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