Guia Rápido de Projetores

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O que são projetores?

Projetores são equipamentos sofisticados e complexos, que utilizam um conceito simples: usar uma luz forte pra projetar numa tela imagens em movimento. Agora, pra fazer isso direito, entra a complexidade de tipos de lâmpada, tipos de tecnologia, conversores, motores, lentes, enfim, são equipamentos complexos. Nesta matéria, vou explicar um pouco sobre quando e em que circustâncias se aplica a compra e instalação de um projetor, não basta apenas ser um aficcionado por cinema e querer uma tela grande. Muitos fatores influenciam o resultado final, que é esperado como um cinema e são esses:

  • Distância da Tela
  • Tipo de tela (4×3 ou 16×9)
  • Tipo de tecnologia ( LCD, CRT, DLP)

O último item explicarei melhor abaixo. Temos também o tipo de sinal que irá mandar ao projetor, influência de luz na sala, custo benefício, entre outros. Então não basta querer uma tela grande, temos que ter o ambiente certo, os equipamentos certos, e quase sempre, muito dinheiro pra fazer direito.

Como funciona cada tecnologia?

CRT ( Cathode Ray Tubes) – É o sistema mais antigo ainda em uso, mas está perdendo mercado devido ao excessivo tamanho e complexidade dos ajustes e preço. Eles são em contrapartida referência de qualidade de imagem. Três tubos, cada um com uma cor ( Azul, Verde e Vermelho ), cada um com sua luz própria, geram as cores básicas para fazer todo o espectro de cores na tela. A mistura de cores geram outras e assim por diante, passando por uma lente. Hoje em dia, Pixels são formados nas mesmas 3 cores pra gerar a imagem, cada pixel se compõe de azul, verde e vermelho. Se olhar sua tela de computador com uma lupa, irá perceber. Os ajustes precisos entre os 3 tubos, ou cores é muito complexo e demorado, geralmente deve ser feito por especialistas. Eu vi alguns Home Theaters com projetores CRT e o resultado é, simplesmente, o “cinema em casa”. Em conjunto com um sistema de som bom, uma sala com assentos confortáveis, não há porque não cobrar ingresso dos amigos.

Projetores CRT são caríssimos (é fácil encontrar modelos por 60, 80 mil dólares, até mais) e as marcas mais conhecidas são: Barco, Vidikron e Sony.

  • Vantagens:

-Vida útil (tubos de CRT geralmente mantém o nível de brilho original por até 10 mil horas em média);
-Definição de imagem (podendo chegar a 3200 x 2560 ). Um projetor CRT bem regulado, com uma fonte de qualidade como Blu-ray em 1080p filmado em 35mm é inigualável;
-Melhor nível de preto de todas as tecnologias em qualquer tipo de tela;
-Como nos velhos televisores, a taxa de atualização e resolução são variáveis, então material entrelaçado pode ser reproduzido sem a necessidade do processo de “desentrelaçamento”;
-Não apresenta o problema de arco íris, encontrado nos modelos mais simples de tecnologia DLP;
-Consegue gerar imagens maiores e melhores pelo custo x benefício, em comparação ao LCD e DLP;

  • Desvantagens:

-Preço (milhares de reais);
-Peso e tamanho, podem passar de 100kg;
-Ajustes são difíceis, demorados e extremamente complexos;
-Brilho total ANSI é menor do que os concorrentes LCD e DLP.

LCD ( Liquid Crystal Display) – São os mais comuns, fáceis de instalar e de preço mais acessíveis. O projetor de LCD utiliza uma lâmpada especial do tipo “Metal Halide“, que é um tipo de lâmpada da família HID (High Intensity Discharge), comum de se ver em carros importados e tuning. O sinal de imagem é enviado na frente da lâmpada em 3 painéis de poli-silicone, um pra cada cor (novamente o azul, verde e vermelho), e a medida que o sinal polarizado (uma combinação de polarizador, painel LCD e analizador) passa pelos painéis, pixels individuais são abertos ou fechados para deixar a luz passar ou não. A combinação dos pixels abertos e fechados reproduz a gama de cores e luz na imagem projetada.

Esse tipo de lâmpada é a melhor para projeção pois sua temperatura de cor e espectro de cor são ideais. A luminosidade gerada pode ser entre 1.500 e 20.000 ANSI Lumens. As lâmpadas de projetores com 15.000 ou mais lúmens são extremamente perigosas e caríssimas, já trabalhei com um projetor de 18K ( “K” é a abreviação de milhares no mundo dos Lumens inclusive, 1K = mil) na gravação de um DVD, que o projetor é transportado sem a lâmpada, e precisa ser instalado no local, e o local foi esvaziado, dois técnicos em roupas espacias de proteção entraram em cena com a lâmpada para fazer a instalação, pois a pressão dessas lâmpadas fazem dela praticamente uma bomba.  Essa foi uma cena inesquecível, já que o projetor tem o tamanho de um sofá de 2 lugares e pesa meia tonelada.

A quantificação de ANSI lúmens para projetores de Home Theater podem ser divididos em 3 segmentos: Entre 1.5k e 2.5k é o suficiente para salas pequenas, com telas pequenas e luminosidade controlada e baixa. Entre 2.5k e 4k são recomendados para salas médias, com telas maiores e com um ambiente de pouca luz. Acima de 4k, são recomendados para telas grandes, salas grandes e sem controle de luminosidade, podendo até serem usados em salas de conferência com a luz acesa. Uma coisa importante e uma regra é a quantidade de Lumens x tamanho da tela, porque você aumenta o tamanho da imagem projetada, mas não aumenta a quantidade de luz que sai do projetor, então, se pegar um projetor de 1.5k para fazer encher uma tela com 300 polegadas, a imagem vai ficar extremamente escura, sem foco e sem definição, mesmo num ambiente de luz controlada. Lumens é como cavalos vapor nos carros, melhor sobrar do que faltar quando for fazer a ultrapassagem.

Existe uma regrinha que mostra bem essa deficiência: a cada 25% a mais de imagem projetada (tamanho), o brilho é reduzido em 35%, um aumento de 40% no tamanho da tela reduz o brilho pela metade. A qualidade de imagem é ótima, e os mais recentes projetores aceitam imagens de até 4K de resolução (SXRD 4096×3072), mas com alto brilho e resoluções com essa, o preço pode chegar a U$ 175.000, como o novo JVC DLA-RS4000, com 10k de brilho e 10 megapixels de resolução, certificado THX. Por outro lado, projetores de LCD na faixa de 1.5k a 2.5k com resolução média de 800×600 (SVGA) ou até 720p (1280 x 720 WXGA) custam a partir de R$3.000. Hoje em dia, o único fabricante de chips LCD para projetores é a Epson, que é dona da tecnologia “3LCD” mas que existe em projetores de várias marcas. Um projetor com tecnologia 3LCD funciona dividindo primeiro a luz branca da lâmpada em três cores primárias (RGB), passando a luz por um filtro dicróico especial. Cada espelho dicróico só permite que específicos comprimentos de onda de luz passem, enquanto é refletido o restante. Desta forma a luz branca é dividida em três raios de cores primárias e cada uma é direcionada através de seu próprio painel de LCD.

  • Vantagens:

-Tamanho, peso e preço;
-Alto contraste e Brilho;
-Baixo consumo (nos models de baixa luminosidade). Modelos como os de 20k precisam de 380 Volts, mais de 100 ampéres, então mais lúmens, mais consumo;
-Ideal para instalação sem auxílio profissional, menus OSD, muitas conexões de entrada.

  • Desvantagens:

-A lâmpada gera a maior parte das desvantagens, como durabilidade ( entre mil e duas mil horas ), com custos entre R$500 e milhares de Reais cada.
-A lampada deve ser resfriada antes de desligar. Então o uso de um no-break é imprescindível para deixar a lâmpada com a ventilação própria no caso de uma queda de energia;
-A lâmpada perde luminosidade gradualmente, então a imagem vai escurecendo e amarelando aos poucos até que você perceba a hora da troca;
-Como qualquer LCD, pixels podem queimar e ficar aparecendo na tela, como um ponto preto ou branco, quanto maior a área projetada, maior o pixel visível na tela. Não há reparo em chips de LCD, um pixel queimado só se resolve trocando todo o processador;
-Como os pixels individuais são projetados em telas grandes, muitas vezes os “quadrados” dos pixels são perceptíveis a olho nu, no efeito chamado de “The Screen Door Effect“.

DLP ( Digital Light Processing) – É uma marca exclusiva e patenteada pela Texas Instrument. É a mais nova das 3 tecnologias mais comuns usadas em projetores, inventada em 1987. Existem dois tipos, o de chip simples ou de 3 chips, encontrado nos modelos High End, consequentemente mais caros. Nesse tipo de projetor, a imagem é criada por espelhos microscópicos num chip, chamdos de “Digital Micromirror Device” ou DMD. Cada micro espelho representa um ou mais pixels na imagem gerada, e normalmente a resolução é contada a partir do número de espelhos, como 1920×1080, são exatos 3 mil micro espelhos que geram a imagem. Esses espelhos são reposicionados rapidamente, o que gera os tons de cinza, ou contraste, controlados pelo tempo em cada posição. Para gerar a cor, uma roda semitransparente com as 3 cores básicas ou mais (novamente o verde, azul e vermelho) é colocada a frente dos espelhos, e gira de acordo com a imagem a ser gerada, colocando o verde a frente, ou o vermelho, até gerar a imagem completa. A roda gira numa taxa incrível de até 10x a cada frame (algo como 25 mil RPM) nos modelos mais novos e mais caros. É um sistema muito complexo.No modelo de 3 chips, um prisma é usado pra separar 3 raios de luz vindos da lâmpada, e cada uma das 3 cores são direcionadas ao seu próprio chip DLP, depois unidas e enviadas para a lente. Projetores DLP com 3 chips podem gerar até 35 trilhões de cores, que é muito mais do que conseguimos distinguir a olho nu.

A lâmpada usada é a mesma do LCD, consequentemente, podemos ter a mesma gama de Lumens. Novos modelos estão sendo apresentados com luz gerada por LEDs e Laser, tecnologia lançada pela Mitsubishi (Laservue) em 2008. A maioria dos cinemas digitais hoje em dia utiliza projetores DLP, inclusive os que geram 3-D. Projetores de LED e Laser dispensam o uso de lâmpadas, acabando com a maior desvantagem da tecnologia. Projetores DLP de chip único podem ser encontrados a partir de R$3.00o, e com 3 chips a partir de R$8.000.

  • Vantagens:

-Imagem excelente em Resoluções Full HD;
-Perfeita geometria de imagem e tons de cinza, contraste;
-Não sofre do efeito “Burn In”;
-Não sofre do efeito “Screen Door Effect” que afeta os projetores de LCD;
-Fácil manutenção e troca da lâmpada (mais que no LCD);
-Novos projetores de LED e Laser eliminam o uso de lâmpadas;
-Podem processar até 7 cores primárias, dando a melhor performance de cor;
-Não sofrem desgaste nenhum de cor ao longo dos anos, como no LCD que tende a amarelar a imagem;
-Pronto para tecnologia 3-D, inclusive pode-se usar 2 Projetores juntos para fazer uma imagem estereoscópica em sincronia.

  • Desvantagens:

-Os modelos top de linha com 3 chips, e Led ou laser podem custar centenas de milhares de dólares, assim como as outras tecnologias, quanto melhor fica, mais caro fica;
-Os modelos de chip único são bem inferiores aos de 3 chips, e podem sofrer um efeito vísivel de arco íris na tela, quando em modelos mais baratos e que a roda de cores gira a uma velocidade baixa;
-Um pouco maior que os LCD’s e precisam de mais ventilação, consequentemente mais barulhentos;
-Modelos de lâmpada sofrem as mesmas desvantagens citadas no LCD;
-Como no LCD, uso de No Break é obrigatório para quedas de energia, a fim de proteger a lâmpada.

Resumo:

Para ainda resumir o porque não é facil dar dicas de modelos, marcas e preços, tudo afeta o resultado final da imagem num projetor, luminosidade da sala (janelas, etc), tipo e tamanho da tela, distância do espectador e do projetor da tela, paralelismo obrigatório do projetor em relação a tela (devem estar centrados, perfeitamente, de frente um pro outro), tipo de sinal, tipo de Home Theater, espaço, enfim, milhares de variações são levadas em conta. Recomendo que um profissional seja consultado para poder dar a melhor instalação e custo possíveis. Fazer você mesmo pode ser um gasto de dinheiro sem o devido retorno com a qualidade esperada. Por outro lado, a experiência máxima de um HT é coseguida com um projetor e uma tela grande, como nos cinemas. Agregando a isso um som surround bom, sala controlada e bom senso, a experiência é igual ou melhor que nos cinemas, tirando as devidas proporções. O custo geral pra ser ter um projetor bem instalado é maior o que comprar uma TV de de LCD ou Plasma, e isso acaba sendo a escolha da maioria das pessoas que tem Home Theater.

Telas:

Existem centenas de fabricantes e tipos de tela, tensionadas, elétricas, de material x ou y, mas alguns fatos devem ser levados em conta. Hoje em dia, a melhor escolha é uma tela na proporção 16×9, já que é a cara do cinema, e todos os modernos projetores fazem esse formato nativamente. Testei muitos projetores quando trabalhei com instalações profissionais, e um fato curioso e desafiador, é que a melhor imagem é gerada numa tela escura, até preta, o contraste, o preto ficam insuperáveis. Muitas telas tem a opção de serem na cor cinza, até quase pretas para melhor contraste, e a diferença é gritante, faz a imagem de um projetor de LCD de 1.5k parecer com um DLP de 4k ou mais, é muita diferença, mas o preço para se ter uma tela cinza ou mais escura é luminosidade ZERO na sala, qualquer luz maior que um celular aceso estraga tudo. É muito crítico trabalhar com telas escuras, mas se pode controlar o ambiente, a imagem é significativamente melhor, só vendo pra crer. O tamanho da tela deve ser calculado pela distância do espectador, e depois calculado no tipo de projetor e lente a serem usados. alguns projetores tem limitações de tamanho pequeno de imagem, outros de imagens maiores. Telas podem ser elétricas e controladas por controles universais, ou controle próprio fornecido. Não há como dar dicas de tamanhos de tela sem saber o tamanho da sala, distância de visualização, tipo de sinal, luminosidade, etc.

Conclusão:

Visto que são tantos fatores e desafios para se ter uma tela de cinema em casa, a consulta de um instalador profissional é essencial para o melhor resultado. Eu particularmente não desejo uma sala com projeção, mas admiro salas e pessoas que resolvem dar esse passo “final” para a concretização da palavra cinema em casa. Deve ser levado em conta que por exemplo, uma TV top de linha como a Samsung LED série 8000 de 55″ custa por volta de R$11.000, e é grande o bastante para muitas salas, e com qualidade e tecnologia de ponta. Com esse preço compramos um projetor que dará uma tela maior mas não com mais qualidade nem mais brilho/contraste, já que pra se igualar a uma TV dessa, algumas centenas de milhares de reais serão necessários, como disse, projetores podem custar entre 2 mil reais e meio milhão de reais, fora a tela, instalação, manutenção (lâmpada) e cabos, que custam caro para longas distâncias, onde geralmente o projetor está no fundo da sala, e a fonte na frente, e um cabo HDMI de qualidade com por exemplo 15 metros pode custar em média 2 mil reais ( aumentando a preços estratosféricos com marcas e modelos melhores ), fora o amplificador de sinais HDMI necessário a partir de 5 metros de cabo.

Então o projetor se aplica quando a sala é grande e, logicamente, a vontade de ser ter tal expriência, mas agregadas a um preço alto, já que pra brigar com uma TV desse porte, o projetor não pode ser de entrada, fora os custos adicionais. É uma balança complicada, que desanima muitos, mas quem tem vontade, recursos e faz direito, tem a experiência máxima do cinema em casa.

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Categorias: HardwareResenhas

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Sobre o autor

Julian Conde tem aproximadamente 300 DVDs (com algumas raridades como Silence of The Lambs e Robocop da Criterion Collection) sendo 90% importados Região 1, pois nunca aceitou comprar os DVDs sem recursos como o som DTS e com encarte nacional (quando tem), sem extras, como chegam aqui na nossa “tropicalização”. Criou um Formspring exclusivo para tirar dúvidas dos leitores do BJC sobre hardware.
  • "…precisa ser instalado no local, e o local foi esvaziado, dois técnicos em roupas espacias de proteção entraram em cena com a lâmpada para fazer a instalação, pois a pressão dessas lâmpadas fazem dela praticamente uma bomba…" Assustador!! Fico imaginando o tamanho desse projetor! o.0
    Achei legal aquele com três lentes, nunca tinha visto, os dois ultimos modelos já se aproximam dos q eu já vi, kkkkk, mas é bem mais prático ter uma boa tv (como vc citou), do que sofrer com a queima dessas lâmpadas, porém tudo vale pra quem deseja ter realmente um cinema em casa!
    Parabéns pelo post!!

    • Tambem me impressionou muito a tal lampada “Metal Halide“. Caraca precisa de um esquadrão anti-bombas pra manuseá-la? :-0

      Acho que mesmo se eu tivesse grana, depois dessa informação, não consideraria ter um aparelho desses na minha casa ! Medo !

  • Tenho um Gradiente PRD-500, tecnologia DLP. Comprei em 2007. Entrei no submarino e ele estava a 2.500 Reais, achei muito barato. Comprei. No dia seguinte esgotou, e quando voltou a venda estava 5 mil, não sei se foi erro deles ou promoção relâmpago mesmo. Ele tem DVD player e caixas acústicas estéreo integrados, que não uso porque o conecto ao home theater, mas quebra um galho pra levar pra uma festa e deixar uns clipes ou shows passando. Raramente faço isso por zelo ao meu brinquedo, hehehe. Eu só não sabia dessa de ele estar pronto para o 3D. Quer dizer que quando saírem os blu-rays 3D é só eu atualizar o player e tá tudo certo? Se for, sorte a minha.

    • Renan ,
      Somente os DLP de 3 Chips e como logo "3-D Ready" aceitam o sinal 3D.

      • Galera, não é bem isso que vcs. estão postando aqui não…
        A grande maioria dos projetores DLP, mesmo os de chip único, e mesmo os mais baratos, com resolução 800×600 conseguem exibir fontes 3D. Nem sempre admitindo sinal por todas as entradas, mas por uma ou outra via. De fato, em testes, a esmagadora maioria dos DLPs, se mostraram compatíveis com 3D, sem a necessidade de NENHUM tipo de upgrade. Houve algumas limitações, porém: Apenas o "Deep Q", da Infocus, conseguiu o 3D em 120Hz. Os outros reduziram automaticamente a frequência para 85 Hz, o que resulta em um pouco de 'flicker'. Para manter a sincronia, os projetores que usam color wheel de 2x rebaixaram o refresh de cores para 1,58x. Mas, como TODOS os projetores DLP existentes no mundo usam chip DMD da Texas Instruments (inclusive os Crhistie e os Barco que rodam em cinemas digitais – esses, sim, com 3 chips), então se acredita que bastará um upgrade de firmware para que se consiga até rodar 3D em 120 Hz que é o padrão máximo. Se os projetores atuais são ou não capazes de upgrade de firmware, aí é outra história. Mas mesmo que não sejam, há enormes chances de que ele aceite 3D em 85 Hz.
        A conclusão foi que, ainda 83% dos projetores DLP testados aceitaram uma imagem de fonte 3D. Ou seja, se você tem um DLP, há boas chances de você conseguir assistir 3D.
        Vale lembrar que projetores LCD não rodam 3D de jeito nenhum. Por causa da velocidade de mudança dos pixels (que num DLP é ínfima – 2 microssegundos, ou seja dois milionésimos de segundo), e também porque o DMD renova a tela inteira de uma vez só, e não por varredura, como os LCDs.
        Fonte: http://cmst.curtin.edu.au/local/docs/pubs/2007-05

        • UPDATE: Listão de Projetores Domésticos Compatíveis com Projeção 3D:

          Segue uma lista, algo desatualizada, porém mais fácil de visualizar, de projetores DLP compatíveis com projeção em 3D. Esses aqui são listados como "Flicker Free", ou seja, não apresentam efeito colateral de cintilação de imagem.
          Confirma-se que mesmo projetores DLP antigos e não específicos para Home Theater poderão ser usados com essa nova tecnologia.

          Cabe ressaltar, porém, que obviamente é necessário que o mercado ofereça algum dispositivo controlador de óculos ativos, já que projetores que não foram fabricados especificamente para 3D não vem com o dispositivo acoplado. Na minha opinião, não é difícil que tais dispositivos comecem a ser incluídos em BD players 3D, ou mesmo que comecem a ser vendidos separadamente. Na própria Amazon, existe um kit 3D com controlador e óculos para uso com DVDs. Porém, NÃO recomendo a compra daquele equipamento, pois é já ultrapassado (foi incluído na Amazon em 2001) e o fabricante só garante seu perfeito funcionamento em TVs CRTs.

          Bem, o link para o listão é: http://www.3dmovielist.com/projectors

          Saliento que esta lista também já não é nova, e muitos modelos mais recentes (e melhores) do que esses não aparecem na listagem.

          Meu velho projetor X2 está lá :)… Mas meu novo Full não aparece na lista… Ficamos na espera de novos testes.

  • Realmente essa do 3D é uma boa, porque além de ter um belo de um equipamento, a pessoa não vai precisar gastar mais com essa nova tecnologia, que na minha opinião, vai demorar um pouco para pegar, principalmente aqui no Brasil.

  • Bem legal o texto. Além disso, futuramente, penso comprar um projetor. Vou me lembrar de ver esse texto de novo. E é a primeira vez que comento primeiro

    #MeRespeiteFOX

  • Sempre gostei de cinema, desde o começo de minha coleção imaginava ter um cinema em casa, literalmente falando, mas os custos são altíssimos, fora que para se montar a sala de cinema ideal, é muito trabalho, muito cálculo e muito dinheiro.
    Algum dia eu vou querer ter meu cineminha montado, mas até isso ser possível, me contentarei com uma LCD FullHD mesmo 😀

  • Uau! Excelente artigo !

    Ficou muito bem explicado as tecnologias de projeção.

    Eu que não sabia nada antes de ler esse post, já to me achando um expert !

    Parabéns Julian !

  • Um ótimo tutorial pra quem quer começar a montar o próprio HT e não sabe por onde começar. Meus parabéns, Julian; a matéria ficou ótima!

    Valeu pela Força!!!

  • ainda vou ler com calma, adoro esse tipo de post, mas se esse é o guia rapido, acho que o guia completo seria bem complicado

  • Muito bom o artigo! Parabéns!

    Uma dúvida: Na parte do texto sobre os projetores DLP, foi dito que eles estão preparados para a tecnologia 3D utilizando dois projetores sincronizados. O uso de dois projetores não seria necessário apenas no caso de óculos 3D com lentes polarizadas? Como o padrão definido para 3D doméstico (Blu-ray 3D) é baseado em óculos com shutter, não seria necessário apenas um projetor compatível com a tecnologia (sendo que este, provavelmente ainda não existe)?

    • O uso de 2 projetores traria benefícios de brilho , contraste e definição , já que teria um sinal full hd por olho , mas o DLP de 3 Chips é preparado para o 3D mesmo com um só projetor.

      • Muito provavelmente o uso de 2 projetores será impossível para uso doméstico.
        Porque exigiria que o player tivesse duas saídas HDMI, uma levando o sinal para cada olho. E isso, por sua vez, exigiria que o player de BD, ou DVD, fosse projetado exclusivamente para uso com projetores, o que vai na contramão do que vem sendo apresentado. Os players domésticos serão os mesmos para TV e para projetores.
        Assim, utilizarão de 'field sequencial' 3D, o que manda tudo para um mesmo projetor (ou TV).
        Entendendo: cada frame de vídeo possui dois fields. Um field é composto pelas linhas ímpares da imagem. O outro field é formado pelas linhas pares. Num modo de exibição entrelaçado (480i, 1080i etc) o field impar é exibido por 1/60 avos de segundo. E o field par é exibido em seguida, ficando na tela por outros 1/60 avos. No total, ficaram na tela por 1/30 avos de segundo, que é a duração do frame inteiro. Cabe ao cérebro, através da retenção retiniana, juntar as duas partes da imagem. No modo progressivo (480p, 180p etc). O player já unifica os dois fiels e exibe o frame montado.
        Então, fica fácil: "field sequencial" 3D é o processo em que o FIELD 1 carrega a imagem do olho esquerdo para o FRAME 1. E em seguida, é exibido o FIELD 2, contendo a imagem para o olho direito do FRAME1. Os óculos ativos (shutter LCD) tapa o olho certo, no momento certo.
        Percebe por que isso é impossível de fazer com projetores distintos? O player teria que soltar um field para um projetor e o outro para um outro projetor, por uma saída distinta. E os projetores teriam que 'conversar' entre si, para se sincronizarem.
        Há cinemas que usam dois projetores. Mas é um equipamento muito mais sofisticado. A maioria dos cinemas digitais 3D usa um projetor só, acoplado ao chamado Z-screen. (Z, do eixo "Z", da profundidade). É um dispositivo acoplado na frente da objetiva que polariza a imagem rapidamente, em frações de 1/48 avos de segundo, alternando-se para polarização para olho direito e olho esquerdo.

        Acho que é por aí…

  • Parabéns pelo ótimo tutorial Julian!! Está muito bem escrito e com uma linguagem bem acessível. Só uma pequena contribuição/observação quanto a utilização de amplificadores de sinais para cabos HDMI acima de 5m, como tu mencionastes no teu texto: existem cabos de ótima qualidade (http://www.blujeanscable.com e http://www.discabos.com.br, por exemplo) que possuem especificações que conseguem enviar os sinais de áudio e vídeo (que trafegam através do cabo), de forma correta e sem degradações até uns 20m. É claro que estamos falando de cabos tops, mas existem cabos acima de 5m que não precisam de amplificadores de sinais para envio dos sinais de áudio&vídeo. Como a maioria dos mortais utilizam cabos HDMI que dificilmente ultrapassam os 3m, creio que não teremos maiores problemas 🙂 Forte abraço e mais uma vez, parabéns pelo ótimo tutorial.

    • Dakir ,
      99% dos fabricantes de cabos e equipamentos com sinal HDMI testaram e comprovaram a deficiência de sinal com mais de 5 metros no comprimento.
      A Marca Discabos é nacional e de baixa qualidade , e não representa referência nenhuma para qualquer alegação como essa de não haver perda de sinal acima dos 5 metros , o que é um fato baseado em testes no mundo todo , com centenas de fabricantes , inclusive Audioquest , Van den hul e Monster Cable pra citar alguns.
      Eu não ligaria um projetor meu com 15 metros de cabo HDMI sem amplificador de sinal , é acreditar papai noel.

      • Ok Julian!! Abraços

    • Meu projetor de teto está ligado a um cabo de 8m.
      É um cabo convencional, mas mesmo assim, aceita a ativação do High Speed Transmission do BD player sem problemas. Não uso repetidor de sinal (a não ser o Receiver). Mas o Receiver não conta, porque ele está na ponta do cabo.
      Por outro lado, tenho um cabo Monster ligando o BD player ao receiver e um cabo convencional ligando o DVD player ao receiver.
      Eu troquei de receiver há dez dias. E estou começando a ter problemas na transmissão FULL HD + áudio no cabo curto convencional. O áudio às vezes corta.
      Então, na minha opinião, o que importa não é a marca, mas a qualidade do cabo. O meu cabo de 8 metros conduz o sinal perfeitamente. Mas o cabo curto começou a dar problema…
      Claro que a marca é uma certa forma de garantia. Mas é inviável comprar 10 metros de cabo Monster. Na minha opinião, é um gasto inútil. Escolha um cabo de qualidade (grosso, com conector banhado e SEM aqueles filtros nas pontas) e compre conscientemente. Se, mesmo com todos esses cuidados, der 'zebra', você terá perdido em torno de R$ 120,00. Mas se você escolheu com cuidado e ele foi bom, você terá economizado muito dinheiro pra gastar em filmes e equipamentos.
      Claro que, isso que eu disse é bobagem se você tiver o dinheiro 'sobrando'..rsrsrssrsr…. Se o bolso está cheio, seja feliz!

  • Mario Azevedo

    Meu caro Julio Conde
    este teu artigo está excelente e, ele veio esclarecer várias dúvidas que eu tinha e veio criar outras. Numa das respostas acima voce diz que não acredita em cabo HDMI com mais de 5 metros sem amplificador de sinal. Estou vivendo este problema com um cabo da Discabos de 7 metros. Mas qual o amplificador de sinal eu posso usar. Onde coloca-lo? logo após a saida do receiver, ou perto do projetor ?
    Outra dúvida. o meu projetor é um Mitsubishi HC6800, com 3 LCD.Ele pode projetar em 3D, desde que o filme e o player Blu-Ray também sejam 3D
    Obrigado
    Mario Azevedo

  • Matéria ajudou demais!
    agora vou verificar melhor o projetor que vou comprar, e como minha sala que estou montando para assistir meus filmes, tem luminosidade zero, vou atrás da minha tela preta!
    Valeu, Julian!

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