Dossiê do BJC – Executivos que “executam” nossas coleções

American_PsychoAcho que vocês se lembram deste episódio

Aposto que você, caro colecionador, sempre se perguntou “porque diabos as empresas de home video brasileira aprontam tanto?”. Uma suspeita foi que os executivos que tomam as decisões mais críticas não entendem direito o produto que vendem, tampouco o consumidor que adquire esses produtos (ou seja: nós). Primeiramente, com o intuito de demonstrar esta hipótese, reunimos neste artigo algumas das pérolas proferidas na imprensa por esses executivos que escolhem o que nós iremos (ou não) comprar. Depois, iremos descobrir que muitos desses executivos são oriundos de outras áreas, o que não é bom para nós colecionadores. Iniciemos os trabalhos então!

Caso nº 1: Blu-rays importados que “não têm legendas em nosso idioma

Em seu número 215 (Junho/2011), a revista VerVídeo, voltada ao mercado de locação, traz uma esclarecedora entrevista com dois executivos da Focus/Flashstar: o diretor comercial Alexandre Freire e o gerente de marketing Afonso Fucci. Nesta entrevista, vimos que esses executivos simplesmente não sabem que existem títulos importados em nosso idioma. Vejamos (os grifos são meus):

Ver Vídeo: Outra forma de crime que tem aparecido com mais frequência na mídia é que alguns locadores têm comprado e alugado Blu-rays importados. O que pensam sobre isso?

Freire Alexandre Freire: Não vejo até que ponto isso pode afetar nosso mercado, já que os Blu-rays importados não vêm com legendas em português. Talvez esse tipo de mídia possa funcionar com shows, mas para filmes duvido que tenha potencial, justamente pela legenda. Nenhum outro país coloca legendas em português brasileiro, pois o número de pessoas no mundo que entendem essa língua é muito baixo. O número de países que falam português não se compara ao número de países que falam inglês ou francês, por exemplo.

Fucci Afonso Fucci: Algumas locadoras já faziam isso com DVD e esse tipo de material tem público específico, que fala e lê fluentemente outra língua – o que hoje representa uma parcela ainda pequena. Não estamos defendendo essa política, afinal, não é um negócio legal, mas também não cremos que isso seja a razão por nosso mercado não estar indo bem.

O Sr. Freire demonstrou ignorância em dois campos. O primeiro é a força de nosso idioma. O Português possui mais de 240 milhões de falantes no mundo, estando no mínimo entre as 10 mais faladas. Mas este é o menor dos problemas; pior mesmo é ignorar que não só existem Blu-rays estrangeiros com legendas (e até áudio) em nossa língua, como também esses títulos são, na imensa maioria das vezes, edições superiores.

Esses dois não devem conhecer sites como o BJC e o Blu-rays Legendados, porque se soubessem a quantidade de filmes com legendas ou áudio em português vendidos na Europa e nos EUA, entenderiam que os Blu-rays importados são sim uma ameaça aos negócios das empresas onde trabalham (prestou atenção, Sr. Fucci?), caso estas não melhorem (e muito) a qualidade dos produtos que põem no mercado.

E antes que alguém avente a possibilidade desses dois senhores estarem praticando uma espécie de FUD no mercado (no popular: fingindo-se de tontos), o BJC confirmou que eles realmente não conhecem patavinas a respeito de Blu-ray. As trapalhadas com o Blu-ray de Akira são a prova cabal deste fato.


Akira sem áudio HD no Brasil: uma das maiores execuções que já sofremos.

Caso nº 2: A volta do Efeito Tostines

Na mesma entrevista do caso anterior, Alexandre Freire mostra que precisa entender melhor o consumidor que compra os produtos da Focus/Flashstar. Leiamos (mais uma vez, os grifos são meus):

Ver Vídeo: Como é definido qual título será lançado em Blu-ray também? Quais critérios vocês utilizam na hora da escolha?

Freire 2Alexandre Freire: Primeiro avaliamos o material que temos. O filme para ter potencial para Blu-ray deve ter sido gravado em HD, com qualidade de imagem e som.
.
.

Pergunta: Então por que, na hora de lançar um título com imenso potencial, a Focus me sai com um título sem áudio em HD e com inúmeros problemas na autoração?

Ver Vídeo: Como foi a aceitação do mercado em relação aos Blu-rays?

FreireAlexandre Freire: Eu esperava mais dessa mídia. As vendas não estão satisfazendo nossas expectativas, mas pelo que sei são números do mercado. Mesmo com preços mais baixos, como R$ 29,90, o consumo não tem sido como esperávamos. Se baixarmos mais ainda o preço, não teríamos retorno algum, então estamos engessados nesse ponto.

Então isso significa que investir no binômio “baixo preço-baixa qualidade” é um tiro no pé, conforme já discutimos em artigo anterior.  Aprendam senhores: produtos melhores têm margens de lucro melhores. O colecionador não procura preços baixos, mas sim preços justos e produtos de qualidade. Se não podem baixar mais os preços, passem a investir melhor no produto que vendem.

Caso nº 3: o Blu-ray que deveria ser quadrado

Não, meus caros. Não estou de brincadeira com vocês! Na VerVídeo 213 (Abril/2011), o presidente da Videolar, Phillip Wojdyslawski, veio com a seguinte preciosidade (grifos meus, como sempre):

Ver Vídeo: O que é observado, de um modo geral, é que muitas pessoas ainda não conhecem a capacidade e as diferenças do Blu-ray para o DVD.

Phillip Phillip Wojdyslawski: Eu já disse diversas vezes que o grande problema do Blu-ray é que ele é redondo e se parece com um DVD. Poderiam ter feito com o formato diferente, cor ou qualquer outra coisa. A pessoa precisa da referência da mudança. Se o Blu-ray fosse quadrado, por exemplo, isso sim seria mais palpável. Até a pessoa perceber que o que existe é uma diferença na qualidade, na capacidade e no conteúdo, demora. Afinal, a mudança não é tátil, perceptível assim, só no toque.

Desculpe ser chato, Sr. Wojdyslawski, mas existe sim um diferencial físico no Blu-ray: o estojo! Sim, aquele que é azul, menor que um estojo de DVD, tem um logotipo prateado estampado e que é fabricado pela empresa que o senhor comanda!

O problema na adoção do Blu-ray é que o cidadão comum está satisfeito com a qualidade do DVD. Mesmo que o Blu-ray fosse no formato de uma banana, o consumidor leigo ainda compraria o DVD porque ele está acostumado com o formato e porque não precisa investir em novos equipamentos. Simples assim.

quico Rá! Rá! Rá!

Caso nº 4: Universal e as enchentes

27 de Abril de 2010. Casa Petra. Local da cerimônia de entrega do VI Prêmio Destaque Jornal do Vídeo/Microservice, a maior premiação do mercado de home video brasileiro. Durante a cobertura do evento, tivemos uma hilária entrevista com o Diretor de Marketing da Universal, Marcelo Bermudez, onde este executivo afirma que as enchentes são um fator que necessita ser avaliado nas decisões da empresa. Vejam a entrevista a seguir (detalhe para o cinegrafista mais preocupado em filmar as belas moças ao fundo do que o próprio entrevistado):

Quer dizer que são as enchentes que fazem a Universal não lançar Tropa de Elite em Blu-ray até hoje? Foram as chuvas que levaram o disco de extras da edição em Blu-ray de Gladiador? Quem sabe as águas de Março lavaram o texto da lombada do BD de Arraste-me para o Inferno. Como se dizia antigamente, “desculpa de aleijado é muleta”, Sr. “Permudes”!

Caso nº 5: Executivos que nunca trabalharam com home video

Deixem-me contar uma história primeiro. Em 1983, John Sculley, então presidente da Pepsi, foi convidado por Steve Jobs para se tornar presidente da Apple. Acostumado a vender refrigerante, Sculley tentou utilizar as mesmas técnicas para vender computadores. Resultado? Dez anos depois, após quase ter levado a Apple à falência, Sculley é apeado do cargo. Moral da história: se você entra em outro mercado, precisa entender o produto e seu consumidor.

O nobre leitor pode estar pensando onde este colunista deseja chegar. Calma, já explico. Vários dos executivos das empresas de home video brasileiro são egressos de outras áreas. Alguns exemplos:

  • Marcelo Bermudez: conforme se vê em seu perfil no LinkedIn, o homem das enchentes trabalhou antes no Santander e na Natura;
  • Hegel Braga: o diretor de marketing da Fox foi diretor de operações das Revistas Coquetel (Ediouro), como se vê no perfil do LinkedIn do executivo;
  • Manoela Daffre: a nova gerente de marketing da Universal é egressa do marketing esportivo, como se lê na revista Jornal do Vídeo nº 319;
  • Tatiane Olivieri: na Jornal do Vídeo 319 também descobrimos que a nova gerente de operações da Universal trabalhara anteriormente na HP e no Unibanco.

Novos funcionários da Universal vieram de outros mercados. (fonte: Jornal do Vídeo nº 319)

Compreendam: a intenção aqui não é reclamar por reclamar. O fato desses executivos terem vindo de outras áreas de atuação não é, por si só, um demérito. Em tese, nada impede um recém chegado ao segmento de home video de fazer um bom trabalho, assim como um executivo que está há tempos neste mercado não necessariamente acertará sempre (Afonso Fucci trabalha há 18 anos na Flashstar, por exemplo). Experiência é algo sempre bem-vindo em qualquer profissional. O problema é quando se confia demasiadamente na experiência adquirida em outras empresas e se esquece de estudar as nuances deste novo mercado onde trabalharão.

Isso porque o mercado de home video tem características únicas que o torna distinto de outros mercados. O público que consome este tipo de produto tem exigências específicas, é bem informado e não tolera desrespeito. Confundí-lo com consumidores de outros produtos pode significar tomar decisões erradas que podem atrapalhar os negócios da empresa, como John Sculley fez na Apple. A Universal e sua demora em entrar com força no mercado de Blu-rays que o diga.

Portanto, senhores e senhoras que ocupam cargos importantes nas produtoras, distribuidoras e replicadoras, não encarem este artigo só como uma crítica, mas também como um conselho. Nós do BJC batemos sempre na mesma tecla porque achamos que existe sim espaço para melhora e são vocês que tomam as decisões. Não se esqueçam que, com o ocaso das locadoras, os colecionadores seremos a base sobre a qual as empresas onde vocês trabalham se sustentam. Então, não se esqueçam de nós.

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Edições especiais em Blu-ray de clássicos do cinema recomendadas pelo BJC
(todos com legendas e áudio em português brasileiro):

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Sobre o autor

Alexandre Prestes era rato de locadora nos anos 80 e nunca se animou a comprar VHS por ser uma mídia de baixa durabilidade. Fã incondicional da boa música, iniciou em 2003 sua coleção com DVDs musicais; só a partir de 2005 passou a comprar filmes e séries. 2009 foi o ano no qual começou a colecionar filmes em Blu-ray, sendo um entusiasta do formato. A coleção continua crescendo (e o espaço diminuindo), cada vez mais a favor de títulos com maior qualidade técnica e fartura de material adicional.

Comentários (68)

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  1. Leo_Spanghero disse:

    Sinceramente? Nem sei se tenho algo a comentar. É de uma mediocridade tão intensa que não sei se qualquer comentário pode acrescentar algo. Esses Zé-cutivos não conhecem um BD, não sabem nada de aspect ratio, ignoram o potencial do mercado brasileiro (leia-se colecionador brasileiro) e todo e qualquer outro tipo de aberração do mesmo nível! E os caras nem se tocam a respeito do número de importações feitas hoje em dia. É vergonhoso e, tenho que afirmar com muita tristeza, praticamente irremediável!

  2. HCesconeto disse:

    O grande problema desses executivos, é não saberem o que estão vendendo e para quem estão vendendo, como dito no post, muitos deles vem de outras áreas, e nunca foram fazer uma pesquisa no google sobre os consumidores brasileiros de home video, por que com certeza encontrariam esse e outros sites que falam a respeito do assunto, infelizmente nos resta torcer para um dia alguém assumir alguma empresa e mostrar o diferencial que falta ao mercado, fazendo as outras produtoras correrem atrás.

  3. Simon_Elessar disse:

    Ri demais. Mas ri para não chorar.
    Lamentável ver a que tipo de pessoas estamos submetidos para mantermos nossas coleções.
    É triste ver o nível de conhecimento de mercado ( ou no caso, ausência dele ) que essas pessoas têm.

    Sem mais.

  4. FelipeCassius disse:

    Alguém manda isso pra Disney Brasil, numa boa. Ajuda eu

  5. lordfeudal disse:

    Nossa isso dá muita raiva, Eu sempre gostei de filmes, Sempre escolhi o Home Vídeo ao invés dos games, Eu ainda tenho o meu video cassete aqui e do lado dele está o meu Blu-Ray Player.
    Ai você vê entrevistas de diretores da Home Video Brasileira que não sabe patavina do produto que vendem, Você chegar a falar que o BD deveria ser quadrado é ser muito ignorante e arrogante com o SEU publico.
    É uma pena que a Home Vídeo está nas mãos de tais pessoas.

  6. ana_szaz disse:

    É triste saber que o home vídeo nacional está nas mãos de pessoas que não têm a mínima idéia do que estão vendendo e muito menos pra quem estão vendendo.
    Não tenho nem o que dizer, a não ser que lamento muito.

  7. Rafael_C. disse:

    Os executivos no nosso país não entendem NADA do mercado de home video para nós colecionadores. Um exemplo é o lançamento do box da trilogia Piratas do Caribe simpléx. Pq a porra da Disney não coloca os DVDs bônus, já lançados, como extras dos BDs ao invés de lançar um box mutilado? E pq a Imagem Filmes não lança os seus filmes em 3D como no caso de Piranhas e Gnomeu e Julieta? Será que é má vontade ou falta de dinheiro disponibilizar um produto com o mesmo conteúdo lá de fora? Eu vou importar meus BDs quer tenham legendas ou não, pois tô cansado do descaso e falta de respeito com nós colecionadores!!!

    • lucasmouraobr disse:

      Exato!! Boicote neles!!! Comigo agora é assim: ou importação (quando for um filme predileto) ou no The Pirate Bay. E não me venham com lições falsas de moral contra a pirataria, porque como a matéria evidencia, esses senhores executivos não dão a mínima se estamos satisfeitos ou não com o lixo que eles nos vendem contando que nós continuemos comprando. Eles não entendem nada, não querem entender nada e só querem ganhar o seu dinheiro. Da maneira mais fácil que for possível, ok? Pra eles o que vale é a Lei do Menor Esforço… ¬¬'

  8. VagrantBRA disse:

    Sinceramente é difícil ter esperanças. Depois de ter visto o DVD de tropa de elite 2 mais caro que o BD numa americanas de tijolo, nao falo mais nada. Poderia até ter o mesmo preço, mas 29,90 contra 19,90 numa prateleira lado a lado? Se o consumidor for burro igual os zé cutivos tao achando ai, capaz de levarem o BD errado sem ter o player só pelo preço (aff). Não adianta, é um relaxo atrás do outro, só quem não tem cartão internacional ou um amigo supimpa que fica refém do mercadinho brasileiro com suas bananas passas.

    O que dizer de Nárnia 3? Olha as edições nacional e USA, não tem comparação, e a USA sai mais barato que a nossa… mesmo sendo taxado acho que empatam os valores… Dar desculpa do mercado, da enchente, dos impostos já nao cola mais, as pessoas que gostam de qualidade e boas edições compram sim BDs, fazem uma economia pra trocar de TV e instalar um HT, sei lá, sempre teremos pessoas suficientes pra sustentar o mercado, desde que elas sejam tratadas como gente.

  9. RML7000 disse:

    Puxa! na hora da entrevista nem aprestei atenção no que o cara falava….depois saquei que era uma tática para a gente não prestar atenção nas gafes dele e sim nas moças!!…kkkk

  10. EmersonMH disse:

    Quando a gente lê isso, parece que é piada. Mas o pior é que não é!

    Esses são os nossos executivos de home vídeo…=/

  11. Thiago Augusto Nogueira disse:

    A função de um executivo é executar, já diria uma canção do Nelson Jacobina.

    A questão da língua levantada pelo Alexandre Freire é uma bobagem sensacional. Não importa se mundialmente temos 10.000 ou 1000 falantes em portugues. Basta uma pessoa para traduzir uma legenda de um filme que vai favorecer vários. A politica de outros paises, acrescentando legendas diversas, é justamente aumentar o escopo de vendas. E, guess what, funciona. Olha nós comprando mais na gringa do que aqui.

  12. fabianonf disse:

    por causa desses caras é que eu passei a me preocupar em saber se o BD tem legendas em ingles HoH.

    só isso me basta. assisti RED assim e foi tranquilão …

    parabéns aos zé-cutivos … o problema é do povo que não compra. eles fazem tudo certo.

  13. gpieri disse:

    caramba.. vou mudar pro japão o mais rápido que eu puder. essas gafes do brazil são toscas, mesmo com o exemplo do box ovo, e da moto exterminadora eles não se empenham em lançar edições melhores, aposto que se fizessem um lançamento de um steelbook ele vendia feito agua.

    a warner bem que tenta(va) com o vento levou, magico de oz e doutor jivago.. mas custando 150 reais não dá. se vez ou outra da pra comprar um gift set ultimate por 27 dolares?

    quem sabe um dia o brazil acorde e tenhamos edições de colecionadores dignas de sites e colecionadores estrangeiros.

    mas quanto ao senhor fucci eu não ouso levantar uma palavra contra ele. ja li varias entrevistas com ele e sei que ele lê o bjc e sofre pra lançar os produtos que lança. ele ainda por cima me respondeu um e-mail que mandei para ele, e em menos de 24 horas.

  14. rvarotto disse:

    Resumindo: só matando…

    P.S.: Alexandre, acho que eu compraria um BD em formato de banana ;o)

  15. Marinho disse:

    Blu-Ray quadrado.

    Depois dessa, temos que comprar importados, não dá mais.

  16. CarlosLanca disse:

    eu dou os parabéns a estes zé-cutivos mencionados por terem tão baixa competência e conseguirem alcançar altos cargos em empresas multinacionais.

    quisera eu ser tão ignorante assim e ser presidente ou diretor ou gerente.

    essas pessoas pararam no tempo e nao percebem que o mercado brasileiro evoluiu e que o concorrente não é mais local e sim global.

  17. cura2 disse:

    Eu sei qual o nome que se dá e esses cargos ….Q.I/PEIXE/AMIGO do AMIGO…….

  18. Dakir disse:

    Primeiramente, parabéns pela matéria de qualidade!! Segundo, eu não sei se choro ou se dou risadas e gargalhadas por aqui… O que é isso meu Deus do céu?!?!? É profundamente lamentável… O que foi a entrevista do Bermudez??? Credo…

  19. Fabio220 disse:

    Bluray retangular deve servir no video cassete…

  20. matheudasilva disse:

    PARABÉNS pela matéria.
    Fico aqui pensando se a Presidência das Distribuidoras (as que têm) na América Latina/Sul sabem desses fatos, se isso também chegou aos ouvidos dos respectivos diretores dos filmes.
    Essa matéria, e tantas outras, deveriam ser eleboradas também em Inglês e enviadas aos respectivos e-mails dessas pessoas, para que haja maior repercussão.
    Sds

  21. afdavid disse:

    Simplesmente EXCELENTE matéria!

    São indivíduos que, hora por ganância, hora por descaso, ignoram completamente as características do que vendem, contanto que vendam.

    Mais uma vez o BJC mostrando que não é um blog de promoções, e sim de colecionadores!

  22. JulioHSM disse:

    Excelente post. Serviu para escancarar os "Inimigos" que nós colecionadores temos que enfrentar, além dos impostos abusivos, serviços postais decadentes e lojais virtuais que não respeitam o consumidor. Isso está parecendo coisa de 300, Leônidas contra o exército de Xerxes, Davi contra Golias, etc. Precisamos estar cada vez mais unidos para vencer a todos eles.

  23. jamesedwart disse:

    Parabéns pela matéria
    realmente chega ser trágico o nosso mercado home vídeo, eu dei muita risada com o fato do povo não saber das legendas em PT-PT ou PT-BR nos filmes impordados, realmente mostra a santa ignorância da maioria.
    Agora o blu-ray quadrado?? realmente ele nem sabe como funciona um leitor de blu-ray.

  24. ArthurOtaku disse:

    Tópico bem troll e "dono da verdade" (sabem de tudo, até leem mentes), bem típico de blog do jotacê, mas o pior é q tudo é verdade. O problema é q duvido q esses caras ou outros ligados ao home video voltem a dar algum tipo de entrevista ao blog novamente

  25. José Marcelo disse:

    No fundo temos um cruzamento muito estranho: ZECUTIVO X PUBLICO BOCA DE PORCO.

    Isso dá uma total falta de respeito com o consumidor.

    Outra coisa que eles não pereceberam ainda é que existem consumidores normais e colecionadores. Esses dois públicos são totalmente diferentes e tem exigências diferentes.

    Nós colecionadores não estamos interessados apenas em preços baixos, nós queremos é qualidade; porisso importamos o que DESEJAMOS!!!!!

    Acordem bando de ZE RUELAS…….

  26. BelotoCabral disse:

    "O Bu-ray deve ser quadrado", "Não há BDs legendados"…. Minha nossa…. Se bem que isso explica um bocado! HAHAHAHAHA!!!

  27. Esses zé-cutivos (já aderi o termo) deveriam dar toda a atenção ao que vendem e aos que compram o que vendem. Mas não. BD quadrado para a diferença se mostrar visível?? Eles não estão lidando com acéfalos.

  28. rafamn disse:

    Olha sinceramente, se por um lado temos pessoas sem senso dirigindo coisas que não deviam, temos ''jornalistas'' que não perguntam… E isso também é muito chato.

  29. William_Thacker disse:

    Se algum desses desavisados entrar nesse site quero que saiba o que eu quero.

    Bd lançamento por um preço justo, o Permutes (?) disse que 29,90 é o preço que conseguem chegar, nós sabemos que não (vide as promoções de Tropa de Elite 2), mas que seja 29,90 então, mas trazendo o tratamento mínimo de colecionador: extras legais (legendados é claro!), luva (é aquele papelão com a capa do bluray em relevo e brilhos e tal, vide Homem de Ferro 2), som HD, formato de vídeo original. Isso é o mínimo! A dublagem é um plus necessário para ampliar o target, crianças e idosos.

    Sugiro que façam o teste. Lancem um bom título dessa forma e vejam o que acontece.

    Nota: Tropa de Elite foi lançado a 29,90, é o bd mais vendido do Brasil. Meu chefe, que ainda não tem bluray player e nem tv hd, é um workaholic que comprou o BD Tropa de Elite por 19,90 faz uns 04 meses…

  30. PhalanX disse:

    Faltou só a trilha sonora de circo/comédia pra acompanhar a leitura das declarações "muy inteligentes" dos nossos ilustríssimos engravatados…

  31. Jucier_Mozzy disse:

    O chato não é o fato de termos esses Zé-cutivos no comando das distribuidoras… O chato é perceber que as matrizes dessas distribuidoras (fora do País) não veem potencial no mercado brasileiro de home video… não fosse assim, colocariam profissionais mais qualificados para representar suas filiais.

  32. edgarigor disse:

    Escrevendo tardiamente, mas queria comentar uma coisa com vocês sobre a "crise" que o Bermudez falou no vídeo. Dois casos:

    - Na crise de 29, houve a era de ouro do cinema porque o povo queria se distrair assistindo filmes;

    - Na crise de 2008, as empresas de bebida venderam p/ caramba porque o povo queria esquecer os problemas. Um amigo meu da Ambev disse que faltou cerveja.

    Ou seja, só existe crise p/ empresa que pensa pequeno.

  33. Sandro_Rocha disse:

    Blu-Ray Quadrado? Então a culpa é da Sony, que resolveu tirar o cartucho que protegia o disco… :D É cada uma que a gente escuta.

  34. Marcelo_AF disse:

    Ótima matéria! A realidade é terrível e sim, o mundo é assim mesmo…triste. Hehehe

    Agora, devo comentar sobre o "Caso nº 3". Colecionadores no meu meio, amigos, parentes, são raros, ou seja o restante é o típico telespectador, comprador ocasional,ou mesmo alguém que passa a amar um certo filme e deseja tê-lo em sua mini-coleção… embora generalizando, há uma certa razão na opinião do cidadão da Videolar, pois de TODOS esses ocasionais que conheço, praticamente nenhum sente diferença entre BD e DVD, alguns ainda me dizem que é tudo DVD, ignorância, talvez, mas a verdade é que nós somos a exceção, a maioria não liga se o vídeo é interlaçado, progressivo, se tem formato de tela correto, então sim, se o BD fosse "quadrado" acho que mais gente compraria, por ser uma novidade visível, da mesma forma que muitos compraram TV de LCD quando lançaram por serem finas e não por terem mais qualidade de imagem, acreditem, eu já vi. Gente, lembrando que isso não se aplica a nós, ok?

  35. [...] Leia também | Executivos que “executam” nossas coleções [...]

  36. bbebianno disse:

    A maior resposta pra eles são as minhas compras desse mês. comprei mais ou menos uns 30 blu-rays de filmes. e 28 eram da Amazon. falar o que!!! Ahh, todos eles com edições bem superiores que as brasileiras( Isso quando tem edições no Brasil) e todos com pelo menos legendas em pt-br, muitas das vezes audio e legenda

  37. Mikesbr disse:

    Ridículo! Eu coleciono sim, mas não abro mão do programa que é ir até a 2001 numa sexta-feira a noite, depois do trabalho, pra ver os lançamentos que chegaram. Ter todos títulos disponíveis pra alugar e depois comprar se for do interesse. Conversar com os atendentes e ver suas opiniões. Creio não ser o único colecionador que se aventura em locadoras pelo prazer de ir. O fato de colecionar não exclui a locadora do meu hobby. Brasil e suas práticas comerciais, é vergonhoso em todas as áreas! Felicidade é a expectativa de ver chegar logo minha edição tripla de Black Swan, com o meu "box de bombons" do Forrest Gump que o Amazon já postou. Run Forrest Run!

  38. [...] quem não entendeu a imagem: clique aqui (leia caso nº [...]

  39. [...] o formato é parecido? Só se for no tamanho físico. É, definitivamente o Blu-ray deveria ser quadrado! Terceiro, não há grande impacto na mudança? Só fala isso quem nunca comparou DVD com Blu-ray. [...]

  40. jefferock disse:

    haha! li isso agora! adorei o post!

  41. [...] Brasil permanece até abril, sendo posteriormente dispensada (salvo um ou outro executivo). O homem das enchentes não deverá estar entre os poupados.Isto é um indicativo de que a Paramount provavelmente [...]

  42. [...] das hipóteses. Na melhor, tremenda incompetência.Leia também:Blu-ray: novo formato, velhas maniasDossiê do BJC – Executivos que “executam” nossas coleçõesOs 5 pecados dos Blu-rays das produtoras independentes no BrasilPara começar, você pode estar se [...]

  43. Dan Silver disse:

    Post FODAAA!…sem + ( Um FATALITY na KRA-DE-PAU desses AVENTUREIROS do Home Video do nosso Brasil-sil-sil!!! )

  44. Vinicius Marinho disse:

    É só não comprar essas merdas lançadas por aqui e pronto! O problema é que compram, se aparecesse uma promo 3 por 2, pronto, o povo vai lá e compra. Então tem mais é que fuder consumidor panaca! amanhã bjc vai postar que essas porcarias estão em 5 por 3 no submarino e o povão vai lá encher o carrinho com esses lixos capados, então vai continuar tomando na rabeta! enquanto isso, compro os meus lá fora! com a qualidade que merecem.

  45. "É só não comprar essas merdas lançadas por aqui" como se todo mundo tivesse cartão de crédito internacional…

  46. "É só não comprar essas merdas lançadas por aqui" como se todo mundo tivesse cartão de crédito internacional…

  47. Art'escrita disse:

    "Aprendam senhores: produtos melhores têm margens de lucro melhores. O colecionador não procura preços baixos, mas sim preços justos e produtos de qualidade. Se não podem baixar mais os preços, passem a investir melhor no produto que vendem."

    Falou por muitos de nós, garanto.

    Eu, confesso, já estou quase desistindo do mercado home vídeo nacional. Os filmes baseados nas HQs Marvel e DC me inspiraram a colecionar DVDs e, até o surgimento do Blu-Ray, era muito feliz com minhas edições compradas. No geral, por pior que o filme fosse, nos extras eu encontrava algo que me interessasse. Mas chegou o Blu-Ray e houve a divisão de extras, reduzindo o DVD e "inundando" o Blu-Ray de conteúdo adicional.

    Reclamo porque acho que, como consumidor, mesmo que do DVD, eu merecia uma edição mais caprichada. Agora estou passando pro Blu-Ray, e até no Blu-Ray os extras começam a se tornarem vergonhosos.

    Está ai a edição em Blu-Ray de OS VINGADORES como exemplo.

    Filme que rendeu um retorno financeiro gigantesco, e parece que nada desse retorno foi investido nas versões caseiras do filme.

    Lamentável.

    Hoje eu estou firme em minha posição de deixar de lado os filmes do MARVEL Studios, e o Blu-Ray HOMEM DE FERRO 3 não se encontra em minha prateleira. E lá não irá ter lugar, a menos que alguém me presenteie, enquanto estiver com aquela capa RIDÍCULA, a quantidade de extras RISÍVEIS e a luva faltando.

    Caro demais pelos quase R$ 90,00 cobrados na versão 3D. To passando.

    Por sorte a DC, a exemplo de DVD e Blu-Ray de The Dark knight Rises, tem mandado bem no seguimento. No material desta casa ainda continuo a investir.

  48. Por isso que TODOS os lançamentos da Focus são um lixo total!

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