EXCLUSIVO: BJC entrevista Hegel Braga da FOX!

Foto do Diretor de Marketing Hegel Braga da Fox
O Diretor de Marketing da Fox, Hegel Braga na sede da empresa

No último dia 9 de setembro o BJC esteve na sede da 20th Century Fox do Brasil em São Paulo para entrevistar seu Diretor de Marketing Hegel Braga e conhecer alguns de seus lançamentos no país. Demorou um pouco, mas finalmente publicamos esta matéria, que teve como objetivo não só falar sobre as novidades, mas tirar todas as dúvidas que ainda restavam da entrevista de 2010 esclarecendo de maneira mais demorada alguns pontos.

Acredito que esta seja a melhor entrevista já publicada no BJC. As primeiras perguntas foram mais genéricas, falando de mercado e de algumas atitudes mais gerais da Fox, para depois entrarmos em questões mais pontuais de produtos específicos. Todas as perguntas foram elaboradas pela equipe do BJC, e nenhuma delas deixou de ser respondida.

Deixo aqui mais uma vez o agradecimento a todos da Fox e da agência Cinnamon por esta grande oportunidade e pelo canal de comunicação que se abriu a partir dessa entrevista, comprovando o que todos colecionadores estão percebendo: a Fox mudou e mudou para melhor.

Blog do Jotacê – Como está o mercado de home video no Brasil? Os produtos para locação continuam tendo suas vendas em queda?

Hegel Braga – O mercado de rental já teve uma participação maior no mercado do que ele tem hoje em dia no Brasil. O nosso país ainda é um dos lugares onde o mercado de locação ainda é mais forte no mundo, só perdendo para o Japão em número de transações (compra/aluguel). Então, ainda é um negócio muito importante, continuará sendo importante durante muito tempo. Pode um dia se transformar, como está agora com a distribuição digital. Mas a boa notícia é que, de um ano pra cá, ele parou de cair. Tivemos uma queda muito forte nos últimos quatro anos, mas no último ano houve uma estabilização.

O Blu-ray é, em parte, responsável por isso, ajudando a estancar essa queda e a fazer alguns consumidores que tinham abandonado as locadoras, por uma série de motivos (deslocamento, tempo, atendimento de qualidade duvidosa). O poder aquisitivo da população ter aumentado nos últimos anos de alguma forma interferiu também. As pessoas começaram a ter dinheiro pra sair pra jantar, viajar, comprar bens duráveis. Então, apesar de ter mais dinheiro, ele está direcionado para outras atividades. Toda essa mudança teve um impacto no rental.

BJC – E os produtos para venda direta? Crescem quanto no país?

HB – O varejo de DVDs e Blu-rays está crescendo muito rápido. Crescemos ainda em taxas de países desenvolvidos (dois dígitos). Entre 12% e 15% ao ano, e isso representa o aumento do hábito do consumidor comprar o produto. E isso se deve a maior disponibilidade de promoções, pois virou um hábito a pessoa entrar numa loja e encontrar ofertas 2 por 1, 3 por 2, o que ajudou bastante. A Fox foi uma das pioneiras, em 2007, nessa estratégia de promoções no catálogo de Blu-rays e hoje todos os estúdios trabalham com esse tipo de promoção programada mensalmente. E isso estimulou o mercado de alguma forma, junto com o aumento do poder aquisitivo da população.

BJC – Depois de uma era de produtos de baixa qualidade (estojos slim e envelopes de papelão), que levou o BJC a lançar a campanha “Me Respeite Fox“, a empresa deu a volta por cima e hoje é uma das que mais aposta em produtos de qualidade. O que levou a Fox a tomar aquelas decisões?

HB – Eu gostaria antes de falar sobre o envelope de papelão, pois eu acho que a informação correta não chegou até vocês. Acho que é fundamental esclarecer isso, apesar de ser um assunto que já é passado: aquele projeto foi um teste que a gente fez com o objetivo de expandir a distribuição para classe C, D e E, para que o produto pudesse chegar nos lugares mais distantes do interior do país, onde não existe distribuição de DVD. O custo do nosso produto é muito alto e fizemos uma aposta para ampliar os pontos de venda. O objetivo era vender, por exemplo, no checkout de um supermercado no interior da Bahia. Nunca se pensou ou sequer passou pela nossa cabeça de substituir ou mesmo tentar seduzir o público colecionador leitor do BJC a comprar aquilo.

O slim foi uma tentativa, nós queríamos fazer uma coisa diferente. Fizemos uma pesquisa aqui em São Paulo e Rio de Janeiro e os consumidores nos ajudaram a tomar uma decisão errada. Uma decisão ruim, que nós já revisamos e paramos de fazer. Não houve um abraço do mercado como imaginávamos. Acabou que o nosso produto ficou pior que o da concorrência, tanto que é uma coisa que já abortamos.


Do slim ao gift set, essa é a Fox de 2011

BJC – O que aconteceu nestes últimos meses para que essa virada na qualidade dos produtos da Fox pudesse acontecer?

HB – Não houve uma grande mudança na Fox para que tivéssemos essa mudança citada por você. Nós só começamos a prestar mais atenção neste público que é ávido por este tipo de produto de coleção. Esse público amadureceu, ganhou espaço no mercado e, com o maior poder aquisitivo, começou a comprar edições premium.

BJC – Nos conte um pouco sobre o início da distribuição de Blu-rays no Brasil pela Fox. Como foi que tudo começou?

HB – Em dezembro de 2007, nós fizemos a primeira importação de Blu-rays (inclusive sem legendas em português). Era produto importado, pois a gente percebeu que tinha demanda, mas não tinha CMF (Cutting Master Format) com opções em português lá fora e era impossível produzir algo no Brasil. Mesmo assim, conversamos com os nossos clientes (lojas especializadas em home video) que eram (e ainda são) o principal foco de Blu-ray e eles estavam importando direto, sem intermédio da Fox Brasil. Então percebemos que deveríamos importar os discos mesmo assim, fazendo um trabalho de marketing local. Então, a primeira major a realmente distribuir os produtos no Brasil foi a Fox.

BJC – Quais títulos 3D já foram lançados e quais estão previstos para os próximos meses?

HB – Estamos apostando, por enquanto, com quatro títulos apenas. Em julho começamos com Rio, Era do Gelo 3, Viagens de Gulliver e o Nárnia 3. Ainda esse ano, em dezembro, lançamos Glee 3D. Temos programado para o ano que vem, em abril, o Avatar 3D (que já existe, mas é exclusivo dos produtos Panasonic), no mesmo mês que Titanic chega às telas do cinema, aproveitando o gancho de um filme do mesmo diretor. Ao longo do ano termos também (ainda sem data) Eu Robô em 3D e The Darkest Hour.

BJC – Mesmo com esse avanço elogiável, principalmente no mercado de Blu-rays, a Fox ainda tem como principal crítica a descontinuação de séries em DVD. Já que o Brasil é um dos únicos países que a venda de DVDs ainda cresce, o que pode ser feito para que títulos importantes (como Angel e Buffy, por exemplo) possam voltar ao mercado e reverter essa situação?

HB – No momento não há como retomar estes lançamentos, não existe nenhum plano concreto. Temos um custo de legendagem e de dublagem que, muitas vezes, não estão feitos. Temos custos de Ancine, em que temos que pagar um custo muito alto por episódio, fora a produção do título. Quando você já parte de um custo fixo muito alto, o lançamento fica inviabilizado. Então depende da gente equacionar isso, ao mesmo tempo que deve se encontrar um canal que vai comercializar isso. Recebemos [pedidos] de muitos interessados nessas séries descontinuadas, mas a gente não tem como vender diretamente para essas pessoas. Eu preciso ter um parceiro comercial que aposte e faça uma tiragem mínima para oferecer para estas pessoas. Então, não depende só da gente, depende do canal de distribuição para conseguir chegar lá na ponta final, que é o consumidor.

Nós também ficamos frustrados com o cancelamento das séries pois, antes de mais nada, como trabalhamos com marca, queremos a satisfação dos nossos clientes. Pedimos desculpas, pois sabemos que não conseguimos atender a demanda de todo mundo, mas precisamos por vezes tomar a decisão de não lançar certas coisas.

BJC – Mas existe alguma maneira viável para que o público possa se mobilizar e conseguir que essa situação seja revertida?

HB -A ideia é procurar o varejo, principalmente os grandes magazines online, para mostrar que existe demanda para esse produto. Com isso, podemos desenvolver um projeto de lançamento, cada um pode contribuir para que isso seja realizado, tanto o consumidor, como a Fox e seus parceiros no varejo.

BJC – Existe um boato que Star Wars e Simpsons seguem um padrão de apresentação imposto pelos seus criadores. Isso é verdade?

HB – Sim é fato que é imposição. A Fox aqui no Brasil é uma empresa que distribui material audiovisual. Muitas vezes, quando estamos cumprindo este papel, nosso cliente é o George Lucas (no caso de Star Wars). Então, se ele determina certas coisas em relação ao lançamento de seus produtos…

A mesma coisa acontece com Simpsons, em que a Gracie tem total domínio sobre a franquia e sobre os produtos; o uso de imagem deles é extremamente complicado, impedindo que a gente faça certas coisas, pois tem que passar pela aprovação deles. Além de Simpsons e Star Wars, temos os produtos de James Cameron (Avatar e Titanic, por exemplo) que também merecem tratamento especial.

BJC – O que acontece exatamente quando temos uma produção redublada, ou com mudança nos dubladores?

HB – Se seguirmos todas as leis, temos uma série de limitações. Nós, estúdios, como empresas grandes, com ações em bolsa de valores, temos que respeitar absolutamente a lei. Então, se existe um entrave jurídico envolvendo uma trilha de dublagem com um dos dubladores, por qualquer motivo que seja (erro nosso ou uma demanda errada dele), não posso usar aquele material. Já aconteceu aqui na Fox de não ser possível usar a dublagem, como em filmes que temos que redublar por que houve algum problema no caminho. Ou quem fez a primeira dublagem não pagou os direitos, ou quando a dublagem vai para outra mídia não conseguimos chegar a um bom termo na negociação. Então, não podemos simplesmente ignorar isso e depois “vamos ver o que vai acontecer”. Temos responsabilidade e temos que tomar todos os cuidados neste sentido.

BJC – Já tivemos uma maleta 007 exclusiva do Brasil, assim como a caixa bomba de 24 Horas e muitas outras em DVD. Por que existe essa diferença entre as majors que dependem muito de decisões da matriz (como no caso de Warner e Paramount) e a Fox que pode lançar produtos exclusivos?

HB – Não posso falar das outras empresas, mas o que eu posso dizer é que a Fox tem liberdade de investir em determinadas coisas ou de trazer determinadas edições ou em fazer promoções. Obviamente, existe um alinhamento, temos uma equipe de marketing internacional que cuida de tudo. Temos uma divisão “doméstica”, que cuida de Estados Unidos e Canadá, e uma outra divisão completa que é a internacional. E essas duas divisões se reportam à mesma pessoa, que cuida metade do tempo de cada coisa, que tem quase o mesmo tamanho cada. Existe também uma equipe de marketing de catálogo em Los Angeles, uma equipe de séries de TV e que passam pra gente os guidelines globais.


O Tianic fake. Por que não?

BJC – A Fox Brasil tem autonomia para decidir sobre estes e outros lançamentos?

HB – Evidentemente temos autonomia; numa discussão sobre estratégia, mostrar se vale a pena ou não lançar determinados produtos e também de sugerir novidades. Nas reuniões que temos, esse canal é muito franco e muito aberto para este tipo de debate. Eles escutam o que temos a dizer e se preocupam em entender a realidade do nosso mercado. Então, quando a gente leva algumas sugestões, elas são acatadas. Inclusive, pegando o gancho do box fictício de Titanic [mostrado aqui no BJC], é uma coisa que podemos apresentar sem problema algum. Poderíamos entrar em contato com o autor e ver a possibilidade de tornar aquilo real, tanto em escala nacional quanto mundial. Já aconteceu várias vezes de propormos e o produto ser aprovado, como a caixa bomba de 24 Horas ou a caixa de pôquer da coleção Western que foram criadas aqui no Brasil (sem falar no arquivo de Arquivo X).

Enfim, então a gente tem liberdade de veto, de propor coisas novas e por outro lado temos que seguir algumas coisas como, por exemplo, Avatar.

BJC – Por que diversos títulos em Blu-ray estão saindo sem legendas nos extras, sendo que vários destes extras já tinham sido legendados na versão em DVD (como no caso de A Noviça Rebelde)?

HB – Sinceramente, não sei dizer por que isso acontece. Em certas ocasiões os extras possuem o mesmo nome mas o conteúdo deles é diferente e por isso não estão legendados. Mas isso nunca acontece de propósito, para “sacanear” o consumidor.

BJC – Quando teremos autoração local dos Blu-rays da Fox?

HB – Acredito que ainda vai demorar para que isso aconteça, principalmente com os títulos internacionais que são lançados mundialmente, que dão sentido de se fazer uma coisa mais centralizada e que se fizéssemos aqui seria trabalho dobrado. Agora, nas produções nacionais, eu acredito que mais um ano a gente consiga fazer aqui sim. Hoje até as produções nacionais estamos autorando lá fora.

BJC – Por que Nosso Lar foi autorado lá fora e sem áudio HD, algo fora dos padrões da empresa?

HB – Não tivemos autorização da nossa equipe técnica de controle de qualidade. Apesar de existir boas empresas de autoração séries e com qualidade  no Brasil, ainda não conseguimos homologar nenhuma edição aqui. A autoração de Assalto ao Banco Central, filme nacional da Fox, também será feita em Los Angeles. Temos a intenção de fazer aqui, é um debate que temos com a matriz, mas que ainda não vencemos.


Coleção Rocky em Blu-ray no Brasil: já passou da hora!

BJC – Quando teremos o lançamento da coleção Rocky em Blu-ray no Brasil?

HB – Ainda não temos previsão, pois não temos o disco do primeiro filme com opções em português lá fora. Estamos aguardando uma posição da nossa matriz sobre a legendagem e dublagem dele. Por isso que ainda não temos esse produto em box oficial no Brasil.

Além disso, no ano passado tivemos a questão da MGM; não sabíamos se ainda seria distribuído pela Fox, e daí eles seguraram a produção desse CMF para todos os territórios. O Robocop é o mesmo caso, estamos aguardando a liberação do primeiro filme para lançar o box.

BJC – Qual a dificuldade em se lançar a versão do diretor do filme A Cruzada no Brasil, tanto em DVD quanto em Blu-ray?

HB – Se não estou enganado, a versão estendida de A Cruzada foi feita apenas para o mercado “doméstico” (Estados Unidos e Canadá). Os outros territórios apenas ficam com a versão de cinema, por isso não podemos lançar aqui.

BJC – O Ovo Alien em Blu-ray esgotou praticamente na pré-venda no Brasil. Como a Fox vê esse mercado de colecionáveis especiais agora com o lançamento de Star Wars com apresentação internacional?

HB – Sempre existiram planos de trazer edições especiais lançadas em âmbito internacional pela Fox, mas não conseguíamos trazer pois, em primeiro lugar, não havia essa clareza que existia um público configurado e interessado nisso aqui no país. E segundo, aconteceu uma mudança no câmbio que também permitiu essa prática e nós temos que levar isso em consideração. Então, hoje conseguimos viabilizar a importação de edições com embalagens importadas (fabricadas na China), que até pouco tempo atrás não era possível por uma questão cambial.

O Brasil tem característica de impostos pesados sobre importação. A política tributária muitas vezes inviabiliza o lançamento de produtos dessa natureza. Já tivemos a oportunidade de lançar um produto mas que, por todos os custos, custaria mil reais, uma coisa que se a pessoa conseguir comprar no exterior ele vai pagar metade do preço. Então comercialmente se torna inviável.

BJC – Quais fatores ainda atrapalham a expansão desse tipo de produto no país?

HB – O fato de ter uma carga tributária pesada (ICMS, etc.), não é única razão para atrapalhar este tipo de lançamento, até porque isso faz parte das regras comerciais do país e que afeta toda a cadeia produtiva e todas as empresas. Se a Fox tem esse problema, a Philips também tem, a Sony também. Agora, quando você está falando de um produto importado, temos os custos de transporte, de seguro, e por vezes a própria cadeia produtiva não permite que você possa reimportar isso via Manaus, pois a fábrica não tem como absorver isso, pois está preparada para trabalhar de outra forma, etc. Então temos um conjunto de coisas que encarece a cadeia.

Aliado a tudo isso, o volume (da tiragem) é pequeno. Quando estamos falando dessas edições super especiais, as maiores são de 1500 peças. O ovo Alien foi um caso especial pois teve tiragem de 1000 peças e acabou praticamente na pré-venda, mas ali tivemos uma margem de lucro muito pequena, e optamos por isso para que ele tivesse um papel de disseminar a divulgação da Antologia Alien em Blu-ray.

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Edições especiais lançadas pela Fox no Brasil na Saraiva:

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Sobre o autor

Jotacê é viciado em DVDs desde 2004 (começou tardiamente, na idade do metal discóide furado). Hoje em dia compra poucos DVDs para investir mais nos discos do raio azul (que coleciona desde 2008). Resolveu ter um site em 2008 para que fosse possível publicar tudo o que pensava sobre os disquinhos lançados no Brasil. E cá estamos nós! Twitter | YouTube | Flickr | Coleção
  • Simon_Elessar

    A melhor entrevsta de fato!
    As respostas não foram evasivas!
    Isso foi bom!

  • Rodrigobolin

    Parabéns, muito boa a entrevista.
    Que venham outras!

    abs

  • Carlos Alexandre Cordeiro da Costa e Silva

    Excelente entrevista que nos mostrar como é complicado escoar os produtos nos canais de varejo por conta de diversos fatores e que infelizmente tem como maior entrave a pesada carga tributária. Antes fosse apenas uma questão sentimental, mas é, essencialmente, uma questão comercial e cambial.

    Obrigado BJC e FOX.

  • jefferock

    Nossa, bem esclarecedor, e muito animador!

  • aleromero1

    Pena os Gift Sets lançados serem tão salgados, ainda compensa pouco comprar no Brasil. Mesmo assim a iniciativa é ótima e a Fox está de parabéns!

    E parabéns pela entrevista tb Jota, grande conquista!

  • Rafael Poggi

    Legal, mas eu ainda não estou convencido sobre o preçof inal dos produtos. Culpar única e exclusivamente a carga tributária é conversa para boi dormir. Não tem porquê um box SW custar R$ 300 (US$ 170 no câmbio de hoje) enquando o mesmo box, IDÊNTICO, comprado no exterior não sai por mais de R$ 150…

    • Bruno

      R$ 150,00 sem tributação. A Fox precisa entrar com o produto no país de forma oficial, pagando 60% de Imposto de Importação e mais ICMS dependendo do estado. Além disso, os produtos vem por transportadoras particulares, e o custo do transporte é muito alto.

      • Leo_Spanghero

        Ou seja, preço praticável se considerada a taxação. Aliado à possibilidade de parcelamento, esse foi o fator que me fez optar pelo box nacional.

        • Bruno

          Exato! Essas compras que fazemos nas "Amazons", e vem sem tributação, é fruto da sobrecarga da receita, então esse tipo de material tem tributação por amostragem (aleatório). Teoricamente, o "certo" seria tributar tudo, mas é totalmente inviável analisar todos os pacotes que entram no país.
          Em muitos casos, mesmo com tributação vale a importação! Mas no caso de Star Wars penso como vc: se tributado, o valor chegaria próximo ao nacional, além de poder parcelar e sair da loja com o produto em mãos no dia do lançamento! xD

        • Rafael Poggi

          Leia por favor minha resposta ao Bruno para entender porque o preço cobrado pela FOX aqui é abusivo.

      • Rafael Poggi

        Cara, você deturpou tudo. Está comparando a importação de UM produto por uma pessoa física com a importação de MILHARES DE UNIDADES DESSE PRODUTO por uma pessoa jurídica, que certamente não compra o produto pelo preço da loja e sim direto do fornecedor, que, aliás, é ele mesmo sendo ele uma subsidiária da FOX. Estamos falando aqui apenas dos discos e das cases, não das artes, que (se não me engano) são feitas aqui mesmo no Brasil, já que são em português. O preço final para eles, por produto então, nem de longe, contando todos os impostos, chega a R$ 150,00. Portanto, não cabe a comparação. E muito menos o preço abusivo.

        • Leo_Spanghero

          Poderíamos até conversar sobre abusos e afins, mas como estamos falando de majors americanas e de lucro, não dá pra acompanhar seu raciocínio. Vai ser caro sempre e ponto final. O lance é ver o que é mais barato ou o que é mais conveniente a cada consumidor. Se pensarmos no caso da pessoa jurídica, já complica a discussão.

        • Leo_Spanghero

          Esqueci: as artes são impressas aqui, mas vêm com o layout básico pronto lá de fora.

        • Bruno

          Olha amigo, vou tentar dar um exemplo. Eu trabalho com radiocomunicação e fazemos muitas importações. Recentemente importamos 2 equipamentos com valor de R$ 1600 cada + R$ 240 de frete (total 3440). Veio via UPS. De imposto de importação foram quase R$ 2100, mais R$ 1200 de ICMS e uns R$ 50,00 de taxas administrativas. Ou seja, quase 7 mil reais nessa importação (produtos comprados diretamente do fornecedor com preço de revenda). 2 rádios que custaram 3440 chegaram por 7 mil. Agora vamos colocar nossa margem e vender aqui. O valor será bem mais alto do que o mesmo rádio vendido pro cliente final nos EUA, e isso não significa que estamos "enfiando a faca" para ter um lucro enorme.
          O que eu quero dizer é que independente dos cases, impressões, etc., há um custo alto nessa importação. Por isso, acredito que a margem de lucro que colocam nessas produtos importados pode ser a mesma que utilizam nos produtos nacionais. 😉

          • Rafael Poggi

            Novamente você está dando um exemplo inusitado. Você está falando de DOIS equipamentos. Estou falando de MILHARES de exemplates do produto Blu-Ray. Existe algo que se chama valor absoluto, que é o valor que um produto tem SOZINHO. Um BD sozinho custa R$ 100 (EXEMPLO!). 10.000 BDs não custariam R$ 20 cada (EXEMPLO!!!!). Entendeu a difrença?

            • hipercelo

              Estou com o Rafael!

              Nada explica estes valores absurdos!

              R$300 é um assalto.

            • Bruno

              Não estou falando de um produto comum, como um disco de plástico que envolve produção em massa. Eu sei que nestes casos 1 custa 100 e 10000 custa 20, e quanto mais aumenta a quantidade de produção menor é o valor da unidade. Estou falando de EDIÇÕES importadas e limitadas (como o ovo Alien), e não simplesmente de um disco solto que será colocado em um estojo produzido aqui no Brasil. Nestes casos não há essa diferença nas quantidades. São edições diferenciadas com o valor definido, independente de quantidade.

              • Rafael Poggi

                Para tudo! pensei que estivessemos discutindo o preço do box do STAR WARS…

    • Jotacê

      Culpar única e exclusivamente a carga tributária foi exatamente o que ele NÃO FEZ NA ENTREVISTA. Ou você não leu, ou você, por algum motivo inexplicável, está de má fé ou trollando como nunca antes aqui nos comentários.

      Qualquer um que tenha o mínimo de interpretação de texto consegue perceber que ele apresentou outros fatores para a composição do preço (que eu TAMBÉM penso serem altos), aliás, ele disse isso CLARAMENTE.

      Opiniões contrárias ao que é publicado no BJC são sempre bem-vindas nos comentários, mas neste nível de falta de noção não dá pra aturar.

      Desde muito tempo você vem procurando tumultuar os comentários do site. Já pedi inúmeras vezes pra você (inclusive através do Twitter) com toda educação que não fizesse isso. Mas não adiantou. Portanto a partir de agora seus comentários aqui serão moderados.

      Desculpe, eu realmente não queria fazer isso, mas com as suas atitudes nos últimos dias, não tem jeito.

      • Rafael Poggi

        OK, respeito sua opinião como dono do blog. Não me vi em nenhum momento trollando ninguém, mas se essa foi a sua interpretação, ok, nada mais posso dizer.

      • dezraj

        Jotacê: "Ou você não leu, ou você, por algum motivo inexplicável, está de má fé ou trollando como nunca antes aqui nos comentários. "

        Ou 3 – Ele interpretou de maneira equivocada. Até porque o que foi postado foi uma entrevista com respostas mais ou menos diretas, ou seja, nenhum tema ali foi pensado, desenvolvido e elaborado textualmente de forma a esclarecer o máximo possível o leitor. Ou foi? Mesmo que tenha sido, há sempre margem para maus entendimentos.

        De qualquer maneira, a discussão que ele provocou com o comentário sobre importação acabou esclarecendo ou complementando a resposta do entrevistado, e isso é benéfico para todos os leitores (ao menos, foi para mim).

        Eu creio que algumas opiniões baseadas em informações incompletas ou inverídicas possam resultar em discussões produtivas dependendo de onde sejam divulgadas, então é bom que aconteçam de vez em quando, como foi o caso.

        No máximo, você poderia ter feito este adendo e tê-lo deixado responder à sua indagação antes de decidir por moderar seus (dele) comentários, e aí a discussão seguiria. Até porque este procedimento de moderar um comentário antes dele ser divulgado só trás mais trabalho e ansiedade, portanto deve ser aplicado somente em casos extremos.

        Enfim, apenas a minha humilde opinião que eu gostaria de deixar registrada aqui.

  • thiagochichorro

    Entrevista incrivelmente esclarecedora! A Fox mostrou que se importa com o consumidor e com os colecionadores! Agora é nossa tarefa cobrar tudo o que foi falado para que continue acontecendo daqui pra frente. Além de tudo essa entrevista mostra a força dos colecionadores no mercado! Nós podemos realmente mudar as coisas! Todos juntos!
    Parabéns Jota pela entrevista!!!

  • RaphaelDVD

    Ótima entrevista, deu pra ver que o Hegel respondeu as perguntas diretamente, sem desviar do assunto. É muito bom saber que estamos construindo uma relação de confiança com a Fox, o que pode trazer muitos bons frutos para os colecionadores e para a Fox também.

    Parabéns ao Juliano e ao Hegel Braga pela excelente entrevista!

  • PC_Forever

    Mais uma grande conquista do mercado colecionador do Brasil.
    Muito bom saber que agora uma das grandes sabe de nosso valor, e saber que seremos respeitados.
    A Fox realmente mudou pra melhor, e isso é muito gratificante.

    Parabéns mais uma vez pela entrevista, Jota. Muito esclarecedora.

    Sensacional!

  • Bruno

    PARABÉNS pela entrevista JC, e PARABÉNS a FOX por ter virado esse jogo! Hoje é sem dúvida a melhor produtora do país (algo totalmente impensável há pouco tempo)!
    Muito legal abrirem as portas ao BJC e ouvirem os colecionadores, enquanto outras produtoras simplesmente ignoram este público. A Fox entendeu que nosso objetivo não é fazer "críticas gratuitas", e sim mostrar o que está errado e o que este público quer! No final todos saem ganhando! 😀
    Responderam a todas as perguntas e foram sinceros nas respostas (até mesmo naquelas em não foram muito animadoras, como a replicação nacional e as séries).
    A Fox mostrou que não tem essa "ganância" que imaginávamos nos produtos importados. É realmente complicado trazer o produto de forma oficial, pagando imposto de importação (60%), mais os impostos da cidade de destino e encargos da alfândega. Além disso, essas grandes empresas utilizam transportadoras particulares, o que encarece ainda mais o transporte.
    Foi bacana o Hegel ter admitido que o Slim foi um erro. Na próxima pesquisa para tal atitude, o público do BJC está a disposição para ajudar! 😉

    • Rafael Poggi

      Vou fazer um flood aqui:

      Cara, você deturpou tudo. Está comparando a importação de UM produto por uma pessoa física com a importação de MILHARES DE UNIDADES DESSE PRODUTO por uma pessoa jurídica, que certamente não compra o produto pelo preço da loja e sim direto do fornecedor, que, aliás, é ele mesmo sendo ele uma subsidiária da FOX. Estamos falando aqui apenas dos discos e das cases, não das artes, que (se não me engano) são feitas aqui mesmo no Brasil, já que são em português. O preço final para eles, por produto então, nem de longe, contando todos os impostos, chega a R$ 150,00. Portanto, não cabe a comparação. E muito menos o preço abusivo.

  • Leo_Spanghero

    Fico FELICÍSSIMO por saber , agora de forma oficial, que minha coleção de The Simpsons será completada com apresentações sempre decentes por imposição dos criadores e não terei que ficar fugindo de possíveis maldições/scanavos. =D

    • RodrigoMSilva

      Legal mesmo, por falar em Simpsons, o que será que tá acontecendo que esse ano já está quase chegando ao final e ainda não lançaram nenhuma temporada dos Simpsons, lembro que algum tempo atrás lançavam 2 temporadas por ano e agora essa demora toda.

      • Rafael Poggi

        ainda bem! meu bolso agradece, rs

  • Erika_Schmeiske

    Gostei da entrevista, o Hegel foi muito direto e franco. Muito interessante saber mais de uma parte do processo de lançamento do produto (falo especificamente da fábrica de Manaus citada na última pergunta).

    Mas faltou uma colocação JC, na campanha Me Respeite Fox houve uma atitude de mandarmos email diretamente para o Chefão da Fox (não lembro o nome dele agora). Até um leitor passou para o inglês apontando para a má qualidade dos produtos e avisando do boicote, vc chegou a comentar algo com o Hegel?

    Qto ao Slinxo, vai! Foi tarde! Nunca Mais!!!!

    Ah, e parabéns pela entrevista!

  • Muito boa entrevista, mesmo. Fox está vindo com edições maravilhosas ultimamente — a de X-MEN PRIMEIRA CLASSE é a mais linda que vejo do filme.

  • mlbonaldo

    Quer dizer que minha série favorita (That 70s Show) parou mesmo na quarta temporada? Estranho, lançam metade da série (com extras mutilados e péssima embalagem – totalmente despadronizada) em dvd e deixam a outra metade de fora pq não há retorno financeiro? mas então pq não colocaram no mercado só a primeira temporada pra "testar" seu poder de venda, ou acharam que deveriam insistir até a quarta temporada pra ver se dava lucro, ou então pensaram que quem compra séries em dvd não faz questão de ter todas a temporadas? não colou essa…
    Outra de doer foi sobre a falta de legendas nos extras de alguns filmes em Blu-ray: não entendi a resposta, achei totalmente evasiva e propositadamente confusa. Enfim, muita rasgação de seda pra quem não merece…enquanto as distribuidoras brasileiras continuarem a mirar no mercado de locação e de venda de baciada vai sempre continuar assim, às vezes pinta uma ediçãozinha melhor (e cara pra kct) que vende bem (e pra eles mesmo assim não dá lucro, mas como são bonzinhos gostam de agraciar uma meia dúzia com um ovinho, um xizinho, etc…), o que impera mesmo é o descaso e o requentamento, já que o negócio é quantidade e não qualidade.

    • bbebianno

      Concordo com você em relação ao that 70s show, é uma das minhas séries favoritas, e só lançaram até a quarta temporada, acabei comprando, mas ficar incompleto é sacanagem! Eu cheguei a mandar e-mail pra fox anos atrás, mas claro que não me responderam! É uma pena, por mim, eu só compraria lá fora, não só pelo preço, a qualidade sempre é maior, tirando o caso do Star wars, por exemplo, que veio igual a edição britânica ( sem o senitype, e claro!, nunca eles conseguem fazer igual! ). é uma pena que a série lá fora só seja área 1, e não tenha legenda, nem é por mim, afinal sou tradutor de inglês para dublagem de filmes, mas tenho amigos que assistem comigo, esse tipo de coisa, então sempre gosto que meus filmes tenham pelo menos legenda pt-br. Mas de qualquer maneira a entrevista foi muito boa, realmente a Fox está interessa da em nós clientes.

  • DuduDigital3D

    Gostei da entrevista. Achei sincera. E gostei de agora eles terem acordado e visto melhor o público que compra seus lançamentos.
    É, Brasil consegue ser uma merda até no Home Video, e não estou falando de produtoras. Odeio todas as taxas absurdas que os políticos inventam para se beneficiar ao invés de cuidar de alguma coisa. E como se não tivessem impostos o bastante (e ganhassem o bastante também), eles já estão discutindo a criação de mais impostos. (e engraçado: acabam incentivando as pessoas a comprar diretamente de outros países ao invés de comprar aqui, então imposto por competitividade com o nacional não cola comigo não) Putz. Às vezes eu queria ir na Câmara com uma arma e ameaçar eles a trabalhar. Se continuassem a pensar só neles, aí daria uma de V: iria distribuir máscaras e iria fazer um grande ataque. Lógico que é exagero, mas enfim.

    Espero que, nos próximos anos, a FOX continue aperfeiçoando seus produtos (inclusive evitando o problema da falta de extras), consiga vencer os impostos e lançar produtos mais baratos e até lançar bastantes edições exclusivas.

    • Rafael Poggi

      Gostei da parte do V, rs. Acho que o Brasil precisa disso. Mas olha ai: teve uma manifestação anti-corrupção amplamente divulgada no Facebook, com adesão de mais de 35 mil pessoas. No dia marcado, terça passada, nem 3 mil apareceram na Cindelandia. Lamentável…

      • DuduDigital3D

        Não sei se foi medo ou se esqueceram. Lamentável, porque precisamos mostrar que o povo não é burro e que nós queremos sermos bem representados e atendidos.
        Eu só não faço campanha no YouTube porque não sou famoso (ainda), porque senão iria tentar fazer as pessoas acordarem. Também não iria fazer um V de Vingança 2 que nem citei acima kkk, mas pelo menos ensinar que as pessoas podem exigir melhorias. É só querermos e nos juntarmos. MAS SEM VANDALISMO, PESSOAL, PELA MOR DE DEUS!!!

    • Jucier_Mozzy

      "Às vezes eu queria ir na Câmara com uma arma e ameaçar eles a trabalhar."

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKK Calma, calma!!!

      Ficamos todos compadecidos com sua (nossa também, claro) indignação. Mas precisa medir as palavras… mesmo sendo este o melhor espaço atualmente para expressarmos nossos anseios, não pode esquecer que tudo que aqui digitamos é de acesso público.

  • rod_kenobi

    Foi uma boa entrevista, legal que a fox esta tomando atitudes para melhorar considerando que ela ja fez muita besteira. Quero muito que as series que pararam de lançar voltem, no caso da serie Angel eu acabei comprando as que faltaram pela amazon mais ainda tenho as series That´s 70 show e Buffy faltando temporadas.

  • Claudio Sid

    Parabens a FOX pela atitude de abrir as portas para nos colecionadores. E ao BJC pela entrevista e tudo que tem feito.

    Ja sabemos que as vendas de SW estão arrebentando, mas seria interessante saber como estão as venda no Brasil. Pois assim veremos que mesmo com o preço mais salgado o preço ainda pode ser considerado justo pela apresentação.

    Eu comprei o meu BOX aqui no Brasil pois achei o preço justo sim. Lógico… sou fã da SAGA…

    Será que teríamos acesso as vendas do produto nacional?

    Over…

  • gpieri

    Bela entrevista! Espero que eles continuem investindo nos colecionadores brasileiros cada vez mais. E que esses merdas do governo parem de passar a faca em nós!

  • bismak

    Buffy e Angel nunca terão suas continuações aqui, uma pena…

  • Diego Cabral

    excelente entrevista!!!!

  • leko017

    Muito boa a entrevista, pena que não temos previsão da Buff, adoro essa série.

  • chbossan

    Boa JC…
    Pelo visto a única maneira de continuar assitindo as series descontinuadas e recorrer a pirataria mesmo já que a propria distribuidora não tem interesse en lançar aqui. E essa historia de legendagem do Rock I, Rocky Balboa e Robocop, vai lá na internet num site q tem legendas, baixa, e insere no filme, grava na midia num bd-r de dupla camada e Voila, Blu-ray com legendas em pt-br..se quiserem eu mando pra eles..hhaaaaaa, as legendas já estão revisadas..

  • hugomaia100

    Excelente entrevista. Vamos ver se a Fox continua lançando edições legais para blu-ray com vem fazendo atualmente.
    E então Ruiniversal, vai continuar na mesma porcaria de sempre?

  • Será que algum dia conseguirei completar Buffy e Angel? Pelo visto não, né? Sacanagem 🙁

  • Francis_Mariani

    Sinto que o reconhecimento de mercado que nos cabe, já deixou de ser apenas um sonho…

  • felipegpm

    Nunca é tarde para se retratar dos próprios erros. Ponto para a Fox, sendo que esse lance de séries descontinuadas ainda é muito chão pra ser percorrido.

    Agora é questão do fator concorrência levar a um melhor tratamento das produtoras na satisfação dos seus clientes.

  • angelomx

    Muito boa entrevista, essa mudança de atitude da Fox pode ser a "luz no fim do túnel" do mercado de home vídeo nacional. Talvez em um futuro não muito distante as outras majors pensem um pouco mais no público que coleciona, que quer qualidade, e parem de ficar tentando enfiar produtos "meia boca" para o mercado.

  • viniciusmatos

    Primeira entrevista que eu vejo o executivo dizer "isso eu não sei", embora ainda seja um absurdo, já que foi no caso dos extras sem legendas. Como assim não sabe!
    Mas a entrevista de fato foi muito boa.

  • Wendelljbp

    Ótima entrevista, como podem ver quanto as séries descontinuadas, o Sr. Hegel já deu uma dica para que a Fox possa voltar a lançá-las, temos que mostrar as grandes lojas online (Saraiva, Ponto Frio, Submarino, Americanas, Walmart) que o público quer essas temporadas faltantes, assim elas irão questionar a Fox sobre elas, o que dará a Fox Brasil oportunidade de mostrar que há uma demanda e que isso viabiliza os custos de produção dos boxes das temporadas restantes. Convenhamos hoje em dia as lojas tem esse canal aberto com os consumidores através do twitter, Facebook e o e-mail, precisamos apenas mostrar que estamos esperando o lançamento para comprarmos (inclusive viabiliza os boxes que a fox já lança com as várias temporadas já lançadas (tipo Bones as cinco temporadas completas e até Buffy teve um box com as duas primeiras temporadas quando começou esse tipo de lançamento). Só depende de nós mostrarmos interesse.

  • SidneiNovais

    Entrevista com respostas acima da média, realmente. só falta eles lançarem os BDs sem as MALDITAS tarjas.

  • Pingback: Enquete especial: Que série você gostaria de ver relançada e com todas as temporadas disponíveis para compra? | Blog do Jotacê()

  • A mudança de pensamento que vem do Diretor de Mkt da Fox, nos dá esperança de que todas as majors cheguem a essa conclusão. Oferecer qualidade elevada à preços levemente elevados empurra a margem de lucro produto vendido para cima. Engraçado ver a mudança de mercado que ocorre no home video brasileiro, os colecionadores estão mandando nos produtores (fabricantes, distribuidores)e estimulando a melhoria dos produtos. Gostaria que isso ocorresse em todos produtos, assim todos sairiam ganhando no fim da cadeia produtiva.
    Power to the people!

  • Pingback: Vídeo – Blu-ray nacional de X-men: Primeira Classe – Edição Limitada | Blog do Jotacê()

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  • Primeiramente gostaria de dar os parabéns ao BJC pelo excelente trabalho e pela entrevista.

    Considero a entrevista muito boa em vários aspectos…Primeiro ela apagou aquela imagem ruim que tinhamos do Hegel Braga da primeira entrevista, eu que tive a oportunidade de conhece-lo pessoalmente, e constatar que é uma pessoa muito agradável e que sabe pra que mercado trabalha, já sabia disso, mas antes de conhece-lo o que tinha ficado, era aquela impressão da entrevista anterior. Segundo ficou muito bem claro que a Fox tem sempre o objetivo de trazer produtos de qualidade e quando não consegue, não é porque ela não quer.
    Outro ponto que gostei foi que a Fox assumiu que o estojo Slim foi um erro, e principalmente saber que ele não vai voltar nunca mais. A Fox sempre trouxe edições maravilhosas para o colecionador, como a edição da caixa bomba 24 Horas, as edições de cabeça(busto) do Planeta dos Macacos e Predador, e já na era do Blu-ray o Ovo Alien, e agora Star Wars e X-Men com suas belas edições…Parabéns ao BJC, ao Hegel Braga e a Fox…que a empresa continue sempre focada em trazer produtos de qualidade para seu público consumidor.

  • JESSE DZIEDZIC

    This surely makes perfect sense…