O custo do baixo custo

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Assim era a coleção antes das lombrigas atacarem mais ferozmente.

Nos últimos dias, estou procurando me desfazer de uma considerável quantidade de DVDs. Em sua maioria são produtos espartanos que, à época da compra, custavam entre R$ 9 e R$ 13, ou seja, tudo DVD que saiu relativamente barato. Hoje, porém, vejo que nada acrescentam à coleção e, por isso, vão embora. Muitas edições caprichadíssimas, por sua vez, permanecerão nos seus devidos lugares na estante, posto que, fora eventuais “bugs ”, eu tenha desembolsado uma significativa quantia nelas. Isso evidencia que uma coleção não vive só de preços baixos e, noutra abordagem, suscita uma indagação: a que (alto) custo deve o mercado buscar o baixo custo?

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Este é o aspecto hoje. Ou algo muito semelhante.

Sou ciente, no entanto, que a maior parte dos consumidores de discos com conteúdo em vídeo não são entusiastas como eu. Para muitos, o custo qualitativo não importa tanto quanto o econômico. De qualquer forma, penso que meu caso ilustrativo do parágrafo anterior aponta para uma tendência de, com o perdão do neologismo, “descartabilidade” do produto. E, para um colecionador, essa é uma constatação aterradora, porque evoca intuitivamente uma idéia de falta de sentido, inutilidade mesmo, do ato de colecionar e da coleção em si.

Com o advento do Blu-ray, então, essas idéias passaram a frequentar ainda mais a minha mente que, ainda durante a era de ouro dos DVDs, já antevira um prenúncio e sentira um tanto do gosto de tais perturbações. Hoje, quando olho para os meus mais de 700 DVDs, é como se estivesse encarando – da mesma forma que alguns conseguem ver a morte em pessoa; suspeito, no entanto, que o caso aqui não seja tão grave… – a corporificação da obsolescência em si a ocupar mais da metade de minha estante. Sem contar a injúria ao matiz estético de meu quarto, problema agravado por um espelho que, situado num ângulo obtuso em relação à estante, não me deixa esquecer dos disquinhos obsoletos nem quando estou de costas para a coleção.

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A situação de alguns preciosos que hoje nem são tão preciosos assim.

Quem me ouve falar assim, ou lê as tortas linhas acima, pode pensar que com o tempo passei a desgostar da minha coleção. Mas isso não é verdade. Como aquele aforismo que diz que o todo não é a mera soma ou justaposição das partes, digo que cada vez gosto mais da coleção como um todo, o que, no entanto, não me impede de perceber que há sim ali partes que não apenas nada acrescentam ao todo, como também lhe subtraem algo da própria essência quando arrostado àquela representação mental que, presumo, todos os colecionadores têm de como deveria ser a coleção em seu estado ideal.

imagem12Não ignoro, contudo, que essa visão quimérica e idealizada da coleção costuma mudar com o tempo e com as circunstâncias. No meu caso, para fins de ilustração, antes do Blu-ray, o norte que, nas palavras do Jotacê, excitavam as “lombrigas colecionistas ” era um; agora certamente já é outro. Aliás, quase todo dia ele muda, e até mesmo algum DVD abandonado ali no armário, aguardando por um destino qualquer, longe de aonde um dia pertenceu, pode porventura acabar voltando para a estante.

Mas qual a razão de toda essa divagação? Porque dela se pode vislumbrar um notável fenômeno, qual seja, de que, com o tempo, o mercado amadurece e passa a ser mais seletivo. Quem não tem condições de comprar o produto original, com ou sem pirataria, continua, de qualquer forma, sem comprar. Já os “espertinhos” e os “sem-frescura”, persistindo o cenário de impunidade, não encontram razões para deixar de comprar o pirata, porque por mais que as distribuidoras se esforcem para piorar seus produtos originais, eles no máximo conseguem ser tão ruins quanto o “alternativo”, mas continuam mais caros e sem aquele sedutor charme fora-da-lei que tanto atrai a rebeldia perfunctória dos nossos dias, incubada no caldo da cultura da malandragem matreira do “homem cordial”. O consumidor médio e honesto, aquele que só compra eventualmente, continua assim, comprando eventualmente, embora com mais rigor na hora de avaliar preço e qualidade, custo e benefício.

Já os consumidores mais assíduos, tais como os colecionadores, esses seres exóticos, “com-frescura”, e que possuem cativo lugar no mercado formal de DVDs e Blu-rays – porquanto não lhes passa pela cabeça exibir um só produto pirata em suas estantes – , enfim, estes passam a exigir cada vez mais e mais qualidade. Daí porque, num cenário adverso para tão singelo aspecto – como o é o mercado brasileiro atual –, passam a buscar não a alternativa ilegal da pirataria, mas a alternativa legal da importação e, não muito raro, até mesmo a alternativa legítima da criação caseira, para consumo próprio, do produto na forma que consideram adequada.

E, desta feita, a buscar outros meios cada vez mais distantes do mercado nacional vão sendo coagidos esses incansáveis bons consumidores. Perdidos em meio a condenáveis práticas ilegais e imorais no seio da informalidade pirata, reforçada pela cultura dos “intrépidos descolados” para os quais “quanto pior, melhor, ou tanto faz…”. E, bem assim, sufocados pela medíocre política das distribuidoras que, ainda que involuntariamente, mas na exata medida em que vão nivelando cada vez mais por baixo seus produtos originais, consiste basicamente em emprestar legitimidade àquele “mercado alternativo”, numa vistosa competição entre “iguais”. E, acerca de tal semelhança entre os sujeitos desta acirrada disputa, receio estar sendo otimista demais, uma vez que, ao menos quanto a esse admirável padrão novo de acabamento e qualidade, há evidências, aqui e ali, de que as distribuidoras estão prestes a superar seus experientes concorrentes.

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Comentários (87)

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  1. Felipe disse:

    O pessoal adora reclamar que as distribuidoras brasileiras são péssimas, as edições brasileiras são péssimas, etc. Mas as distribuidoras vão onde há dinheiro. Se houver demanda por edições caprichadas e tudo mais, então pode ter certeza que vão lançar essas edições. Mas a um preço mais caro.
    É engraçado notar que muitas vezes as mesmas pessoas que reclamam do scanavo ou da slim são as mesmas pessoas que esperaram o preço cair 80% antes de cogitar comprar o produto. Ok, cada um sabe o dinheiro que tem pra gastar, mas se você paga menos não reclame por receber menos.

  2. sirilo disse:

    Show, quem me dera daqui alguns anos ter algo parecido…

    No aguardo das fotos da coleção do Jotacê

  3. sleven disse:

    O Anti Pedantismo é meio maluco e revoltado. Ainda comparou a pirataria c homosexualismo. Rapaz, se ñ tem dinheiro ou competência p rer emprego melhor, ñ reclama e defende o crime. Pirataria sempre é ruim, acho q só vc no site ñ entende.

  4. tarmann disse:

    Sou bem parecido com o felipe neste aspecto, depois de me desfazer dos DVDs "promoção das americanas" (http://tarmann.com.br/querdvds/) fiquei só com as edições especiais e filmes que eu revejo todo ano… agora minha coleção não passa de 40 títulos, sendo que pretendo trocar alguns por BDs e me desfazer de outros.

    Mudando de assunto, o mais triste é ver uma coleção imensa, cheia de edições maravilhosas, sabendo que o dono não vai tomar NUNCA MAIS em pelo menos metade dela…

  5. Cash disse:

    Caro não tenho muitos dvds originais mais ou menos uns 15 mais não vou me disfazer de nehum deles pq cada um é especial, e diferente do outro por exemplo os 6 duplos de Harry Potter q só tem extras espécificos para o dvd. Embora ainda ñ tenha o player blu-ray, a única coleção q eu traria para formato Azul ,seria Harry Potter e sé um dia chegar na terra do macacão a saga senhor dos anéis. Claro q qdo comprar meu player v comprar mais blu-ray e tbm o player do blu-ray tbm pega dvd então pra q se disfazer do q lutou pra conseguir. pq as coisas no Brasil são caras e ruins.

  6. renanrs disse:

    E sobre os comentários quanto a escrita, acredito o seguinte, pelo menos eu aprendi que quando vamos redigir um texto ou preparar um discurso, precisamos prestar atenção em vários fatores, e um deles, e acredito que o principal, é o público alvo. Imaginem por exemplo um político ir fazer campanha em um local bem pobre e remoto do Brasil, usando um discurso super formal visando demonstrar inteligência. Isso é desnecessário e um tiro no pé, porque além de tirar o foco do discurso, grande parte das pessoas não entenderiam o que ele falasse, e passariam a comentar o tipo de discurso, sem prestar atenção no que o cara realmente tivesse falado. Claro que é diferente, estamos na internet, somos pessoas com um grau de instrução de razoável pra cima, temos meios aqui de buscar o que não entendemos na hora, mas enfim, a questão é que pro público do blog, a linguagem foi inadequada. Não que o pessoal aqui seja burro, mesmo porque a maioria escreve muito bem, mas aqui estamos entre colecionadores, não entre membros da academia brasileira de letras ou um grupo fechados de advogados (digo isso porque justificaram o uso da linguagem com o fato de ele ser advogado se não me engano). É só isso, acho que a linguagem utilizada foi mal escolhida quando se relaciona com o público alvo. O texto ficaria ótimo se fosse publicado em um meio destinado a outras pessoas, mas aqui achei demais.

  7. renanrs disse:

    E sobre os comentários quanto a escrita, acredito o seguinte, pelo menos eu aprendi que quando vamos redigir um texto ou preparar um discurso, precisamos prestar atenção em vários fatores, e um deles, e acredito que o principal, é o público alvo. Imaginem por exemplo um político ir fazer campanha em um local bem pobre e remoto do Brasil, usando um discurso super formal visando demonstrar inteligência. Isso é desnecessário e um tiro no pé, porque além de tirar o foco do discurso, grande parte das pessoas não entenderiam o que ele falasse, e passariam a comentar o tipo de discurso, sem prestar atenção no que o cara realmente tivesse falado. Claro que é diferente, estamos na internet, somos pessoas com um grau de instrução de razoável pra cima, temos meios aqui de buscar o que não entendemos na hora, mas enfim, a questão é que para o público do blog, a linguagem foi inadequada. Não que o pessoal aqui seja burro, mesmo porque a maioria escreve muito bem, mas aqui estamos entre colecionadores, não entre membros da academia brasileira de letras ou um grupo fechados de advogados (digo isso porque justificaram o uso da linguagem com o fato de ele ser advogado se não me engano). É só isso, acho que a linguagem utilizada foi mal escolhida quando se relaciona com o público alvo. O texto está ótimo, mas está no lugar errado. Ele poderia ter sido escrito de uma outra forma sim, e se tivesse, não teria havido nenhum comentário sobre isso e o foco teria sido mantido.

  8. Anti Pedantismo disse:

    "O Anti Pedantismo é meio maluco e revoltado. Ainda comparou a pirataria c homosexualismo. Rapaz, se ñ tem dinheiro ou competência p rer emprego melhor, ñ reclama e defende o crime."

    Vc que não entendeu ou não quer entender. A reclamação do cara são dos DVDs caírem a qualidade pq teoricamente ficaria mais barato depois, e as distribuidoras estariamvisando estas futuras promoções ao já cair a qualidade dos DVDs já. Aí entra algumas coisas: mesmo caindo a qualidade os DVDs já saem de fábvrica a 49,90… Então não justifica cair a qualidade no lançamento. E a maioria de nós espera os preços caírem bastante pra comprar (eu só compro a 12,90 e 19,90 os duplos, +q isso é dificil, BD acima de 25 nem pensar – por isso que comprei esses BDs no surto da Fox a 26 e da Sony a 17 reais – infelizmente comprei menos do que queria por causa do dimdim no meu bolso).

  9. Anti Pedantismo disse:

    ESSA reclamação dele eu dou apoio 100%. Inclusive a desilusão pessoal de que vários DVDs capengas ou filmes ruins ele queria detonar. Passei e passo por tudo isso. Ele não errou até ali, e foi condizente com o texto dele e o que ele queria dizer/protestar/desabafar.

    Porém, a rádio dele saiu de sintonia e passou dos limites da sintonia, atingindo outras estações, quando tendo bancar o "bom moço" (politicamente correto) e detonando a pirataria dos outros (do povão) quando "pegou as mágoas das majors" e disse o que as majors AMAM ouvir, provavelmente, acho eu, pra "fazer presença", agradar á algum diretor de major que leia seu desabafo e fique com isso AGRADADO aos comentários (condenado a pirataria do povão) e com esse agrado conseguir que quem leia das majors seus desabafo fique mais psicologicamente mais maleável á aceitar seu comentário. É uma espécie de "fazer presença", eu te AGRADO e te exponho uma insatisfação e vc, por se agradado se sente mais maleável á atender minha insatisfação (uma mão lava a outra).

  10. Anti Pedantismo disse:

    NÃO GOSTEI então dessa "mistura de estações" (afinal, o que tem a ver a baixa qualidade para depois abaixar preços já que a maioria dos colecionadores NÃO ACEITAM os preços normais das majors e esperam promoções com o mercado pirata do povão que NADA TEM A VER COM ISSO E PROVAVELMENTE NUNA CONSUMIRÁ NEM OS DVDS DE PROMOS DE 12,90 ? VC ACHA QUE O POVÃO VAI ESPERAR 2 ANOS PRA 1 DVD CAIR A 12,90 PRA ELE VER SENDO Q A MAIORIA VE ANTES DE SAIR NOS CINEMAS, as vezes pagando menos de 10 reais ???????? NADA A VER, PORTANTO).

    Achei meio mesquinha a atitude dele porque ele coloca seus interesses pessoais ACIMA dos interesses da sociedade, do povão, tornando portanto os interesses dos outros REFEM dos interesses dele! JAMAIS EU FARIA ISSO, seria como se minha felcidiade dependesse da infelciidade dos outros!

  11. Anti Pedantismo disse:

    ISSO NADA TEM A VER com ilegailidade ou fomentar e aceitar a ilegalidade (mesmo que seja dos outros), isso tem a ver com SER JUSTO E IMPARCIAL e NÃO FAZER DO CENTRO DO UNIVERSO SEU NARIZ. Só isso. Não gostei, portanto quando ele invadiu outras praias que NADA tem a ver com o problema que ele relatou! Até pq, é INÓCUA a tentativa da mahor em fazer DVD a 12,90 pro "povão consumir" sendo que o "povão" JÁ CONSUMIU há 2 anos este mesmo DVD, ainda mais barato, de outras fontes!

    A 12,90 vc atende á colecionadores que esperam as promos e INCITA alguns colecionadores A NÃO DEIXAREM O VÍCIO DE COMPRAR/COLECIONAR legalmente com eles! Além de tentar atrair mais novos colecionadores, geralmente da classe média (que fica entre os piratas e os originais). Então NADA A VER pirataria, debelar a pirataria, combater a pirataria, ilegalidade ou pretensa imoralidade da pirataria, leis não cumpridas, com DVDs a 12,90 e majors caindo qualidade no lançamento a 49,90 pra depois atender aos de 12,90! NADA A VER.

  12. Jotacê disse:

    O Alex Picoreto Anti Pedantismo (autor dos comments acima) escreve a MESMA COISA há quase 5 anos. É muito triste ver que ele não evoluiu o seu pensamento (ou superou seus traumas) em tanto tempo.

  13. Anti Pedantismo disse:

    Sobre pirataria e homosexualismo vc SABE MUITO BEM a minha comparação! AMBOS eram considerados ILEGAL (em alguns países inclusive o homseuxalismo continua…), mas MESMO SENDO ILEGAL o sociedade continuava a praticar. Ou seja, ilegalizar práticas não significa a sua extinção (veja consumo de drogas, q até já querem modificar a legislação e descaraterizar a ilegalidade de usuários…). Foi isso que eu disse, não disvirtue as coisas.

    Portanto, relaxe e goze, uma coisa NADA rem a ver com a outra, pois são ÁGUA E OLEO, portanto reclamar de pirataria num tópico sobre desabafo da perda de qualidade dos DVDs eé a mesma coisa que reclamar pq os ETs de Saturno não consomem batata frita pq se consumissem batata frita isso ajudaria ás batatas fritas aqui na Terra serem de melhor qualidade. Água e òleo, cada macaco no seu galho.

    Agora, se quiser "fazer presença" aos anti ETS nada melhor do que misturar tudo e dizer que os ETs de Saturno DEVERIAM SER ORBIGADOS a consumir as batas fritas terrestres pra SUA natata frita ser de melhor qualidade.

  14. Anti Pedantismo disse:

    O GRANDE PROBLEMA de certas pessoas (e da maneira que foram educadas ou percebem a vida) é que, pra elas só exise: mercado x interesses dos ricos. O pensamento dela se resumo á isso. Porém não percebem e não querem perceber que a coisa é muita mais rica e diversa do que roga sua vã filosofia. Existe mercado x interesses dos ricos, mas tb interesses da sociedade (do povão). Independente que vc criminalize esses interesses eles continuarão a existir. Portanto, qq análise q faço eu analizo todos os lados dessa moeda, desse muro. Se minha análise foi limitada á um desabafo muito restrito eu me atenho a analizar o scopo do que eu desabafei, na exata amplitude do desabafo.

    Desculpe ser chato, é que sou revoltado mesmo, com pensamentos pequenos e anti-povo. temos que DESMISTIFICAR as coisas como são e não como a burguesia quer laboriar. A burguesia quer cirar um mundo que é só seu, excludente, anti-natural, anti-Deus. Quer construir muros e fortificar estes muros. Não penso assim. Sou um humanista. (deveria ser político, hehe).

  15. Anti Pedantismo disse:

    Falando nisso, quando morrermos (fisicamente) a VERDADE MAIOR das coisas será jogada na nossas caras. Quando EU morrer CERTAMENTE não levarei comigo minhas coleção de DVDs… Ficarão aqui. E com o tempo será consumida pelo fungo ou jogada no lixo. E tudo aquilo que era "defensável" virará pó, minha alma sobrará com a minha visão estreita ou não da vida. E os muros que construi ao longo da vida ou os que tentei derrubar.

    Abcs.

  16. Anti Pedantismo disse:

    No Brasil a pirataria serve como uma controladora natural dos preços. Se não fosse por ela as majors não se importariam tanto com promoções de preços, caírem logo os preços, não aumentarem os preços tabelados, e pensarem nos preços mais baixos possíveis.

    Os ricos, que só pensam em controlar o mundo para a maximização dos lucros, só pensam neles, dizem o contrário, mas na minha opinião me deu ao luxo de pensar diferente: se não fosse pela pirataria eles JAMAIS colocariam DVDs a 12,90, alguns ainda recentes do mesmo ano! JAMAIS! Pq a pirataria é um concorrente fora do cartel de preços, dos quais não podem controlar, "chegar num acordo" de preços, para usurpar as preços com a maximização de preços e lucros.

  17. Anti Pedantismo disse:

    Portanto para mim ela teve um propósito pessoal abençoado: fazer com que as majors pratiquem preços que eu e a maioria da classe média possam um dia comprar. Abençoados sejam os 12,90. Se fosse diferente, como eles querem e sonham, SOMENTE a classe media alta, classe alta e uma pequena parte da classe média teria dinheiro e intenção de comprar seus produtos super faturados. Assim como está a coisa se democratiza, o acesso se abre e toda a classe média pode consumir (produtos legalizados a preços justos) se quiser, como os DVDs a 12,90.

    Eu JAMAIS colecionaria DVDs (JAMAIS) se há alguns anos não tivesse contato nas promos de 19,90… Seriam então CENTENAS de DVDs que as majors deixariam de ter me vendido.

  18. Gustavo A. Ribeiro disse:

    ZZZ…

  19. Ricky Nobre disse:

    O problema da linguagem empregada no texto não é ser ou não “acessível”. Qualquer pessoa com o mínimo de cultura e boa vontade é capaz de compreendê-lo. O problema é que texto rebuscado não é necessariamente texto bem escrito. O texto acima é cansativo e confuso, com um fetiche pelo aposto que, quando terminamos de ler uma frase, já esquecemos como ela começou. O vocabulário “culto”, principalmente para um assunto tão prosaico como coleção de DVDs, ficou até risível. Mas, na verdade, não me surpreende. Dá pra apontar com exatidão quando é um advogado escrevendo já na terceira linha, até em fóruns de pornografia! :D Joga-se muita palavra fora. Acredito que nem mesmo para se fazer parecer mais inteligente do que se é (o que, na realidade, muitas vezes acontece), mas por simples hábito. E, além do mais, um advogado jamais deixaria transparecer qualquer apoio que fosse a uma prática criminosa. Para eles, como sabemos, vale o escrito, mesmo que uma lei seja injusta (não que esse seja o caso).

    Na verdade, o que mais me irrita na posição das majors em relação ao combate à pirataria é o péssimo hábito que têm em ensinar pai nosso a vigãrio. Comprei um DVD de Lupin III, da Focus, e logo que você põe o disco é OBRIGADO a ver QUATRO comerciais contra a pirataria, que não se pode nem correr, pular, mudar pro menu, NADA!!! Eu, EUZINHO, que COMPREI o DVD original na loja, sou obrigado a ver mensagens contra a pirataria como se eu precisasse ser convencido de alguma coisa. Jamais comprei nada pirata, e só baixo da internet o que não está disponível para venda no Brasil. E sou obrigado a aturar isso!

    Enfim, tenho 400 DVDs e não tenho mais espaço. Mas nada irá me deter! HAHAUAUHAAHUHAUHUAHUAHUHAUHA (risada maligna).

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