Imagem quebra o silêncio e fala sobre seus Blu-rays mutilados



No dia 15 de setembro o nosso parceirão de fé e calejado site DVD Magazine publicou no Twitter uma mensagem criticando um Blu-ray da Imagem Filmes que tinha acabado de ver. A crítica (que reproduzimos abaixo) era sobre a qualidade do filme “Missão Quase Impossível” distribuído pela produtora:

Fique claro que na oportunidade o DVD Magazine ainda não tinha publicado sua resenha, somente essa impressão inicial.

A crítica do mais tradicional site brasileiro sobre resenhas de DVDs parece que deixou o pessoal da Imagem, digamos assim, tocados (finalmente). A resposta oficial sobre o caso (que agora chamaremos de #IMAGEMGATE), veio dia 23 de setembro no blog da produtora (que aparentemente aceita comentários e pode ser um ótimo meio para manifestarmos a nossa insatisfação). Em resumo disse a Imagem:

“O fato de não usar toda a capacidade do disco, não significa que esteja desperdiçando recursos e prejudicando a qualidade final, desde que se observem os critérios técnicos de compressão e utilize softwares profissionais high end para este fim.” [íntegra]

O DVD Magazine, que não é site de se encolher numa hora dessas, veio com tudo em uma resposta completa, praticamente rebatendo todos os aspectos colocados pela Imagem. Só pra ter uma ideia:

Menor compressão=melhor qualidade da imagem, que é administrada pelos softwares que fazem este trabalho de digitalização (ou só de compressão, dependo do caso). Há padrões de algorítimos que fazer esta compactação, neste caso em MPEG-4 AVC, o melhor “codec” disponível até o momento. Mas são necessários ajustes conforme a coloração, luminosidade, níveis de transição de contraste e outros fatores para que cada cena tenha uma melhor otimização na sua compactação. Há mais componentes envolvidos, como a taxa de transferência do leitor do para a tela da TV, chamado de “bitrate”. E, segundo softwares que dispomos para comprovar a curva desta transferência, ela está também baixa. Tem média de 12812 kbps, contra “average bitrate of 17Mbps” encontrado na resenha do site www.blu-ray.com, referência para o assunto. [íntegra]

Por fim, a Imagem Filmes não discutiu a resposta do DVD Magazine (nem tinha como depois de comprovada a maior compressão do disco brasileiro). Apenas agradeceu e afirmou: “vamos melhorar a cada novo lançamento.

Ainda sobre mutilação de tela e de áudio, o BJC também questionou a Imagem via Twitter. A desculpa é a mesma que era dada na época do DVD: diz a Imagem Filmes que, mesmo cortada, a versão mutilada foi aprovada pelo diretor (coisa que é extremamente discutível e quase impossível de comprovar por terceiros). E sobre o áudio afirma que é uma questão contratual [ironia on imagino quão competentes são os advogados da Editora NBO que conseguem o milagre jurídico de contratar todo material com áudio HD e formato de tela corretos para Blu-rays “de banca” ironia off]:

Obviamente, respostas padronizadas e bolorentas que não podemos aceitar mais. Como bem disse o Carlos Quintão, não importa se é “aprovado pelo diretor”. Mutilação é mutilação e ponto final. Inclusive o BJC já fez uma enquete entre seus leitores e a mutilação de imagem foi eleita como o maior problema de uma edição em DVD e Blu-ray.

De tudo isso, podemos concluir que já era hora da produtora independente responder os questionamentos de seus clientes, mesmo que seja sobre um filme que nem tem tanta importância assim (gostaria de saber se teremos uma nova versão de Crash: No Limite com o formato de tela correto, por exemplo). É positivo saber que não estamos falando para as paredes. Agora o que falta é termos resultados concretos e a coisa REALMENTE melhorar.

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Sobre o autor

Jotacê é viciado em DVDs desde 2004 (começou tardiamente, na idade do metal discóide furado). Hoje em dia compra poucos DVDs para investir mais nos discos do raio azul (que coleciona desde 2008). Resolveu ter um site em 2008 para que fosse possível publicar tudo o que pensava sobre os disquinhos lançados no Brasil. E cá estamos nós! Twitter | YouTube | Flickr | Coleção