VITÓRIA! Universal corrige a capa de Arraste-me para o Inferno em Blu-ray!

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Universal “inova” e deixa lombada sem título!

No final de março, o leitor Eduardo Monteiro trouxe ao BJC o caso da lombada sem título do Blu-ray de “Arraste-me para o Inferno”, da Universal.

Após a divulgação, foram enviadas inúmeras mensagens via Twitter para a Microservice, mas não obtivemos nenhuma resposta por parte da replicadora.

Passado mais de 1 mês desde a publicação do post, resolvi entrar em contato com a Microservice, e fui informado que o “problema não era conhecido por eles, e que até o momento não havia nenhuma reclamação sobre o caso”. A partir desta resposta, podemos concluir que é inútil enviar qualquer tipo de mensagem para o Twitter da Microservice, pois eles simplesmente ignoram os tweets (talvez seja uma empresa de marketing que faz este serviço e não repassa as mensagens para a Microservice).

Desta forma, abri uma reclamação. Algumas horas depois, recebi uma ligação de Andressa (a mesma pessoa que havia me atendido anteriormente), informando que a Universal reconheceu o problema e irá confeccionar novas capas corrigidas, em cerca de 1 mês.

Para solicitar sua capa corrigida, faça o seguinte:

  • Envie um e-mail para andressa.marques@microservice.com.br , informando que deseja solicitar uma nova capa para o Blu-ray do filme “Arraste-me para o Inferno” devido ao problema da “lombada sem título”;
  • Neste e-mail, é preciso:
    • Anexar uma cópia da nota fiscal de compra do produto;
    • Informar seu nome completo, CPF, telefone e endereço completo para o envio da nova capa;

A Andressa também pediu para informar que este erro não foi da Microservice, e sim da Universal. A Microservice simplesmente recebe o material da Universal e faz a impressão e replicação. Ué? Mas quando ligamos lá atendem como UNIVERSAL! Ou seja, a Universal tem seu atendimento ao consumidor terceirizado, no caso, para a Microservice. Este atendimento recebe os contatos dos clientes finais e então repassa para a Universal.

Esta é uma prática comum entre as grandes produtoras. O mesmo ocorre com Warner e Disney, por exemplo, cujo atendimento é feito pela Videolar e Arvato/Sonopress, respectivamente. Isso é ruim para os clientes e para as produtoras, pois não há um contato direto entre as partes, dependendo desta intermediação das empresas terceirizadas.

Como o JC bem lembrou, aí está a diferença de atendimento entre as grandes e pequenas produtoras. No caso das “nanicas”, geralmente os e-mails, assim como o Twitter, são controlados pela própria empresa. Temos como exemplo a comunicação com a Versátil e a NBO, que é algo importantíssimo tanto para os colecionadores quanto para as empresas, pois estamos sempre com um contato direto com os responsáveis, nos informando das datas de lançamentos, embalagens, especificações técnicas, etc., que em contra partida sabem exatamente o grau de satistifação de seus clientes, pois críticas, elogios e sugestões são comuns em um meio tão informal e bacana como o Twitter.

Agora o que é preocupante mesmo é a falta de revisão das capas dos filmes! Recentemente tivemos os casos da capa do “Massacre da Serra Elétrica” (Blu-ray, Europa Filmes), do disco de Tropa de Elite 2 (Blu-ray, Vinny Filmes) e também da Trilogia “Corra que a Polícia vem Aí” (DVD, Paramount):

* Obs: Agradecimentos especiais ao nosso amigo Luiz “Doc” Freitas por ceder a imagem de “Corra que a Polícia Vem Aí”!

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[Foto do leitor Carlos Poli] Texto equivocado na capa e por cima do título na lombada!

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[Foto de Gabriel Baltazar, publicada no Fórum do BJC] Erro de gramática: sob licenSa!

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[Foto de Luiz “Doc” Freitas] Erro de grafia na lombada da luva: Corra que a Polícia vem AEI!

Os erros acima, assim como o caso de “Arraste-me para o Inferno”, indicam que a capa foi finalizada por seu autor, “aprovada” pela revisão (se é que isso existe), e também passou batido pela replicadora. Embora seja muito provável que as replicadoras nem verifiquem aquilo que estão imprimindo, acredito que a produtora manda os “arquivos fontes” com as imagens, e então a replicadora manda bala na produção automaticamente! Após tudo isso, o JC deu uma ideia para fechar o post: já pensou se um funcionário descontente queira pregar um peça na produtora, e faz uma capa assim:

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Na certa essa capa seria impressa e comercializada desta forma, pois na minha opinião, uma lombada SEM TÍTULO chama muito mais atenção do que a montagem acima! E se mesmo assim passou batido por tanta gente, então isso seria totalmente imperceptível! É… o mercado de home video brasileiro tem MUITO o que melhorar!

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Edições de terror legendadas em PT-BR nas Amazons:

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Sobre o autor

Bruno Cabral começou a colecionar DVDs entre 2005 e 2006, até então tinha apenas alguns filmes favoritos. Sua coleção aumentou muito após conhecer o BJC em 2008, tanto em tamanho quanto em qualidade, passou a priorizar edições diferenciadas e com melhor tratamento. Conta hoje com mais de 1000 títulos. Seu gênero favorito é terror mas assiste de tudo! Entrou no mundo do raio azul no final de 2009.