DVD Resenha: Genesis “When in Rome”

Eletrônicos - Submarino.com.br

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Sobre a edição:

Este show espetacular do Genesis em DVD vem num box Digipak com luva com uma textura e acabamento espetaculares. Está entre as melhores embalagens de shows que eu tenho na coleção. Toda a arte é fosca, muito bem impressa. Dentro encontramos o encarte enorme (acho que mais de 12 páginas) e ainda um mini poster dobrável no meio, com uma panorâmica do palco todo. Logo no meio estão os 2 DVDs e na ultima aba, um envelope com o DVD do documentário da turnê.

Sobre a imagem:

Este é um dos mais absurdos palcos que eu já vi. A iluminação e os painéis de LED que cobrem todo o fundo do palco num desenho bem diferente são impressionantes. O sincronismo entre as imagens, a definição e o conteúdo fazem um show a parte. É também um dos palcos mais caros que já fizeram turnê, já que todo o equipamento é de ponta e o palco é enorme, então muito de muita coisa cara pra fazer bonito. Diz-se na “radio pirata” interna do show business nacional que este show não veio ao Brasil porque este palco em particular não cabia no Maracanã. O sistema de luz em conjunto com os painéis de LED fazem bonito. A qualidade da imagem está ótima, sinto apenas meio “nublado”, como se tivesse uma névoa de fumaça em todo lugar, mas que não acontece em shows a céu aberto. Existem shows com muito mais qualidade de imagem em DVD ( Robbie Williams – Live At Knebworth, Pink – Live in Europe), mas com um palco tão rico, e tantos outros elementos de encher os olhos (torres de luz, de som, etc) você acaba tendo uma experiência maior do que o DVD consegue reproduzir tecnicamente, mas se atentar aos detalhes, verá que podia ter sido melhor transferido. A banda em si é excelente, com 2 baterias em cena, sendo a DW exclusiva do baterista Chester Thompson Folheada a ouro, linda. A imagem é no formato 1,85:1, e tem um Bit rate constante durante todo o show. Este com certeza é uma apresentação que se beneficiará muito com o lançamento em Blu-ray, mas que não existe previsão ainda.

Sobre o áudio:

No quesito áudio, temos uma série de altos e baixos, prós e contras, que infelizmente estragaram minha experiência. O DVD vem com DTS raríssimo em 5.1 96khz 24 bits (EM DVD!) e tem uma resolução bem alta. Acho que é o único DVD vídeo que tenho na coleção com esse formato, mas sei de outros poucos por aí, a maioria de óperas e apresentações de orquestra, musica clássica. Também temos as opções de audio estéreo PCM e DD 5.1 comum. Vamos aos problemas: a captação, execução e resultado sonoro do show é espetacular, a gravação é das melhores que existem por aí, cada timbre, cada instrumento está em seu lugar. O problema que ocorre é musical pois, eu que gosto de ouvir shows em volume de acordar defunto, me decepcionei quando com frequência entra um tom grave absurdo na música, proveniente do teclado ou sequencer, que estraga toda a musica, todo o som. O grave toma conta de tudo, e é tão desproporcional que tive que abaixar o volume diversas vezes, até que cansei e desisti de terminar de assistir o show. Quando não temos esse grave proposital, temos um grave também terrível quando estão tocando as duas baterias juntas, não sei se a soma dos graves de bumbo ou de ressonância de alguma coisa, mas o grave é chato, fora do normal e acaba com toda a experiência. Tirando esse grave, tudo está muito bem captado, e com um peso no bumbo do Chester Thompson maravilhoso, só estraga mesmo quando Phil Collins resolve sentar a bateria. Ele, na minha opinião, como baterista é um ótimo cantor, e deveria ter ficado apenas na modalidade vocal. Queria tanto ver esse show inteiro sem esse grave, mas após 8 ou 9 musicas pilotando o volume pra não judiar demais do meu subwoofer, desisti. É uma pena, musicalmente esses “inserts” de graves aleatórios não combinam com o Genesis, é coisa de musica eletrônica, no máximo engulo no Nine Inch Nails, Marylin Manson, etc. Há uma vaga possibilidade de ser um problema de autoração, da mixagem final pra autoração do DVD, mas acho difícil, em todo caso não custa torcer pra não existir esse problema arrasador numa versão futura em Blu-ray.

Conclusão:

O show vale pelo visual, performance da banda, repertório (todos os grandes sucessos estão no show) e encarte acima da média. Mas pra curtir um show desse, com tantos recursos visuais, num Home Theater, tem que ter um volume considerável, e isso acaba sendo impossível pelo grave fantasma que domina a maioria das musicas, e acaba com a experiência. Quem for fã da banda, e colecionadores vão se apegar no “resto” todo como encarte, apresentação, muitos extras (documentários, interação durante a reprodução em todas as faixas, fotos, etc). Mas eu, como me apego principalmente na qualidade técnica do som, fiquei decepcionado. Tenho vários shows que o audio é fora de escala de espetacular, e a imagem é ruim ( como o Sade “Lovers Live”) e pra mim está bom, audio é o que importa, tecnicamente e musicalmente, mas quando temos agregado a isso ótima imagem e um visual incrível fazem um show marcante. Consigo assistir um show ruim de imagem e bom de som, mas não o contrário, então esse DVD do Genesis deixa a desejar pra quem curte ouvir o famoso “alto e bom som”.

Conteúdo do DVD:

Faixas DVD 1

01. Dukes Intro
02. Turn It On Again
03. No Son Of Mine
04. Land Of Confusion
05. In The Cage MedleyIn The Cage, Cinema Show, Dukes Travels
06. Afterglow
07. Hold On My Heart
08. Home By The Sea
09. Follow You Follow Me
10. Firth Of Fifth
11. I Know What I Like ( In Your Wardrobe )
12. How Does Duke’s End End? – Extras
13. We’re Gonna Take It Up A Bit – Extras
14. Plugged In. Turned On. On the Edge – Extras
15. Minimal Confusion – Extras
16. Tony Changed His Mind – Extras
17. We Need More Lights – Extras
18. Counting The Bars To ‘Heart’ – Extras
19. Working On Home – Extras
20. Mike Wants Phil’s ‘Feel’ On Drums – Extras
21. From ‘G’ To ‘G’ On ‘Firth’ – Extras
22. Time To Dance – Extras

Faixas DVD 2

01. Mama
02. Ripples
03. Throwing It All Away
04. Domino
05. Conversations With 2 Stools
06. Los Endos
07. Tonight Tonight Tonight
08. Invisible Touch
09. I Can’t Dance
10. Carpet Crawlers
11. Bring The Pitch Down Like Elton – Extras
12. ‘Acoustic’ Ripples – Extras
13. ‘Throwing It All’ Down – Extras
14. Tony Talks About His Inspiration – Extras
15. The Drum Duet – Extras
16. Not A Period Piece – Extras
17. Invisible Key – Extras
18. Phil, Tony & Mike, And Phil & Mike – Extras
19. Singing Along – Extras

Faixas DVD 3

Documentário ‘Come Rain Or Shine’

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DVD na Videolar:

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DVDs recomendados pelo BJC no Submarino:

Box com 5 DVDs em Digipak DVD duplo, Digipak e com aspecto correto DVD duplo, enluvado, com todos os extras legendados DVD duplo, Digipak

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Sobre o autor

Julian Conde tem aproximadamente 300 DVDs (com algumas raridades como Silence of The Lambs e Robocop da Criterion Collection) sendo 90% importados Região 1, pois nunca aceitou comprar os DVDs sem recursos como o som DTS e com encarte nacional (quando tem), sem extras, como chegam aqui na nossa “tropicalização”. Criou um Formspring exclusivo para tirar dúvidas dos leitores do BJC sobre hardware.

Comentários (20)

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  1. Esse eu ainda não tive a oportunidade de conferir.
    Pelo que você falou o som deve ser realmente animal né, afinal, nada como um DTS.

  2. CaioSun disse:

    Julian, o seu DVD é nacional? O meu é inglês, não sinto essa distorção no grave, talvez por não escutar tão alto ou não ter o ouvido tão apurado para isso. Pra quem aínda não viu, veja! Um showzaço.

  3. eduardo disse:

    ouça os discos da fase peter gabriel e verá o phill detonar na batera, como em the musical box.

  4. AllissonBH disse:

    Ótimo post Julian, gosto é gosto né, eu particularmente acho o Phil Collins um ótimo cantor e um excelente baterista, respeito o seu comentário mas não concordo muito com ele rsrsrsrs. Abração e se puder traga mais post sobre musicais, o seu ficou show de bola.

  5. NeiminatoR disse:

    na CD Point, que é uma loja que pratica preços maiores que a concorrência, tá R$ 59,35
    http://www.cdpoint.com.br/DVD/GENESIS-WHEN-IN-ROM…

  6. Luke_Chief disse:

    Gosto muito da musica deles! realmente muito boa!

  7. Law disse:

    É tão bom ver resenhas musicais por aqui, seja o que for, show, gravado no estúdio, documentários, etc. Pena ter tão pouco, depois que comecei a acompanhar o blog este é apenas o 2º post sobre BD musical

  8. rufferto2004 disse:

    O documentário que vem junto é fantástico. Mostra todas as etapas da criação da turnê e se torna um verdadeiro filme de suspense quando, há poucos dias da estréia, descobrem que não tem ninguém capaz de operar o palco. Assistam!!!

  9. FANTÁSTICO!!!
    Comprei o Genesis – When in Rome pouco depois do lançamento. Simplesmente fantástico!!!
    Áudio, imagem, extras. Tudo excelente. O DTS então, maravilhoso!!!
    Um show imperdível!!!

    Finalmente alguém fez uma resenha desse dvd do Genesis. Parabéns Julien Conde!

    Só não concordo quando diz que o Phil Collins fica a dever quando senta na bateria. Ele é muito bom (pena que não pode mais tocar devido a uma cirurgia nos pulsos). O dueto com o Chester Thompson é com certeza um dos melhores momentos do show.

    • CondeJulian disse:

      Igor ,
      Como ando dizendo por aqui , o Phil Collins é um bom baterista , quando sozinho como no disco Hot Night In Paris , mas nesse show , quando tocando JUNTO o Chester Thompson , e não no dueto / duelo ele se perde , não consegue bater junto no timing e se perde quando vai cantar e tocar , vi muitos erros que poderiam ter sido evitados.
      Ele é um bom baterista mas não está na liga dos campeões como Chester , Omar Hakim , Manu Katché , Dennis Chambers , Akira Jimbo e tantos outros.

  10. CondeJulian disse:

    Ingsoc , Tenho todos os discos dele e da fase com Peter Gabriel , quando PC senta na bateria pra acompanhar o Chester Thompson ele se perde , fica fora do tempo e se mostra atrapalhado pra cantar e tocar.
    Gosto do Phil Collins sozinho na bateria em alguns discos como o Hot Night In Paris , mas nesse show da resenha , ele está devendo muito perto do Chester Thompson.

  11. Ingsoc disse:

    Assim posto, posso concordar contigo. Dessa volta do PC ao Genesis só escutei o CD Live Over Europe, e uma vez apenas, e precisaria ouvir novamente o drum duet. Mas pode até ser que o velho Phil esteja fora de forma na batera (falta de prática, talvez), e como o Chester é um monstro, acaba sendo engolido. Contudo, pessoalmente continuo achando o PC um músico muito competente, inclusive na bateria.

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