Coluna do Fonseca: Namorados

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É muito comum aqui na nossa comunidade de colecionadores ouvir relatos de namoradas ou esposas que censuram o hobby de colecionador de muitos colegas. Nunca ouvi histórias inversas. Acredito que a maioria das mulheres colecionadoras não sofra com isso tanto quanto os homens. Afinal, a maioria dos homens sempre achará demais mulheres que tenham gostos e atividades que se assemelhem aos seus. E é fato que o mundo colecionístico tem uma predominância de homens. Mas como sempre, apesar de adotar aqui uma visão masculina, espero que as mulheres também possam se identificar.

Pra começo de conversa, se você tem uma namorada ou esposa, é um cara de sorte. Porque apesar de aparentemente TODO MUNDO estar comprometido hoje em dia, ainda existem solteiros. E não estou falando de pessoas que estejam solteiras no momento. Falo de pessoas como eu, que sempre foram solteiras. Por mero acaso (que é no que prefiro acreditar), jamais namorei. E é justamente por isso que fico ainda mais triste e muitas vezes bravo quando ouço relatos de colegas colecionadores que têm seu hobby e paixão questionados, boicotados e/ou censurados pelas companheiras. Que tipo de relação é essa? Onde está a parceria que sempre imaginei vir com um namoro? Não sei se é apenas minha visão romântica e idealista falando, mas acho difícil enxergar um namoro com alguém que mesmo que não tenha algumas das mesmas paixões, ao menos respeite as minhas. E idealmente, mostre interesse por elas simplesmente porque me interessam. Porque quando gostamos de alguém passamos a gostar de (quase) tudo na pessoa. E algo que jamais passaria por nossas cabeças, como colecionar DVDs, passa a ser algo encantador. Parece-me um efeito inevitável da afeição. Quando nutrimos isso por alguém, passamos também a nutrir esse sentimento pelos gostos da pessoa amada. Ou ao menos a vontade de fazer parte daquele mundo particular, para que possa ser mais uma coisa em comum entre os dois.

A menos que você esteja comprometendo o orçamento familiar, não vejo motivo para que uma esposa questione o seu hobby. E como quase todos que estão por aqui levam o colecionismo muito a sério e com muita paixão, realmente não vejo motivos para que isso aconteça. Não consigo conceber que alguém que nos ama não apóie nossas paixões e não demonstre interesse nelas. Mas por favor, não estou aqui para dizer que você tem uma relação disfuncional ou que deveria conseguir alguém melhor. Não estou aqui para encorajar separações, longe disso! Gostaria de fazer exatamente o contrário. Tentar encontrar conciliação.

Se você é colecionador e tem uma parceira ou parceiro que pega no seu pé por causa disso, tente conquistá-la. É justamente por ela não entender essa sua atividade que isso é necessário. Se essa compreensão não surge de forma espontânea (o ideal), cabe a nós provocá-la. Você deve mostrar o quanto isso é importante, o quanto isso lhe deixa feliz. Porque duvido que alguém que o ama menospreze algo pelo qual você é genuinamente apaixonado. Se sua parceira não entende o colecionismo, mesmo assim ela deve gostar de alguns (ou muitos) filmes e séries. E sendo colecionador, as chances são boas de que você tenha algum título que ela goste em sua coleção. Pois é justamente esse o primeiro que irá apresentar a ela. Mostre a edição, conte sua história, coloque no player e faça uma sessão. Comece com o que você sabe que ela irá apreciar mais e vá seguindo para aquilo que você sabe que, ao menos no momento, é uma paixão apenas sua. E fale com ela da mesma maneira empolgada e orgulhosa que escreve aqui nos nossos comentários e no nosso fórum. Compartilhe a sua alegria com ela e mostre que quer que ela faça parte desse seu mundo, que também quer compartilhar essas alegrias com ela. E isso não é um ato, é a mais pura verdade. Que colecionador não sonha com uma parceira ou parceiro com quem possa compartilhar essa paixão?

Se você sabe que ela tem um filme pelo qual é apaixonada, mas que você não possui, considere isso na sua próxima compra. Muitos aqui ganharam de presente o seu primeiro VHS, DVD, Blu-ray. E veja onde chegaram! Sem dúvida o mesmo pode acontecer com sua amada. Não posso dizer por experiência, mas parece-me que mesmo que o casal seja composto por pessoas bem diferentes, há alguns pontos-chave em comum. Se nem tudo é compartilhado pelos dois (e dificilmente será), ao menos deve haver compreensão e respeito. Pois sem isso, de que adianta?

Se você tem uma namorada, é um cara de sorte. Ter alguém com quem compartilhar seus pensamentos, suas paixões, sua coleção. Temos amigos, temos família e tudo isso é muito importante. Sou muito feliz por contar com ambos em minha vida. Mas há um cantinho que acho que só uma namorada pode preencher. Vejo isso nos meus colegas enamorados. É uma cumplicidade diferente, um bem querer diferente. Acho que todos nós precisamos dessas três coisas: família, amigos e uma companheira. No dia de hoje celebra-se a terceira. Lembre-se que a iniciativa sempre parte de alguém. Se o outro não demonstra interesse, ou pior, despreso, vá até ele. Estenda sua mão e puxe para perto de você. Você merece. E ela também.

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Categorias: Artigos

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Sobre o autor

Felipe Fonseca começou sua amada coleção de DVD em 2002. Desde então vem cultivando sua coleção com muito carinho e sempre buscando qualidade de som e imagem, assim como belas embalagens sempre que possível. Entrou para o mundo do Raio Azul em julho de 2010, com a épica compra do seu PS3. Para ler mais textos do autor sobre os assuntos mais variados, acompanhe o Site do Fonseca.

Comentários (52)

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  1. hellenitavcdvd disse:

    Nossa Felipe, nem vou comentar sobre o lado "colecionador", só quero dizer, AMEI O TEXTO!!!!

    Nem concordo 100% com tudo…. mas Amei mesmo assim. :)

  2. Jotacê disse:

    Já disse no Twitter e repito aqui pra ficar registrado: melhor Coluna do Fonseca até agora DISPARADO. Texto sensacional e até emocionante eu diria, parabéns Felipão! :D

  3. Dazan_Tiga disse:

    Eu sempre falo pra minha esposa: Eu podia estar, roubando, matando, me prostituindo… Mas eu estou aqui humildemente colecionando meus filmes. kkkk
    Brincadeiras à parte, muito bom o seu texto, muito legal mesmo. Parabéns Felipe.

  4. tavaresbe disse:

    Caramba…Felipe ainda consegue me surpeender…

  5. Leonardo Ferraz disse:

    Se eu fosse mais emotivo, estaria derramando lágrimas de emoção….
    só um instante (pegando lenço de papel)…

    Mas realmente é um grito de reconhecimento que fica entalado na garganta de colecionadores solteiros. Sempre quando me vejo interessado em uma garota, umadas primeiras coisas que me passa pela cabeça é se ela vai entender meu lado nerd ou colecionador de ser. Afinal, chegar e mostrar uma imensa coleção, pode ser intimidante

    "oi gatinha, quer ir lá em casa ver minha coleção de filmes e séries?"

    O que ela pensaria ser uma cantada velha e batida, se torna simplesmente um fato ao ver a estante abarrotada.

    Acho que um dos principais motivos de solteiros colecionadores (ou colecionadores solteiros) continuarem solteiros é esse medo de rejeição por causa de nossas paixões. Se a família, que praticamente convive com a gente e te conhece a fundo, muitas vezes não entende, o que pensar de alguém que nunca te viu na vida?

    Não é apenas coleçôes de filmes e séries, mas também Action Figures, selos, moedas, etc. Somos excentricos por opção e achar uma companheira (ou companheiro, dependendo da situação) é como ganhar na loteria.

    Ou achar aquele item promocional no fundo da prateleira e descobrir o brinde super raro que sempre quis.

  6. Browne2011 disse:

    bacana o post. de fato, os colecionadores sofrem um pouco a pressão, as vezes gratuita, para não gastarmos tanto dinheiro com filmes…. é algo viciante mesmo, essa é minha droga. e cada um tem seu argumento para convencer sua companheira. rs
    show.

  7. ana_szaz disse:

    Gostei muito do texto e da forma como vc expôs a sua opinião. Como disse a Helena, não concordo 100%, mas gostei muito!
    E só pq vc falou que não conhece nenhuma mulher que já sofreu com isso, cá estou pra provar o contrário!

  8. bigodinhos disse:

    Puxa vida, que prazer ler isso, Felipe! Muito bom mesmo, concordo plenamente com o texto!

  9. Dazan_Tiga disse:

    Agora sério, tenho 36 anos e estou casado desde os 23, nesse tempo minha esposa nunca entendeu nenhum dos meus hobbys (Cinema, DVDs, BDs e games). E é complicado, mas acabo colocando na balança todos os aspectos positivos e negativos, e graças à Deus as qualidades ainda ganham. Num relacionamento ambos têm de ceder mas com limites e reciprocidade. É muito difícl achar alguém que será sua cúmplice em TUDO, mas tendo respeito já é um grande passo.

  10. iLUSTRAcaio disse:

    Uau. Parabéns, Felipe.
    Concordo com o JC. Essa é uma das suas melhores colunas, o texto está mesmo excelente e emocionante.

    Do contrário de alguns comentários aqui, eu concordo 100% com a sua opinião, seu ponto de vista e seus conselhos para aqueles que têm uma companheira que não compreende o hobby e a paixão que é o colecionismo.
    Fico feliz em saber que minha namorada não só compreende como compartilha toda a emoção e todo o meu amor pela minha coleção e meu hábito de comprar filmes e o que quer que seja. Acho até que, nesse ponto, a coleção já chega a ser conjunta. E acho que toda relação deveria ser assim, com respeito mútuo e – por que não? – paixões mútuas e compartilhadas.
    Parabéns mesmo pelo texto. Gostei bastante. (:

  11. Samantha disse:

    Adorei o texto,faz um tempo que estou solteira e adoraria encontrar uma pessoa que admirasse e respeitasse meus hobbies e participasse deles,seria ótimo unir duas coleções,trocar opiniões sobre os filmes e tudo mais.Hoje mesmo postei no Twitter que queria um namorado “nerd” e fofo…Meus sentimento aqueles que não tem suas coleções e manias compreendidas!!!!

  12. hipercelo disse:

    Parabéns, Felipe! Cada semana você melhora mais seus textos!!!

    Sobre namoradas, é só procurar! Não pense que todos estão comprometidos. Tem muita menina procurando alguém por aí!

    Como minha namorada está viajando hoje, comemoro a aquisição das minhas primeiras PRATELEIRAS!!!

    Sim! Agora vou poder ver meus BDs, os quais também são meus "amores"…

  13. zambello disse:

    Que coincidência Samantha,também estou solteiro e procurando uma namorada "nerd" e fofa para compartilhar minha coleção de dvds.Ainda mais se for gata como você então,aí sim é como ganhar na loteria!

  14. jorgeduete disse:

    Felipe, primeira vez que escrevo no jotacê. Tenho 30 anos, sou policial militar e também nunca namorei. Coleciono desde os 15 anos (quadrinhos que, por falta de espaço, doei pra uma sebo que fez parte da minha infância). Já dvds, blu-rays e games começei por volta de 2004. Hj tenho quase 1000 itens. Me identifiquei com seu texto, principalmente no que se refere a mulheres. Saio com mulheres, porém nunca tive um relacionamento sério, acho que sou egoísta, dou mais valor ao material (minha coleção) do que a um relacionamento afetuoso, porém imprevisível. Por isso, sendo bem sincero, costumo frequentar as chamadas "zonas" (rsrs), o que eventualmente me satisfaz. Mas é inegável que às vezes realmente dá vontade de ter alguém ao seu lado que te compreenda e tenha mais ou menos afinidade com seus gostos pessoais. Vc não está sozinho, meu caro. Espero que encontre uma pessoa pra vc.

    • Rafael Poggi disse:

      caraca, Jorge, deu a cara a tapa aqui, hein! parabéns! E agora um coselho: seja menos materialista. Abra seu coração! Certamente tem alguém ai fora para você e que vai, se não compartilhar, ao menos entender seu colecionismo e seu lado Nerd!

  15. hellenitavcdvd disse:

    Mas olha só, será que o Blog do Jotace tbm vai virar cupido, corações se unindo aqui… :)
    Pra quem não entendeu espiem os comentáriosda Samantha e do Zambello. :D

  16. AndreTheHutt disse:

    Otimo texto e otima sacada com a foto do "Harry & Sally – Feitos um Para o Outro". hehe…

  17. Rafael Poggi disse:

    Mais uma vez Felipe nos brinca com o que faz de melhor: escrever com o coração! Parabéns amigo!

  18. MorettiDP disse:

    Caramba… vários apontamentos a fazer depois de um artigo tão legal…

    1) Tentei achar a idade do Fonseca e não achei, mas, pela foto de perfil e pela graduação em cinema e participação no TUSP, devo imaginar que temos mais ou menos a mesma idade. Fico feliz por imaginar que esse ponto de vista não é somente meu, e chego a me animar com a situação, pois assim como o autor, eu também, por variados motivos (que passam por estrutura familiar, questões de ordem financeira, filosófico-religiosa e mesmo de criação mesmo) nunca tive uma namorada de fato, ou seja, no sentido mais amplo da palavra. "Do alto dos meus 25 anos", sou um solitário, não por opção, é verdade, mas por falta de oportunidade, creio eu. De qualquer forma admirei-me da delicada colocação do Fonseca e do modo interessante como ele reflete.

    • Rafael Poggi disse:

      Nossa, pelo seu texto parece que você sofreu pressões familiziares além de filosófico-religiosas que o impediram de achar um amor. Desculpe, soou muito estranho isso… (sem querer ser aqui preconceituoso com qualquer escolha sexual ou religiosa, hein!). Sei lá… Mas não se preocupe, nunca é tarde para amar!!!

      • MorettiDP disse:

        Cara… escolhas sexuais não (nem é o caso, muahuahuahuahuahuahua!!!) mas filosófico-religiosas você nem sabe o quanto!!! ^_^

        (é, o texto tava tão bom e meus comentários meio que ficaram estúpidos… normal! hehehe)

  19. MorettiDP disse:

    2) Sim, porque eu penso que a coleção, senão pelo conteúdo, é mero capitalismo frívolo e infundado se, tão somente, levarmos em conta o consumismo que se atrela à nossa atividade colecionística. Ora, eu amo DVDs (minhas condições financeiras me impedem de entrar amplamente nos Blu-rays e nos importados – eu já comprei o blu-ray player… falta uma TV que tenha condições de aceitá-lo, já que a minha tem uns bons quinze anos), e não vejo motivos se não compartilhá-los com quem amo: família, amigos, companhia (boa companhia).

  20. MorettiDP disse:

    3) Todos nós amamos embalagens (digipacks, digistacks, steelbooks, etc. sempre nos animam), amamos extras (documentários, comentários, etc.), mas creio que gastamos nosso dinheiro suado, conseguido com sacrifício, para adquirir algo que mexa com nossos sentimentos, que nos causem emoções, sejam elas as que forem. Eu, por exemplo, penso em compartilhar meus filmes prediletos (os que procuro adquirir são aqueles que, de alguma maneira, mexeram comigo) com uma futura esposa, e filhos, e netos, que um dia virão. OK, num determinado momento eu vou ter de converter meus DVDs em alta-definição ou comprar tudo de novo, mas adoraria, daqui a dez anos, ver o quanto os meus filhos poderiam apreciar uma animação da Dreamworks, um Gladiador (que foi o primeiro filme que eu vi no cinema, em 2000) ou mesmo um Senhor dos Anéis, de quem sou fã incondicional.

    • Rafael Poggi disse:

      caramba! o primeiro filme que viu no cinema foi Gladiador? Pensei que sua idade batesse com a do Felipe… ou será que onde você morava até os vinte e poucos anos não tinha cinema?

      • MorettiDP disse:

        Cara, quando Gladiador estreou, em 2000, eu tinha 14 anos… e tinha cinema na cidade (pasmem) a apenas dois anos!!!

        Absurdo, eu sei, mas jacú do interior tem dessas coisas, muahuahuahuahuahua…

        Não preciso nem dizer que, depois disso, cinema se tornou um dos mais frequentes programas, não é mesmo??? ^_^

  21. MorettiDP disse:

    4) Em suma, nesse comentário enorme: eu gasto dinheiro e encho a parede de caixinhas plásticas não porque eu gosto disso… mas sim porque eu espero, com isso, conseguir sentimentos. E eu espero que, quando alguma garota quiser alguma coisa comigo e quando eu estiver namorando, que ela possa gostar dos filmes e séries que com ela eu compartilhar, que ela possa gostar de ganhar um BD de presente de vez em quando, e que possamos passar bons momentos juntos ao sofá rindo ou chorando de algum bom clássico da Warner, da Disney ou de qualquer outra produtora.

    Taí, falei! E, aliás, se alguém achar uma mina desse naipe dando sopa (clique aqui) por favor, me avise!!! Obrigado! ^_^

  22. Felipe Andrade disse:

    Ótimo texto chará! Muito bom! Devo dizer que, não por opção, mas sim por ser tímido e travado demais, também nunca tive uma namorada. Já ouvi de tudo por causa disso, que sou gay, que sou anormal entre outras coisas, mas não sou um homem de "ficar"… Acho isso desrespeitoso demais. Junte a isso a timidez e pronto, eu tenho um sério bloqueio para paquerar. Mas isso não vem ao caso. Como nunca estive num relacionamento, não posso falar muito, mas também sofro com esse "preconceito" quando se trata do meus pais, que não entendem de forma alguma minha paixão por cinema, colecionar, livros, entre outras coisas meio nerds… Acham tudo isso bobo e inútil para mim. Já tentei a tática de apresentar aos poucos minhas paixões para eles, mas não deu certo, então eu simplesmente deixei de compartilhar elas. Apesar de não recomendar isso para ninguém. É muito melhor quando podemos partilhar nossas emoções, surtos e felicidades com quem gostamos. Mas eu respeito a forma como eles enxergam meus hobbies, e tento entendê-los (apesar de não conseguir). Eles também têm suas manias, e eu tento conviver com elas da melhor forma possível. E é isso que é importante tanto na família quanto num namoro: respeito. :)

    • MorettiDP disse:

      Eu acho que tô mais ou menos nesse mesmo esquema… hahahahahahah

      É isso aí, pessoal! Vamos ao nosso grito tosco de guerra: Coragem é o meu lema, a timidez, o meu problema!!!

      Muahuahuahuahuahua!!!!!!!!

  23. Sandro_Rocha disse:

    Eu sabia que não devia entrar nesse blog hoje… agora estou deprimido. Eu também nunca tive uma namorada. Sempre fico esperando a pessoa certa, a pessoa especial em quem me amarrar, aquela que partilhe dos mesmos sonhos e desejos (é piegas, é coisa de mulherzinha, mas fazer o quê…?!). Um dia encontro… E desejo àqueles que estão na mesma situação que encontrem também, e àqueles que já têm, que mantenham. Felicidades a todos, enamorados ou não.

  24. SONEL disse:

    "…..fico ainda mais triste e muitas vezes bravo quando ouço relatos de colegas colecionadores que têm seu hobby e paixão questionados, boicotados e/ou censurados pelas companheiras. Que tipo de relação é essa? Onde está a parceria que sempre imaginei vir com um namoro?" ja passei por isso , e tb acho q falta a parceria…pode ser dizer q ainda procuro a tal parceria

  25. Veduque disse:

    Solteiros, uni-vos! (hehehe) Também faço parte da estatística dos solitários. A questão é que ninguém gosta dos filmes que gosto. Assisto um Cidadão Kane e vou ao delírio, mas todo mundo que mostro acha um lixo, incrível isso. As meninas que conheço dormem ao assistir qualquer filme, não partilham daquela coisa: "MEUS DEUS, como o roteirista pensou nisso, olha que bem sacado, veja que crítico, que inteligente, que…….".
    O que eu ouço é: "Já acabou?"….. "Que filme chato"…. "ZZZzzzz(dormindo)".
    Não acho uma que goste de filmes, quanto mais de coleção.
    Como diria o comercial do cartão lá, "que cossa triste".

  26. PC_Forever disse:

    Muito bom o texto Felipe. Parabéns. E acredito realmente nisso: Se você tem uma parceira (o), ela não é obrigada a partilhar de sua paixão (o que realmente é o ideal), mas precisa respeita-la. Me considero ser um cara de sorte pois, apesar das brincadeiras padrões do tipo "a patroa vai me matar", tudo não passa de piadinhas clichês, já que minha esposa até me ajuda no processo colecionístico (e eu no dela: Sapatos).

    =D

  27. rvarotto disse:

    Na verdade, aqui em casa, as críticas são mais, como você falou, ao potencial comprometimento do orçamento familiar. Não que isso cause impacto imediato, mas o argumento, que eu considero corretíssimo, é que temos de pensar nos dias de chuva, porque o dia que começar a cair água, os disquinhos são muito pequenos para proteger nossas cabeças…

    Outra crítica, também altamente fundada, é que eu vou tomando conta da casa toda. Afinal, com armários repletos de CDs, DVDs e BDs (incluíndo edições especiais gigantescas), prateleiras de LPs, quinze guitarras e violões, revistas, e por aí vai, um dia o espaço acaba.

    Mas acaba sendo mais forte que eu….

    Enfim, no meu caso específico, acho que existem, sim, críticas mas todas são razoáveis e não são, especificamente, ao meu hábito de colecionar. São mais aos potenciais efeitos indiretos disso. E, nesse ponto, acho até que são positivas. Ela atua como minha consciência, meu grilo falante, para que eu não acabe fazendo besteira.

  28. Toda semana é isso agora.

    Sai o post/coluna do Fonseca e os comentários fervem.

    O cara tá demais!!!

    [On topic]

    Achar alguém que compartilhe as manias nerds e colecionistas acho que é quase uma utopia, mas sigamos tentando e testando (hehehe) até encontrar.

  29. hellenitavcdvd disse:

    "Mas eu não tenho Facebook…."

    Oras.. vai lá correndo e faz e adiciona!!! [ó eu me metendo onde não fui chamada :p]

  30. lgon disse:

    a bronca da minha esposa é pelos filmes antigos que eu compro. mas são os melhores de se comprar.

  31. jefferock disse:

    Concordo com tudo tbm!
    Porém tive a sorte de encontrar outra pessoa louca por coleções! como eu!
    só que eu evolui esse, dae começou a confusão, pq ela quer comprar dvds, e eu blublus agora,e ela acha muito caro os preços q pago nos blublus e eu acho barato o preço que ela paga nos dvds! dae começou a confusão, mais agente se completa! heueheu

  32. Patricia disse:

    Demais, Felipe…AMEI seu texto. É típico de pessoas que tem a sensibilidade mais à flor da pele. Imagino que a questão da coleção não seja nem o objeto em si,mas a sensação de alegria e completude que ele nos dá.É um prazer imenso escolher e esperar chegar e quando chega, aquela sensação de abrir o pacote e ver a surpresa! Isso é tão legal que jorram vídeos sobre unboxing no youtube. Você mesmo tem vários,não é?

    Acho bacana quando alguém posta uma edição raríssima e comenta “ah, já não se fazem mais dessas hoje” e aí confronta essa edição com uma mais recente e inferior, como aconteceu com o DVD do filme “De volta para o futuro” uma vez e a questão dos boxes digipack/scanerro.

    Acho que as coleções são uma forma de expressar a paixão que temos pela vida porque, dentro dos boxes, estão filmes que tem fantasia, relatos de experiências, incentivo, advertências, enfim, tudo aquilo que se tem na vida real,porém, estão lá, sem te cobrar nada.

    Enquanto isso, a vida real é sempre reprimida pelas preocupações com contas a pagar, educação dos filhos, violência, onde não há lugar para essas, como diria o escritor José de Alencar, “sensaborias” :-) mas são essas “sensaborias” que alegram a vida de qualquer um,não há como negar.

    Pois te digo que sou colecionadora e sempre serei, feliz da vida.Nunca namorei nenhum cara legal que também colecionasse e sempre ouvi recriminações. Porém a minha satisfação pessoal com isso é muito,mas muito maior, e sem culpas. :-)

  33. PhalanX disse:

    Tá bem legal o texto mesmo, Felipe. E boa sorte na busca por uma gata. Digo que é difícil mesmo encontrar uma, e não qualquer uma, né. =P

  34. vemendes disse:

    ótimo post, me sinto como muitos aqui… Espero que eu e todos que se sentem solitários e discriminados encontrem sua alma gêmea.

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