Amazon no Brasil: pensando a respeito

Amazon brasileira: no que vai dar isso?

No dia 20 de maio, a revista Veja anunciou em seu website que a Amazon irá aportar no Brasil entre o final deste ano e o início de 2012. Foi o suficiente para a collectorsfera imediatamente entrar em polvorosa, sonhando com preços baixos, entregas rápidas e atendimento nota 10. Claro que todos queremos tudo isso no tão combalido comércio eletrônico brasileiro. Contudo, antes de soltarmos fogos em comemoração, vamos tentar entender melhor o que significa tudo isso.

Este artigo será altamente especulativo e opinativo, uma vez que as informações sobre este assunto ainda são bastante nebulosas. Mesmo assim, o escrito a seguir não deve ficar muito longe da realidade. A não ser que minha bola de cristal dê um tilt daqueles!

Quais são os fatos até o presente momento?

Primeiramente, o leitor deve saber que não é a primeira vez que a a gigante do comércio eletrônico demonstra interesse em nosso país. Em 2005, a Amazon entrou com um processo contra um provedor paraense com a intenção de retomar para si o domínio amazon.com.br. No fim, o processo não deu em nada e o domínio permaneceu com a empresa brasileira. Mesmo assim, já se especulava na época que a Amazon poderia comprar um grande player do e-commerce brasileiro (possivelmente o Submarino ou Americanas.com) para entrar em nosso mercado. Obviamente sabemos o que aconteceu.

Agora, de volta a 2011, temos mais um movimento da companhia de Seattle para a América do Sul. Leiamos novamente a notícia original, desta feita com um pouco mais de atenção. Veremos então que a Amazon está em negociações (secretas) com diversas editoras brasileiras na intenção de entrar com força no mercado nacional de livros digitais. A princípio, parece pouco. É o momento de expandirmos nosso pensamento.

Seattle-PacMed-2571

Provavelmente aqui se decidirão os detalhes da Amazon Brasil (sim, é a sede da Amazon – foto por Vladimir Menkov).

OK, o que dá pra entender disso?

Já é notório que hoje a Amazon vende mais livros digitais do que em papel; como este mercado em nosso país é ainda incipiente, é uma excelente oportunidade para aumentar ainda mais as vendas de títulos em língua portuguesa. A parte de negociar com as editoras, a Amazon já está fazendo. Entretanto, não pode parar nisso. Se a Amazon deseja impulsionar o comércio de e-books, também será necessário alavancar as vendas do aparelho onde o consumidor terá acesso a esses livros: o Kindle.

Sim, porque sem o leitor, é impossível à Amazon vender conteúdo direcionado para ele, da mesma forma que a iTunes Store não seria o que é hoje para a Apple se não fosse a disseminação do iPod. Para que o Kindle se torne mais interessante para o consumidor brasileiro (leia-se, popular), a Amazon deverá atacar em três frentes para alcançar este objetivo:

1) Preços mais baixos:

Neste momento, para o consumidor brasileiro o Kindle custa a “bagatela” de US$ 312,15 (R$ 502,80, na cotação de 27/05/2011). Convenhamos, não é um valor baixo para um aparelho que só possui uma única função: ler e-books. Todavia, a culpa não é exclusiva da Amazon. Do preço final, US$ 139 (R$ 224) são o valor de varejo do aparelho em si. O restante do valor é dividido em US$ 20,98 (R$ 33,80) de frete e absurdos US$ 152,17 (R$ 245) de impostos. Convenhamos: não é uma composição de preços nada interessante para quem precisa aumentar o volume de vendas. No entanto, com a presença de um escritório local, este padrão tenderia a se modificar.


Composição de preços do Kindle no Brasil.

Primeiro, para conseguir isenção de impostos no aparelho. O Kindle já recebeu imunidade tributária em uma sentença da Justiça proferida no ano passado. Com o poderio econômico da Amazon, seria fácil fazer lobby para consolidar esta jurisprudência de vez, ou então para que se crie uma legislação que confirme esta isenção de forma definitiva.

Em segundo lugar, operando localmente, o processo de trazer os aparelhos para o Brasil pode ser feito em uma escala maior. Isso permitiria baratear o custo de frete por unidade, por conta da otimização do processo; consequentemente, se diminui o preço final de venda para o consumidor.

2) Maior rapidez na entrega:

O processo de entrega de qualquer produto comprado na Amazon americana é por demais moroso. Mesmo no frete mais caro, feito por courier (que é o utilizado na entrega do Kindle), se demora de 2 e 6 dias úteis. Operando com estoques locais, facilmente o prazo de entrega poderia cair para 1 dia útil nos grandes centros, funcionando como mais um argumento de venda.

3) Suporte e garantia locais:

Ainda são poucas pessoas que se arriscam a fazer compras internacionais, seja por medo, por não dominarem outro idioma ou até mesmo por não possuírem cartão de crédito internacional. Com uma subsidiária brasileira, teríamos um site na nossa língua, com mais opções de pagamento, atendimento e suporte em nossa língua e uma maior facilidade em exigir a garantia do produto. Com isso, mais pessoas veriam o Kindle como opção de compra e, por conseguinte, as vendas serão maiores.

Resumindo: a filosofia da Ama com uma plataforma de hardware consolidada no país, a Amazon teria um imenso mercado consumidor interessado em adquirir livros eletrônicos em seu site.

Mas e aí, a Amazon brasileira ficaria só no mercado de e-books?

Imagino que o Kindle e e-books não sejam do seu maior interesse, caro leitor. Você deseja saber se, tal qual a matriz, a filial brasileira trabalhará com outros produtos (mais especificamente, BDs e DVDs). Se ainda não temos uma resposta clara para esta questão, dá pra imaginar que é bem provável que isto ocorra.

A linha de pensamento de especialistas também supõe que isto irá ocorrer. Carlos Affonso Souza, vice-coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, afirmou na matéria da Veja:

“A Amazon é uma empresa muito grande. Por isso, é improvável que venha para o Brasil só para vender livros.”

Pensem bem: será que a Amazon realmente investiria pesado em logística e atendimento só para a venda do Kindle e de livros eletrônicos? Não seria mais factível inserir outros produtos em seu mix de vendas em um futuro próximo? A favor desta afirmação, tem-se o exemplo das outras filiais. Nenhuma delas trabalha apenas com um tipo de produto, até por uma questão de estratégia: caso uma linha não dê lucro, as outras cobririam as perdas desta.

Sem falar que o mercado brasileiro de varejo eletrônico está muito aquecido e ainda tem espaço para novas empresas conseguirem uma fatia do bolo. Seria tolice da Amazon desperdiçar uma oportunidade deste tamanho, e se tem uma coisa que esta empresa nunca demonstrou foi falta de visão.

Oba! Então a Amazon brasileira venderá os mesmos produtos das filiais estrangeiras?

Responderei esta pergunta com outra pergunta (sim, sei que somente os idiotas respondem uma pergunta com outra, me perdoem): a Amazon.com vende edições procedentes de qual país? Estados Unidos, certo? E a Amazon.uk? Britânicas, né? E a Amazon.de? Bom, acho que já deu pra entender qual é o raciocínio, não é mesmo?

Se a Amazon.br entrar firme no comércio eletrônico e for trabalhar com CDs, DVDs, Blu-rays e outros produtos, certamente venderão as edições fabricadas aqui no Brasil. Sim, aquelas da Universal e Disney que tem os discos de extras limados; filmes com a imagem mutilada da Imagem Filmes e PlayArte; ou então os títulos da Fox com as impressões rugosas e fedidas da Microservice, e por aí vai. Em suma, se nos Estados Unidos a Amazon comercializa títulos podres da Echo Bridge e da Mill Creek, aqui comercializaria títulos podres da Focus e da Europa Filmes.

Se serve de consolo, pode até ser que a Amazon brasileira trabalhe com edições importadas, mas não esperem os mesmos preços nem a mesma diversidade que existe lá fora. Basta ver o que acontece com Walmart e Submarino, que também vendem algumas edições importadas.

Pelo menos o atendimento será no mesmo nível da Amazon americana?

A Amazon tem em seu atendimento ao cliente um dos seus pontos mais fortes, fazendo parte do que o CEO Jeff Bezos chama de customer experience: preços baixos, entrega rápida e confiável o suficiente para que o consumidor não precise contatar ninguém, preservando o serviço ao cliente para as questões mais complexas.  E este serviço funciona mesmo; qualquer um que tenha feito compras lá e precisou do atendimento fica surpreso pela eficiência. Basta ver que até mensagens direcionadas ao presidente da empresa são respondidas.

Diante dos maus tratos que sofremos com o atendimento robotizado e ineficiente prestado pelas lojas online brasileiras, fica a expectativa de que a Amazon no Brasil seria como um oásis para nós consumidores. Particularmente, acredito que sim, o atendimento aqui será parelho ao que temos lá fora.

Não dá para imaginar a Amazon entrando em nosso mercado apenas para fazer número. A visão da empresa é “ser a companhia mais centrada no consumidor do planeta”; para fazer cumprir esta visão, não se pode aceitar um atendimento que não resolve os problemas do cliente. Uma afirmação na reportagem da Veja corrobora para esta posição:

“É evidente, porém, que a Amazon deve chegar ao país para empreender uma grande, ou melhor, gigantesca operação de e-commerce, que deve mexer com a vida de eventuais parceiros, concorrentes e consumidores.”

Quando se fala em “gigantesca operação de e-commerce”, se imagina que a Amazon investirá em uma estrutura própria de logística, transporte e, claro, atendimento ao consumidor. Tudo para manter o padrão de qualidade exigido de todas as subsidiárias.

Tá, mas o Walmart veio para o Brasil e nada mudou.

Sim, o leitor tem razão. No fim das contas, o Walmart tornou-se só mais uma empresa que vende itens que não tem em estoque, não cumpre ofertas e não responde aos e-mails dos consumidores. Todavia, precisamos entender que a filosofia de Walmart e Amazon são diferentes, mesmo lá nos Estados Unidos.

A filosofia do Walmart é só uma: preço baixo, sempre. Contudo, buscar apenas preços baixos nos produtos significa que, em alguma etapa da cadeia produtiva, ocorrerá algum tipo de contenção de gastos. Por exemplo, nos salários dos empregados ou no investimento em infraestrutura. Ou então, na terceirização de serviços, sempre buscando o menor valor. De qualquer forma, isso chega ao consumidor. Quem paga pouco, recebe pouco; afinal, não existe almoço grátis.

Já a filosofia da Amazon é outra, como já sabemos. Esta empresa sabe que, mais que preço baixo, um bom meio de fidelizar seu cliente é atender às suas necessidades. Seria difícil de aceitar que só aqui o consumidor seria tratado com descaso. De qualquer forma, é bom saber que podemos reclamar para a matriz caso a filial brasileira não nos atenda a contento.

Então…

A Amazon iniciou suas operações em 1994 como uma livraria online. Ao que tudo indica, parece querer iniciar suas atividades no Brasil com uma espécie de “volta às origens”. Provavelmente não ficará só nisso, porque o nosso mercado tem muito potencial para qualquer um que queira investir e está carente de uma empresa que trate melhor o consumidor.

Caso as expectativas realmente se cumpram, vai ser uma bela sacudida no e-commerce nacional. Do lado dos fornecedores, é mais um parceiro para negócios; do lado da concorrência, é um player de peso que certamente exigirá melhoras profundas para quem quiser sobreviver; do lado do consumidor, é mais uma opção de compra e talvez o significado de atendimento e preços melhores.

Indo além, caso implementem o Marketplace por estas plagas, seria o primeiro concorrente de peso para o Mercado Livre. Se a escrita se cumprir, teremos uma melhora substancial nos serviços prestados pelas lojas online como um todo, algo que todos nós desejamos.

Mas isto somente virá a ocorrer caso a Amazon realmente invista com afinco em uma nova maneira de encarar o comércio eletrônico. Porque se vierem para nosso país e se “abrasileirarem”, tudo irá por água abaixo. Por enquanto, vale manter a esperança de que a Amazon vem para nosso país para conquistar corações e mentes de clientes, fornecedores e colaboradores, não apenas para ser mais uma empresa ruim no meio de tantas.

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Sobre o autor

Alexandre Prestes era rato de locadora nos anos 80 e nunca se animou a comprar VHS por ser uma mídia de baixa durabilidade. Fã incondicional da boa música, iniciou em 2003 sua coleção com DVDs musicais; só a partir de 2005 passou a comprar filmes e séries. 2009 foi o ano no qual começou a colecionar filmes em Blu-ray, sendo um entusiasta do formato. A coleção continua crescendo (e o espaço diminuindo), cada vez mais a favor de títulos com maior qualidade técnica e fartura de material adicional.

Comentários (65)

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  1. danete disse:

    BRING IT ONNN, vai ser muito positivo se vier. só de pensar que (possivelmente) terei um atendimento ao cliente que realmente funciona já me alivia bastante

  2. Kaenn disse:

    Espero que tudo dê certo =)

  3. blurrei disse:

    Realmente concordo bastante com tudo isso, mas a minha maior esperança cai nos itens importados (sim, eu li o que foi escrito), mas é bem verdade que as filiais (por falta de melhor palavra) europeias da Amazon vendem (a preço local, o que acontecerá, de fato com o Brasil), algumas das Edições mais cabulosas dos Estados Unidos. Creio que o maior benefício da Amazon no Brasil, de imediato, será despreocupar o colecionador quanto à importação de tais artigos, visto que cairá na Amazon a responsabilidade não apenas do produto de chegar aos Correios do Brasil (como é hoje, nas entregas sem o courier), mas sim de chegar às mãos do cliente. Nesse aspecto, e também na esperança de alavancar a competitividade entre empresas (não aguento mais esse cartel do home entertainment), a Amazon.br será algo bastante positivo.

    • marceloard disse:

      Será que o governo não fez uma imposição de as Amazons gringas não entregarem mais no Brasil para aceitar a Amazon.BR por aqui?
      Essa é minha duvida.
      O governo não traz concorrência de graça

      • jamesedwart disse:

        Acho que não, mesmo nosso governo não sendo tão bom assim, acho muito improvavel a Amazon não entregar no Brasil por causa que possuem uma loja aqui, os produtos vendidos aqui serão feito nos Brasil.

  4. Leonardo Ferraz disse:

    Ótimo post.

    Quanto a discussão de ser bom ou não, por um lado poderemos ter um atendimento absurdamente melhor que as empresas já existentes. Porém, como foi dito, é provável que os produtos sejam daqui do país mesmo. ou seja, com qualidade inferior. Amazon é uma vendedora de produtos e não fabricante. Pode existir gift sets e promoções exclusivas dela, mas sempre serão com produtos encontrados no mercado onde ela se situa.

    Claro que todos esses pontos são no momento especulação, mas na minha opinião inicial, é de que a Amazon Brazuca seria um Submarino ou Americanas caso elas fossem de alta qualidade de produtos e serviços.

    Só nos resta aguardar. E enquanto não vem, continuar importando. :)

    Aliás, pessoas diziam que se Amazon BR existisse, as outras Amazons não venderiam mais para cá. Acho besteira, pois o que tem de americano comprando do Canadá, britânico comprando dos EUA, etc. É tudo dinheiro para a Amazon.

  5. Murilo Herik disse:

    Amazon + Impostos BR = continua tudo na mesma.

    • blurrei disse:

      Eu acho que não tão na mesma assim. Não que os impostos vão ser diferentes só por ser a Amazon, mas eu acredito nos valores de Mercado de Massa que a Amazon aplica no mundo todo e é aí que fica a minha esperança de que, mesmo que não paguemos 20 reais por um Blu-Ray Duplo + DVD + Cópia Digital, possamos chegar a pagar menos por produtos nacionais (que valem menos). É só a Amazon não entrar na fixação de preços (feito extremamente difícil, mas não impossível).

  6. João Marcos disse:

    Resumindo, continuaremos a comprar nas Amazons gringas.

    • marceloard disse:

      Será???
      Nossos endereços ainda serão liberados para entrega no Brasil?
      O governo libera a entrada de um empresa dessas no Brasil que é o país do cartel do comércio eletrônico por nada?
      Acho que teremos ainda muitas novidades ruins desse negocio.

      • Beto Monteiro disse:

        Não acho que a amazon se submeteria a isso. é só ver que qqer americano compra na uk, qualquer ingles compra na de. Acho que em relação as outras amazons não muda em nada pra nós.

  7. marceloard disse:

    Amazon no Brasil ok, contanto que não sejamos proibidos de comprar em outras Amazon do planeta por mim tudo bem, e olha que isso nem foi comentado no tópico, que falha.

  8. jamesedwart disse:

    ótimo post mesmo.

    Acredito que a Amazon irá comercializar de tudo, igual nos outros países, porém é igual dizem na matéria, os CDS, DVDS e Blu-rays serão os fabricados no Brasil, porém os preços serão mais baixos, e o bom também que acredito que as outras lojas [Submarino, Americanas] irão abaixar os preços dos produtos, principalmente do Blu-ray para fazerem competição com a Amazon [Vale a pena lembrar que a B2W é a maior no ramo de vendas de e-comerce no Brasil, e não vai querer perder para a Amazon]

    E uma dúvida, será que teremos a Black Friday aqui igual da Amazon us e UK????

    • marceloard disse:

      Infelizmente acho que não teremos baixa de preço não, os impostos são os mesmos e a unica diferença será o rotulo da embalagem, isso é o Brasil infelizmente.
      Aqui a concorrência não existe, aqui é o país do cartel.

  9. Frisoni disse:

    A chegada da Amazon no Brasil, considerando que ele entrará com toda sua operação, deverá ser uma concorrência e tanto para a B2W. Vencendo a briga apenas no quesito Qualidade de Atendimento.
    E mesmo assim, ela terá que investir em logistica, senão acabará utilizando as mesmas empresas, e continuaremos a receber BDs de um entregador de bicicleta.
    Quanto aos produtos e preços, serão absolutamente os mesmos, pois o mercado brasileiro impõe isso.
    E se a Amazon não realizar "surtos" frequentemente, vai ficar pra traz nesse ponto. :)

    Os itens importados, para serem vendidos no brasil, com NF, devem ter o imposto obrigatoriamente. E aí já sabemos o que acontece.

    Mas quem realmente vai perder a briga é o Mercadolivre, pois hoje a maioria dos vendedores tem lojinhas. E se esses se juntarem a Amazon, podem criar um grande Marketplace.
    Se bem que, pensando melhor, os vendedores precisariam emitir NF pra vender pela Amazon, e aí é capaz de preferirem o Mercadolivre, onde tudo é possível!!!

    Amazon, pense bem. Acho melhor você vender só ebooks mesmo por aqui… :)

  10. Cristiano_Leal disse:

    Excelente análise, prezado Alexandre!

    Porém fica um senão ao aparelho de leitura deles, quando você afirma que "… porque sem o leitor, é impossível à Amazon vender conteúdo direcionado para ele, da mesma forma que a iTunes Store não seria o que é hoje para a Apple se não fosse a disseminação do iPod."

    Não é mais necessário que tenhamos um Kindle para podermos ler os livros digitais da Amazon. Existe um aplicativo disponível para Iphones, Ipads, PC-Windows, Macs, Blackberry e Windows Phone 7, o que dá um grande número de consumidores, sem precisar do aparelho original deles, não acha?

    Ou seja: quem possui um celular ou tablet com esses sistemas, ou mesmo um PC ou Mac, pode comprar, baixar e ler os livros digitais deles numa boa. Eu mesmo instalei a versão Android no meu Galaxy Tab, embora ainda não tenha adiquirido nenhum título.

    E no site da Amazon, eles dizem que é possível ter acesso aos 950 mil títulos à disposição, sem precisar do aparelho original deles. Como eles mesmos fazem questão de frisar: "Download and read Kindle books – no Kindle required."

    Seria possível, no caso deles virem mesmo para cá, que a princípio vendam seus livros para quem tenha Android ou demais sistemas, e depois invistam em estratégias para disponibilizarem o Kindle localmente a preços melhores? Porque de certa forma, essa dessiminação do aplicativo para tudo quanto é sistema operacional acaba sendo um tiro no pé quanto à venda do aparelho original deles.

    Abraços,
    Cristiano

    • Ingsoc disse:

      Cristiano, você tem razão. Tudo isso realmente é possível da forma que você falou; talvez a forma com que me expressei foi meio radical. Mas tenho minhas razões; deixe eu tentar explicar de forma sucinta.

      A experiência ótima com um e-book é com um leitor dedicado. Ler livros em telas de notebook ou celular é algo cansativo para a vista, isso é um fato. Para o consumidor comum, que teoricamente prefere livros em papel, o apelo de venda ideal para que ele adquira livros eletrônicos é um hardware que emule a mesma sensação de se ler no papel. É aí que entra o Kindle.

      Basta ver que as outras lojas que vendem e-books (Cultura, Saraiva, Gato Sabido) também vendem um leitor em seus sites. Se a Amazon realmente quer entrar em nosso mercado, imagino que fará o mesmo.

      Agora, se ela realmente só for vender conteúdo, tudo que foi aventado até agora cai por terra. Porque daí não vão precisar de nada além de um hotsite em português e um escritório pequeno para negociar direitos com as editoras. Como a própria reportagem da Veja dá a entender, é difícil ver uma empresa deste porte abrir mão de um mercado como o nosso.

      • Cristiano_Leal disse:

        Ah, beleza, Alexandre, sim compreendo seu raciocínio. :) Embora, como você mesmo tenha dito, foi meio radical ali no iníciol! Rsrsrs.

        A questão que eu quis debater é que realmente não se precisa mais do leitor específico deles, embora saibamos que a experiência e comodidade de ter um aparelho somente para leitura é incomparável: ele é mais leve, mais resistente que um tablet (ao menos parece que sim), a bateria dura muiiiito mais, e pode ser lido mais confortavelmente, inclusive à luz do sol. Nisso tudo o Kindle – e outros leitores das demais livrarias, como você bem citou, ganham tranquilamente se comparados às telas de celulares ou tablets.

        Creio que talvez haja espaço para as duas abordagens: quem puder, comprará o leitor (que a cada geração fica melhor ainda), e quem preferir economizar uns trocados por enquanto, ficará baixando no seu tablet ou celular, sem ter, é claro, as vantagens do leitor feito especificamente para isso – no meu caso, é o que estou fazendo, e é claro que quando eu puser as mãos num Kindle, tenho certeza que vou babar, pois o que procuro mesmo é a experiência mais próxima possível de se estar lendo um livro, o que nem o Galaxy e nem o Ipad proporcionam ainda.

        E mais uma vez, parabéns por sua análise e projeções sobre o mercado!
        Abraços!

  11. ArthurOtaku disse:

    Uma verdadeira bobagem criar expectativas em cima da amazon brasil, vai ser apenas mais um submarino da vida, com as mesmas péssimas embalagens, pq lá fora as embalagens tb são péssimas. Produtos importados? Só se for com imposto já embutido

    Se bobear nem isso, talvez seja apenas voltado a popularizar o kindle no Brasil, vendendo o aparelho por preços absurdos e digital store nacional

  12. marceloard disse:

    Amazon no Brasil tem algumas questões não respondidas:

    1° – Ainda poderemos comprar na Amazon US UK DE etc…. (tenho duvidas quanto a isso)
    2° – Teremos os mesmos produtos que temos em outras Amazon (mesmo com impostos brasileiros)
    3° – As políticas da empresa serão as mesmas (entrega, prazo, pagamento) ou vamos abrasileirar essas políticas.
    4° – Terá um regra de preços ou a Amazon poderá colocar o preço do modo que desejar ou será meio que "controlado" esses preços.

    • Ingsoc disse:

      1- Sim. A Amazon sempre se caracterizou pelo jeito global de tratar suas vendas, não seria agora que iriam mudar.
      2- Tá lá no texto: não; talvez um ou outro importado, igual é nas outras lojas (a Amazon UK vende alguns itens dos EUA, por exemplo). Mas não todo o catálogo (que é gigantesco).
      3- Esta é a grande dúvida. Como não existe nada oficial, só dá pra conjecturar. ESPERO que a política da matriz se mantenha na filial.
      4- Controlado como? A Amazon negociará com seus fornecedores para definir preços, como qualquer empresa de varejo faz. O porte da Amazon é que permite acordos melhores com relação a preços. Como isso vai ser na prática? Ninguém sabe, só quando saírem mais informações a respeito.

      • marceloard disse:

        Esse negocio de preço é muito complicado no Brasil, não acredito que a Amazon chegue no Brasil com preços em BD por exemplo muito abaixo do mercado, que é na media de R$ 59,00, temos controle de comércio, leis para não quebrar outras empresas ou atrapalhar a concorrência, essas coisas.
        No Brasil a coisa é mais embaixo.

        • Beto Monteiro disse:

          Pra mim é simples: A Amazon é igual no mundo todo. Não vai queimar seu nome só no Brasil. Se vier vai ser boa, e acredito que vai fazer melhorar os concorrentes, ou os mesmos que já vão mal, quebram. Claro que em relação aos preços não vai ser nada milagroso.

  13. rvarotto disse:

    Não alimento utopias em relação a preços e a catálogo, mas acredito fortemente que o diferencial vai ser mesmo o respeito ao consumidor. Que eu saiba, não existe nenhum outro exemplo de país em que a Amazon tenha se estabelecido e passado por cima de seus princípios em relação ao tratamento do cliente. Eles sabem que isso faz diferença na hora da escolha, seja para o colecionador compulsivo, ou para o comprador eventual.

  14. brunofm disse:

    Parabéns, muito bom o artigo. Concordo em parte. Porque a Amazon trabalharia mais especificamente BDs e DVDs e não todos os outros produtos e ramos? Acredito que trabalharia com vários produtos como os outros grandes magazines. Não ficou claro isso pra mim. Quis focar o texto em tais produtos foi isso? Se foi, ok. Quanto ao atendimento concordo que ela irá tentar ter o melhor atendimento possível no início. Mas vai ser difícil manter o mesmo padrão de fora e não por culpa dela, mas sim de consumidores brasileiros inescrupulosos que vão acabar atrapalhando essa experiência. Agindo com má intenção e tentando levar vantagens da empresa. A Amazon vai fazer de tudo para atender bem o cliente, o problema vai ser a não reciprocidade que vai receber de muitos que não tem o mínimo de civilidade e educação. Ficando todo o encargo para a empresa. Não estou falando aqui de coisas que estão no CDC e que deverão ser obviamente respeitadas, mas sim de questões mais éticas que podem envolver essa relação. Tem coisas que se o consumidor não coopera, simplesmente não funciona. Mas com certeza, mesmo assim, o atendimento deve ser bem melhor do que temos hoje em relação a outras lojas, o que não é difícil. Sei que a Amazon vai ter muito trabalho se quiser ser tão eficiente como lá fora pois estaria lidando com um público totalmente diferente. Além disso um governo que cobra impostos absurdos que muitas vezes além de boa parte nem ter retorno, o resto não é bem empregado. Temos os produtos mais caros do mundo, uma população sem educação, um governo totalmente ausente. Tomara que a Amazon pelo menos consiga ser um grande magazine melhor que os que temos hoje, essa tarefa será de certo modo até fácil. Agora ter a qualidade da Amazon.com acho impossível com tantos obstáculos. Meu grande medo é não podermos importar diretamente de outras Amazons caso ela se estabeleça aqui, muito medo! Mas acho que não vai acontecer tendo em vista que em outros países isso não ocorre. Caso aconteça, minha vontade de colecionar vai diminuir drasticamente.

    Parabéns pelo texto e acho que a idéia é essa, pensarmos juntos sobre o assunto. Um abraço.

    • Ingsoc disse:

      Sim Corvão, quis focar em DVDs e BDs porque é o tema principal do blog. Claro que uma operação de e-commerce deste porte trabalharia com diversos produtos, incluindo home video.

      Suas outras questões são pertinentes. A Amazon, entrando no Brasil, terá um enorme desafio para quebrar este paradigma da Lei de Gérson, do jeitinho e da malandragem de clientes, governo, fornecedores e até colaboradores. Só quando as coisas estiverem mais encaminhadas saberemos no que vai dar isso.

  15. rvarotto disse:

    Quanto à possibilidade de não podermos mais comprar nas outras lojas da Amazon após seu estabelecimento no Brasil, o fato é que isso também não aconteceu em nenhum dos outros países con ela se estabeleceu. Não vejo porque aconteceria aqui, simplesmente porque não há nenhuma justificativa para isso. Quem quiser continuar comprando fora vai continuar se submento à possibilidade de ter de pagar os impostos para ter seus produtos.

    • marceloard disse:

      Tem que ver que no Brasil as leis são diferentes da Itália, Japão e Reino Unido.
      É simples perceber, você prefere arriscar e comprar por exemplo a caixa do Magico de Oz na Amazon US por 47 dolares mais impostos que dá no total uns 105 reais, ou pagar direto aqui no Brasil uns 250 reais na lata?

      • rvarotto disse:

        Continuo sem entender o que essa argumentação tem a ver com a possibilidade da Amazon, ou o governo, proibirem a compra nas lojas de fora. Para a Amazon, tanto faz se você deixar de comprar na Amazon.br para comprar na UK, DE, etc. O dinheiro vai para o mesmo bolso. Para o governo, os impostos também vão ser pagos na mesma medida.

        • marceloard disse:

          Tanto faz não, pra que abrir uma loja no Brasil, gastar em vários fatores pra poder continuar vendendo muito mais no exterior, não tem lógica.
          E para o Governo também, ele não arrecada com as compras de fora do país pois não tem controle de tudo que entra, e com isso perde dinheiro sobre os produtos que seriam vendidos aqui no Brasil.
          Por isso acho que teremos surpresa nas compras da Amazon no exterior.

          • rvarotto disse:

            Na verdade, a Amazon iria vender muito aqui as coisas que, assim como o texto afirma, já são vendidas pela concorrência. Os "ítens especiais" podem até ser oferecidos, assim como faz o Submarino, que vende importados, mas em menor oferta e mais para suprir aqueles que, como o texto também cita, têm problemas com compras no exterior, não têm cartão internacional, etc. Ou mesmo aqueles que estão na maior fissura e não querem esperar o prazo de entrega do exterior. Embora neste caso, é provável que mesmo que a Amazon anuncie no site brasileiro, o estoque esteja lá fora.

            O governo arrecada sim com o que vem de fora, embora seja óbvio que muita coisa entra sem impostos porque a coisa tem de ser feita na base da amostragem. Acontece que se o governo quisesse fazer da forma como você prega, ele já estaria fazendo com ou sem Amazon.br.

            É lógico que são tudo suposiçõese você pode estar completamente certo em seus receios ou terminantemente errado, ou, ainda, qualquer mistura destes dois extremos. O que eu estou argumentando é que estes receios não parecem ter justificativas sólidas.

    • brunofm disse:

      Você está certo. O problema pode ser o lobby para a receita ser mais eficiente. Bom, vamos torcer para que isso não mude.

  16. mlbonaldo disse:

    Só tenho expectativas ruins sobre a vinda da Amazon pra cá…carga tributária alta, transportadoras abarrotadas de mercadorias e com suas logísticas amadoras, correio sucateado e corrupto…Amazon, não queime seu filme, aqui você será só mais uma pra pular nosso carnaval eterno…continue com seu ótimo trabalho nos Países civilizados, quem avisa amigo é…

  17. chbossan disse:

    Sinceramente eu espero q a Amazon fique onde está mesmo, não abra uma filial no brasil, espero não ser proibido de comprar na Amazon, já basta a espera de mais de 2 meses quando compramos algo lá, agora so falta a gente ser proibido de comprar na Amazon, também esperar o q de um paizinho cheio de ditadores..

  18. Sal disse:

    Parabéns pelo texto, muito bem apurado e com considerações relevantes. "Mas, como vc mesmo citou: Porque se vierem para nosso país e se “abrasileirarem”, tudo irá por água abaixo", esse é o meu maior medo!.

  19. Ricardo_Socio disse:

    Ótimo texto, com uma análise bem fundamentada.

    Eu não sou otimista. Apesar de Amazon ser uma empresa séria, com uma política de satisfação ao cliente, sou um desiludido com o Brasil.
    O brasileiro consegue achar um jeito de estragar tudo que aporte por aqui.
    Veja o exemplo do E-bay, onde os vendedores fazem de tudo para não serem negativados e fidelizarem seus compradores. Aqui, no Mercado Livre, os vendedores não estão nem aí. Se são negativados, deixam o Mercado Livre e voltam com outro cadastro. E outros, quando o comprador fica insatisfeito com o produto recebido, ainda ameaçam não devolver o dinheiro se o cliente não der uma qualificação positiva.
    A Amazon no Brasil será uma conquista de mercado, claro. É mais concorrência.
    Mas não tenho ilusão de que a política de satisfação será a mesma. Oficialmente, pode até ser a mesma. Mas sei que, na prática, diretores, gerentes e funcionários vão estragar tudo.

    Tomara que eu esteja errado.

    Mas duvido.

  20. RodrigoMSilva disse:

    O grande problema do Brasil não está só nas lojas online, o maior problema para os colecionadores brasileiros são as produtoras com edições e embalagens cada vez mais sem vergonha e preços absurdos, praticamente quase tudo que foi lançado em BD no Brasil até o momento são edições simplex com raríssimas exceções como no caso de Branca de Neve com uma luva metalizada muito bonita, mas foi só fogo de palha da Disney Brasil, a Universal e suas todas as suas edições sem luva, sem arte interna e sem o titulo no disco, a Paramount com seus preços malucos, discos cinza, sem arte interna e ainda com o mesmo velho problema do inicio da era do DVD que são vários e vários títulos sem audio em português,sem contar as outras produtoras. Ou seja se a Amazon Brasil vender produtos brasileiros e entregar pelos Correios (Sedex) como várias outras lojas online faz, qual será o grande diferencial? o atendimento para reclamações? tô doido pra saber.

  21. angelomx disse:

    God heard my prayers !!!

  22. Rafael Poggi disse:

    Que a Amazon viria para vender os mesmos produtos (DVDs e BDs) que vende lá fora – e a preços acessíveis – só mesmo muita ingenuidade de quem pensou isso. Com certeza ela via investir forte no kindle – algo que para mim passa longe, bem longe de ser algo desejado. Mas provavelmente será uma grande loja de varejo como é lá fora, onde vende de tudo (como o Submarino, só que melhor). A única esperança que eu tenho mesmo com a vinda da Amazon é finalmente ter um serviço que funcione e um atendimento eficiente que resolva nossos problemas, caso eles ocorram, de maneira rápida e eficiente.

  23. Eduardo Torres disse:

    Pra vocês terem ideia de como está o comercio-eletrônico no Brasil, a Submarino, que pra mim sempre afunda cada vez mais faz a troca, porém- pelo menos aqui em Pernambuco o serviço de coleta demora 10 DIAS!!! Antigamente poderiamos enviar pelos correios, mas agora é por uma empresa terceirizada para buscarem o produto e toda aquela burocracia de conferencia q conhecemos. Apesar q é a empresa OnTime que faz a logistica da empresa, aqui quem entrega são os Correios que como ja foi citado numa matéria aqui do blog da um mal trato com nossos preciosos. Geralmente as embalagens que me chegam estão quebradas. A Videolar é uma boa empresa, porém comunicar-se com eles é dose. Você envia um e-mail e lhes respondem com 4 dias. Falar DDD com eles não dá. espero que a Amazon venha pra cá e vendam os nacionais sejam eficientes na entrega e mantenha um canal de comunicação que realmente nos respeitem.

  24. DuduDigital3D disse:

    Apesar das Amazon venderem produtos de seus países correspondentes, se você procurar na Amazon da França ou de UK você possivelmente verá títulos americanos.
    Acho que para o mercado virtual vai ser bom, mas para nós, colecionadores, vai depender muito. Além dos impostos sobre produtos importados* e do preço que as nacionais cobram, vai depender de como as empresas irão fazer seus produtos, mas se a Amazon.com.br começar a vender BDs americanos por um preço não muito caro comparado aos do Brasil o incentivo às nacionais melhorarem (ou até se comparar o mercado internacional que adora comprar edições de outros países se elas são melhores do que as suas) será maior. Vai depender muito de como as Dizneis, as Uarners, as Para um montes, as fóquisis, as universitais e as independentes irão pensar.

    *Eu não entendo isso. Dizem que a gente beneficia a economia de outro país, mas então como o Brasil vende frutas, verduras? O consumidor não tem culpa se o Brasil não tem tecnologia o suficiente. Pensar assim é não ser globalizado. E, se pensar bem, com os impostos eles estão incentivando às pessoas comprarem importados, o que não vai dar renda nenhuma para o país. Se é para compensar a renda, que seja com uma pequena redução do preço original para que os comerciantes tenham uma margem de lucro. Isso é só desculpa para o governo tirar cada vez mais dinheiro de gente honesta e trabalhadora.

  25. ana_szaz disse:

    Na minha modesta opinião, se ilude quem acha que teremos edições importadas a preços baixos. A carga tributária no Brasil é altíssima, como todos sabemos. As edições vendidas aqui serão as mesmas das outras lojas virtuais, ou seja, as edições porcas, mutiladas e caras (nacionais).
    Agora, se a filosofia for a mesma da Amazon.com, teremos um ganho no atendimento e talvez isso faça com que as outras lojas mudem para não perder o cliente.
    Aguardemos…
    Muito bom texto, ótimo esclarecimento.

  26. Eduardo Torres disse:

    alguem poderia responder a seguinte pergunta? PORQUE LIVROS NÃO SÃO TAXADOS VINDOS DO EXTERIOR E FILME QUE AO MEU ENTERDER É ARTE E CULTURA SÃO?

    • DomVitto disse:

      Porque nossos legisladores, não compartilham a mesma opinião que eu e você…

      Aquela velha desculpa esfarrapada da valorização e proteção do mercado nacional

  27. Caraballo disse:

    Tomara que venha mesmo!

  28. VDutra disse:

    ótimo texto! mas só uma coisinha: n tem apostrofo em DVDs e BDs

  29. brisotto disse:

    E se resolverem suspender as vendas das amazons internacionais para o Brasil para dar uma "força" para Amazon Tupiniquim? Quem dúvida é louco…

  30. RML7000 disse:

    não vai adiantar nada!!! Quem compra nas Amazon's de outros países não poderão trocar porque os produtos e preços serão genuínamente BRASILEIROS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  31. DomVitto disse:

    Concorrência nunca é demais para o consumidor.

    Mesmo a Amazon.br não podendo oferecer os produtos e preços oferecidos em outros paises, se ela oferecer um atendimento parecido com que oferece lá fora, já me leva com certeza.

  32. É isso aí, Alexandre! Acho que dá pra todo mundo ter uma visão melhor e fundamentar mais suas expectativas com relação a isso.

    Como alguns já apontaram, não sou muito otimista. O único país mais fraquinho que tem Amazon é a Itália (recente). E por lá, a oferta é muito inferior do que nas outras filiais. O catálogo é fraquíssimo. O catálogo de filmes e edições na Itália deve ser menor que na Inglaterra, EUA e Alemanha, mas será que é menor que o brasileiro? Duvido muito.

    Também acredito que eles não farão feio no atendimento, mas como vários colegas já disseram, com os impostos do Brasil e nossa oferta de produtos, Amazon por aqui não fará milagre. Ao menos será uma opção decente de loja.

  33. raphasuncao disse:

    Ótimo texto, expôs claramente os pontos com fatos e exemplos. Parabéns pro autor. Fica a torcida pra que a Amazon venha com força total e provoque uma mudança radical no nosso mercado tão necessitado de uma evolução. E que ela não seja, como foi dito no texto, "abrasileirada", o que eu não consideraria impossível já que nesse país até anjo vira demônio.

  34. EmersonMH disse:

    Penso que a coisa mais importante que o Amazon pode trazer ao Brasil é o bom atendimento. A gente sabe que as empresas brasileiras nos tratam pessimamente pelo simples fato dos próprios atendentes não serem bem treinados. Mas existe sim uma empresa, de outro setor, que foge desse péssimo padrão de atendimento: a GVT. Quem tem a sorte de contar com essa operadora de telefonia, percebe nitidamente que o funcionário que te atende sabe o que está falando e sabe tudo o que a empresa oferece. Não irei me estender porque essa empresa é de outro ramo, mas penso que, se ela consegue atender bem, por que não um Amazon brasileiro com atendimento nota 10?

    O Wallmart nos EUA é conhecido por ter funcionários que nem sabem falar inglês corretamente e, por isso, não sabem se comunicar com o consumidor. Já a filosofia do Amazon é totalmente oposta: consumidor é tratado como todo ser humano deveria ser: com respeito. Espero que essa filosofia venha junto no Amazon brasileiro. Só isso já me fará feliz…

  35. AllissonBH disse:

    Eu acho que se a Amazon vier para o Brasil e manter o mesmo tratamento que recebemos das amazon's estrangeiras tem uma empresa ai (B2W) que vai ser obrigada e rever o que anda fazendo ou vai fechar as portas.

  36. jefferock disse:

    ótimo post!
    E como sou otimista. Eu acho q será algo bom!

  37. Ótima matéria. Espero realmente que, ao vir para cá, a Amazon trabalhe com toda a gama de produtos que vende em outros países e que continue com sua excelente política de atendimento a clientes. Será uma ótima forma de forçar as outras lojas de comércio online a melhorarem seus serviços, como você bem apontou.

  38. Diego Cabral disse:

    vamos ver o q ira acontecer, mas de q devemos comemorar, sim temos…

  39. dwmars disse:

    Bem que a Amazon podia sim vender os DVDs, Livros, CDs e Blu-rays dos EUA ou Europa, com os mesmos preços, porque muita gente começaria a comprar só os da Amazon e assim as distruibuidoras daqui veria que está perdendo com as "tralhas" que eles vendem e assim poder vender a altura ou proximo ou até quem sabe melhor.
    Se poder tipo fazer como comprar online e tirar na loja fazer aqui no Brasil, comprar nos EUA e fazer os "mimos governamentais" aqui, acho que séria mais barato ainda, porque a compra séria maior e pela propia empresa, dai sei la pode sair mais barato.
    Mais se a Amazon virar a nova Submarino (Loja on sem fisica) séria um derota. =/

  40. Fio do Chico disse:

    Ótimo post Alexandre! E é isso mesmo, esperar que os produtos sejam entregues mais rápidos e outras questões que são inerentes a estrutura brasileira é díficil, pois a estrutura logística e a carga tributária aqui são totalmente diferentes do que lá fora, mas se tivermos pelo menos atendentes com mais autonomia (não robôs que só ouvem) e que tragam solução aos problemas, já fico satisfeito. Torço para que logo também a loja traga o resto da variedade de produtos que ela tem. Tomara que o marketplace venha também para diversificar o catálogo da empresa. Que venha a amazão!

  41. felabo disse:

    Espero sinceramente que a Amazon entre de sola no mercado brasileiro. Isto aqui é um deserto em termos de variedade, qualidade e atendimento. Mas também acho que o "abrasileiramento" da empresa deverá ocorrer em algum momento. Ah, e uma correção: é possível sim comprar livros para o Kindle e lê-los sem o leitor Kindle — basta baixar o software Kindle para PC (gratuito > http://amzn.to/baixarkindle) no próprio site da Amazon. Já comprei alguns títulos e funciona perfeitamente. Aliás, jogar termos grifados no Google automaticamente é o melhor.

  42. Mateus disse:

    Estou quase comprando um kit do rock band 2, é uma caixa relativamente grande… O preço é 208U$. Se me taxarem 300 reais ainda estou no lucro, mas esse é o único problema?

  43. carlosws disse:

    Gostaria de saber qtas pessoas comprar as ed nacionas de produtos especiais?

  44. MagoGates disse:

    Eu tenho um outro ponto, apesar dos impostos altos por aqui, vejo que os produtos nacionais são muito superfaturados pelas lojas em conjunto. O que percebo é que o alto valor dos nossos bds e dvds não é só imposto, mas também prática de cartel. Se a Amazon entrar fervendo com preços baixos vai vender muito mesmo!
    Veja só, o "X-Men Ultimate Collection Blu-ray" nacional é vendido por todas as lojas por R$399, mas na Black Friday o Ponto Frio resolveu vendê-lo por R$199 e eu comprei é claro. Agora veja, se o Ponto Frio pode vende por esse preço, é lógico que não teve prejuizo com isso e esse poderia ser o preço real praticado. http://sckeetter.blogspot.com.br/2011/11/x-men-ul

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